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Sérgio Conceição
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Um inverno movimentado aguarda o Porto

Sérgio Conceição terá muito trabalho nos próximos meses para manter os «dragões» no nível competitivo habitual.

Ainda que o troféu do mais recente Campeonato Português tenha sido levantado pelo Benfica, a equipe lusa que terminou em melhor forma aquela temporada foi o Porto.

Ao vencerem seus doze últimos compromissos em 2022–23, os dragões quase conquistaram uma Primeira Liga que parecia perdida e conquistaram a Taça de Portugal.

Por terem se mostrado incapazes de replicar esse excelente desempenho nos primeiros quatro meses de 2023–24, os alvianis já não podem se permitir descuidos daqui até maio.

Grandes decisões aguardam o clube não só em campo mas também nos bastidores. Neste artigo o foco será aquilo que o seu treinador, Sérgio Conceição, precisará resolver.

Um onze reconstruído

O Porto é uma equipe em constante reconstrução. Não se passa uma temporada sem que pelo menos algum jogador importante vá embora em busca de mais dinheiro (e às vezes também de mais visibilidade).

Se formos comparar o time-base atual com o de 2022–23, Sérgio Conceição já não conta com dois homens que tinha como titulares indiscutíveis: os meio-campistas Matheus Uribe e Otávio.

Em junho, o colombiano tomou o rumo dos cataris do Al-Sadd a custo zero; em agosto, o luso-brasileiro partiu para os sauditas do Al-Nassr por 60 milhões de euros (a maior venda da história do Porto).

Para disputar o posto de sucessor de Uribe vieram o argentino Alan Varela, do Boca Juniors, e o espanhol Nico González, do Barcelona. Até aqui o sul-americano tem sido o preferido de Conceição.

No caso de Otávio, a solução envolveu ajustes entre peças que já integravam o elenco. O atacante brasileiro Pepê tem sido menos improvisado como lateral a fim de atuar como meia/ala.

As próximas lacunas

Entre meados de janeiro e meados de fevereiro de 2024 serão disputadas tanto a Copa Africana de Nações quanto a Copa da Ásia. E o Porto provavelmente terá um atleta em cada competição.

Um deles é Zaidu Sanusi. Nesta temporada o lateral-esquerdo nigeriano vinha sendo preterido no onze inicial do Porto em favor do brasileiro Wendell, que por lesão foi desfalque nos últimos meses.

Ainda mais chamativa será a ausência de Mehdi Taremi. O atacante iraniano foi o principal goleador do Porto nas últimas três temporadas, e, apesar de menos produtivo em 2023–24, ainda é titular.

A ausência de Zaidu será uma oportunidade de ouro para João Mendes. Este lateral de 23 anos vinha disputando a Segunda Liga pelo Porto B, mas desde novembro tem atuado pela equipe principal.

Sem Taremi, quem pode ser firmar no time é Francisco Conceição. O filho do treinador é um ponta, e sua inclusão no onze pode levar o pai a dar preferência a um 4-3-3 com Evanilson no centro do ataque.

Às vendas

Evanilson, hoje com 24 anos, tem sido o mais eficaz atacante no 4-4-2 do Porto. Na temporada anterior o brasileiro se lesionou bastante, mas em 2023–24 já marcou onze gols em dezesseis jogos.

Se mantiver o bom aproveitamento, o ex-Fluminense pode chegar à canarinho no ano que vem. A questão é se a essa altura ele ainda será atleta do Porto, pois os dragões podem vendê-lo no inverno.

Iminente mesmo é a saída de Taremi, cujo contrato termina em junho de 2024 e não será renovado. Também ele pode ir embora em janeiro (provavelmente para a Internazionale), para que não se vá de graça.

Às compras

Pepe e Iván Marcano são os principais zagueiros. O luso-brasileiro, de 40 anos, é frequentemente dúvida por questões físicas; o espanhol, de 36, se lesionou em setembro e não deve jogar mais esta temporada.

Embora Zé Pedro (do Porto B) venha agradando, trazer alguém para a zaga é a prioridade dos dragões no mercado de inverno. Hoje o nome mais cotado é o brasileiro Gabriel Pereira, do Gil Vicente.

Nas próximas semanas talvez volte a se falar da possível vinda de dois atletas que atuam no Brasil: o meia argentino Matías Zaracho (Atlético-MG), e o meia/atacante colombiano Jhon Arias (Fluminense).

O extra-campo

Um detalhe: o contrato de Sérgio Conceição termina em junho de 2024. Se não houver renovação no inverno, crescerão as especulações sobre a sua ida para algum clube das cinco principais ligas europeias.

Conceição, que treina o Porto desde 2017, terá todo o respaldo do futuro presidente. Jorge Nuno Pinto da Costa exerce esse cargo desde 1982, mas nas eleições de abril concorrerá com um nome de peso.

Falamos de André Villas Boas, o treinador do Porto em 2010–11. Nessa temporada os alvianis sagram-se campeões da Supertaça de Portugal, da Taça de Portugal, da Primeira Liga e da Liga Europa.

Villas-Boas tem criticado a atual gestão principalmente por questões financeiras, mas em pelo menos duas ocasiões também mostrou-se descontente por não ter sido renovado o contrato de Conceição.

Últimas palavras

Estamos a cinco dias do inverno no Hemisfério Norte, e os próximos três meses não serão apenas movimentados no Porto: pelo que vimos nos parágrafos anteriores, serão decisivos para o futuro do clube.

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