Pular para conteúdo
ACESSAR Esportes bet365
Matheus Pereira (Cruzeiro)
  1. Futebol
  2. Brasileirão

Seguir na elite é o objetivo da Raposa

O Cruzeiro começou 2024 com resultados bons, mas seus torcedores fariam bem em não exigir demais da equipe.

Já se vão mais de dois anos desde que se anunciou a compra do Cruzeiro por parte de seu ex-jogador Ronaldo Nazário. Mas, pelas contratações feitas para 2024, a raposa mostra que ainda levará tempo para tornar-se protagonista no cenário nacional.

Mudanças no comando técnico

Antes da Série A 2023 o uruguaio Paulo Pezzolano se despediu do Cruzeiro para treinar o Valladolid (que também tem Ronaldo Nazário como proprietário). Durante a competição os alvianis foram comandados pelo português Pepa, pelo interino Fernando Seabra, por Zé Ricardo e, por fim, pelo interino Paulo Autuori (que retornara ao clube em agosto para ser o diretor técnico).

Em 20 de dezembro anunciou-se Nicolás Larcamón como o novo treinador. Aos 39 anos, o argentino fez toda a sua trajetória como técnico em outros países da América Latina: Venezuela, Chile e México. Na Liga MX saiu-se muito bem tanto à frente do Puebla quanto à frente do León. Por este último clube conquistou seu único título até aqui: a Liga dos Campeões da Concacaf 2023.

Nicolás Larcamón

Conexão Argentina–México–Brasil

Um dos atletas treinados por Larcamón no León foi o seu conterrâneo Lucas Romero. O volante representou o Cruzeiro de 2016 a 2019, quando venceu duas Copas do Brasil e dois Campeonatos Mineiro. Mês passado ele encontrou um grupo muito diferente no retorno à Toca do Raposa: o único remanescente daquele período é o também volante Lucas Silva.

Outro argentino que até ao ano passado se encontrava no México e tornou-se reforço do Cruzeiro por influência do atual treinador é o centroavante Juan Ignacio Dinenno. Pelo Pumas (um dos tradicionais quatros grandes do país), «Dinegol» não conquistou títulos mas foi o artilheiro da Liga dos Campeões da Concacaf 2022 (da qual sua equipe foi a vice-campeã).

Juan Ignacio Dinenno (Pumas)

Considerações sobre o elenco

Em 24 de janeiro, pela primeira rodada da fase de grupos do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro derrotou o Villa Nova por 2 x 1 no estádio Castor Cifuentes; três dias depois, empatou por 1 x 1 com o Athletic na Arena do Jacaré. Os primeiros pontos perdidos no ano exacerbaram a desconfiança da torcida quanto à qualidade do elenco para a disputa de competições mais difíceis.

O plantel naquele momento poderia muito bem servir para o Campeonato Mineiro, mas provavelmente não para o Campeonato Brasileiro. Ano passado, em seu retorno à elite nacional após quatro anos, a raposa só garantiu a permanência na penúltima rodada. E desde então foram embora titulares como o zagueiro Luciano Castán (Sport) e o atacante Bruno Rodrigues (Palmeiras).

Após o empate em Sete Lagos, Larcamón falou em reforços de qualidade. Àquela altura o Cruzeiro já havia fracassado em trazer nomes como o volante Fernando (que trocou o Sevilla pelo Vila Nova), o meia Everton Ribeiro (do Flamengo para o Bahia) e os atacantes Douglas Costa (do LA Galaxy para o Fluminense) e Lucas Alario (do Eintracht Frankfurt para o Internacional).

O reforço mais badalado era Gabriel Veron, emprestado pelo Porto. Embora não tenha se firmado em Portugal, esperava-se que o ponta-esquerda revelado pelo Palmeiras justificasse o porquê de ter sido eleito o craque da Copa do Mundo Sub-17 de 2019. Mas em 26 de janeiro o Cruzeiro informou que o atleta de 21 anos se lesionou em um treino e não tinha prazo para voltar.

O teste perfeito

As duas primeiras rodadas do Campeonato Mineiro pareciam o momento perfeito para analisar minuciosamente o elenco cruzeirense. Em primeiro lugar, porque estávamos no fim de janeiro e ainda haveria mais de um mês para trazer reforços ainda neste semestre; em segundo lugar, porque o jogo seguinte, em 3 de fevereiro, seria contra o Atlético na Arena MRV.

O Cruzeiro chegou àquele dérbi (que, por acordo entre os clubes, disputou-se com torcida única) desfalcado do zagueiro Neris, por suspensão. Mas lá estariam os demais atletas então considerados titulares por Larcamón, como o goleiro Rafael Cabral, o zagueiro Zé Ivaldo, o lateral-esquerdo/zagueiro Marlon, o meia Matheus Pereira e os já citados Romero e Dinenno.

Era forte o contraste no comparativo com a escalação dos alvinegros, que teriam em campo nomes como o lateral-esquerdo Guilherme Arana, o recém-contratado meia Gustavo Scarpa e os atacantes Paulinho e Hulk. Apesar disso, foram os alvianis que se impuseram (mais uma vez) na Arena de Belo Horizonte: 2 x 0 (gols de Zé Ivaldo e de um reserva, o ponta João Pedro). 

Rafael Cabral (Cruzeiro)

Estendendo o horizonte de tempo

Apesar de ter superado o galo, e apesar de desde então ter anunciado mais reforços (o volante equatoriano José Cifuentes e o zagueiro argentino Lucas Villalba), a raposa não parece forte o bastante para lutar por muito mais que a permanência na próxima Série A. Isso se tornou evidente para todos três dias atrás, com a derrota por 2 x 0 para o América no Mineirão.

Seu CEO, Gabriel Lima, disse em entrevista à TV Globo ainda antes da vitória sobre o arquirrival que «reconstruir o clube com base sólida para o futuro leva tempo». Em outras palavras: não será 2024 o ano em que veremos o Cruzeiro de volta à luta pelos maiores troféus. Terá a torcida do lado azul da capital mineira paciência com essa política de médio/longo prazo?

Artigos Relacionados

A bet365 utiliza cookies

Nós utilizamos cookies para oferecer um serviço melhor e mais personalizado. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies

Novo na bet365? Obtenha até R$200 em Créditos de Aposta Registre-se

A conta deve estar verificada antes da ativação. Retornos excluem valor de aposta em Créditos de Aposta. São aplicados T&Cs, limites de tempo e exclusões.