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Quem sucederá aos veteranos argentinos?

Neste início de 2024, a «albiceleste» mantém a base vencedora dos últimos anos.

Em 20 de junho, na cidade de Atlanta, a Argentina estreia na Copa América contra Canadá ou Trinidad e Tobago. Antes disso os de Lionel Scaloni realizarão quatro amistosos, dois deles nos próximos oito dias. Haverá tempo para os atletas sub-23 conquistarem espaço numa albiceleste cuja base é de veteranos?

Os últimos jovens convocados

No primeiro dia de março, a Asociación del Fútbol Argentino (AFA) anunciou os 26 jogadores convocados para os amistosos a serem realizados nos dias 22 e 26 desse mesmo mês em diferentes cidades dos Estados Unidos (Filadélfia e Los Angeles).

Nenhuma das seleções que a Argentina enfrentará nesta primeira Data FIFA de 2024 (El Salvador e Costa Rica) é uma potência do futebol mundial, de modo que havia a expectativa quanto a possíveis surpresas na lista elaborada por Lionel Scaloni.

O técnico campeão das mais recentes edições da Copa América (2021) e da Copa do Mundo (2022) pouco inovou: a única novidade em uma convocação da seleção principal foi o lateral/ponta-esquerda Valentín Barco (Brighton), hoje com 19 anos.

Por outro lado, seria uma injustiça não valorizar o retorno de outros três atletas de 19 anos em busca de afirmação. Estamos nos referindo aos meias Valentín Carboni (Monza) e Facundo Buonanotte (Brighton) e ao ponta Alejandro Garnacho (Manchester United).

Após o anúncio dos convocados deu-se a lesão do zagueiro Marcos Senesi (Bournemouth). Isso levou Scaloni a convocar Nicolás Valentini (Boca Juniors), que, apesar dos seus 22 anos, ainda não havia sido chamado para representar a albiceleste principal.

Necessidade de renovação

Mas por que falar tanto da nova geração? A resposta torna-se óbvia quando notamos que oito dos últimos convocados têm mais de 30 anos. Entre eles o goleiro Emiliano Martínez (31), o zagueiro Nicolás Otamendi (36), o lateral-esquerdo Nicolás Tagliafico (31) e os atacantes Ángel Di María (36) e Lionel Messi (36).

Martínez, Otamendi e Messi são os que poderíamos chamar de titulares indiscutíveis; Tagliafico e Di María, embora talvez não o sejam (o primeiro concorre principalmente com Marcos Acuña, o segundo com Nicolás González), também integram o grupo de jogadores frequentemente utilizados por Scaloni.

Faz sentido prever que a próxima Copa América, a ser realizada entre junho e julho nos Estados Unidos, será o último torneio de alguns desses veteranos. No caso de Di María isso é certo, mas também para Otamendi e Messi (que devido a lesão foi cortado dessa mais recente convocatória) o fim está bastante próximo.

Outras duas opções de juventude

Uma vez mais lembramos que o nível dos próximos dois adversários da Argentina não é dos mais elevados. (El Salvador encontra-se em 81.º lugar no ranking da FIFA, e a Costa Rica em 54.º lugar). Não poderia Scaloni ter aproveitado para chamar ainda mais jovens em sua mais recente convocatória?

Poderiam ter sido chamados, por exemplo, o ponta-direita Matías Soulé (Frosinone), de 20 anos, ou o meia Thiago Almada (Atlanta United), de 22. Testá-los agora seria menos perigoso do que em setembro, quando a Argentina enfrenta Chile e Colômbia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

O exemplo de Bielsa e seus charrúas

Um contraponto interessante a Scaloni tem sido o de seu conterrâneo Marcelo Bielsa no comando da seleção uruguaia. «El Loco» está focado em formar um grupo para 2026, mesmo que isso signifique abrir mão desde já de veteranos como o zagueiro Sebastián Coates e o atacante Edinson Cavani.

Admito que essa análise está condicionada pelo jogo de quatro meses atrás entre Argentina e Uruguai, na Bombonera, pelas Eliminatórias do Mundial. Naquele dia a albiceleste —com um onze cuja média de idade era de 28,4 anos— perdeu por 2 x 0 para a celeste —com um onze cuja média era de 25,1 anos—.

Expectativa quanto às Olimpíadas

Até certo ponto é injusto comparar o processo de reformulação da Argentina com o do Uruguai. Os primeiros venceram a última Copa do Mundo, enquanto os segundos caíram ainda na fase de grupos daquele torneio. É muito mais fácil começar do zero quando o trabalho anterior resultou em fracasso.

Também precisamos reconhecer o quanto Lionel Scaloni tem conseguido gerenciar de forma descomplicada o grupo que tem ao seu dispor desde 2018. O porém é que os atletas que se juntaram às convocações da Argentina após a conquista da Copa do Mundo têm tido muito poucas oportunidades.

Talvez o treinador da seleção principal esteja à espera do torneio de futebol dos Jogos Olímpicos, entre julho e agosto, na França, para ver quais dos jogadores de 23 anos ou menos reivindicarão espaço entre os veteranos. Em todo caso, a renovação da albiceleste não poderá esperar muito mais do que isso.

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