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Espanha
  1. Futebol

Qual será o futuro da seleção espanhola?

Após dura eliminação na mais recente Copa do Mundo, a Espanha tem um novo treinador, Luis de la Fuente, que terá muitas incógnitas a resolver.

[Traduzido e adaptado de ''¿Cuál es el futuro de la selección española?''.]

Em 6 de dezembro a Espanha foi eliminada pelo Marrocos, nos pênaltis, nas oitavas de final do Mundial do Catar. Apenas dois dias depois anunciou-se que Luis de la Fuente seria o substituto de Luis Enrique como o treinador da Roja.

Há muitas dúvidas a serem esclarecidas em relação ao futuro da seleção ibérica. E, da parte de analistas esportivos daquele país, a expectativa é de que o novo comandante possa resolver tais questões quanto antes.

Tendo dirigido as equipes sub-19, sub-21 e sub-23 da Espanha, De la Fuente tem pela frente um trabalho árduo com a equipe principal — ainda mais se consideramos que ele precisará tomar decisões potencialmente controversas.

Haverá mudanças nas listas de convocados?

Uma das marcas identitárias de Luis Enrique eram convocações que seguiam um critério particular. O asturiano queria modelar a sua ideia de jogo com os atletas que melhor a entendessem, não se deixando levar por quem vinha jogando mais ou menos.

Com a chegada de um novo treinador, ainda não se sabe qual será o critério para a escolha de futebolistas. Se atreverá ele a convocar jovens, como fez seu antecessor, ou optará por nomes mais tarimbados?

A resposta à pergunta acima será conhecida em março, quando forem anunciados os escolhidos para a disputa dos dois primeiros jogos das Eliminatórias da Euro 2024. A Furia está no grupo A, no qual também se encontram Chipre, Escócia, Geórgia e Noruega.

Em 25 de março a equipe recebe a Noruega (do temível atacante Erling Haaland), e três dias depois visita a Escócia. Eis os dois jogos, contra seleções consideradas inferiores, que servirão como primeiras oportunidades para avaliar o trabalho do novo treinador.

A busca por um substituto para Busquets

Uma questão que De la Fuente precisará resolver diz respeito ao icônico Sergio Busquets. Após a queda espanhola na última Copa do Mundo especulou-se que o atleta de 34 anos estaria perto de se aposentar do futebol de seleções. E assim foi.

O atual comandante da Roja contava com o meio-campista do Barcelona — o último remanescente da geração campeã mundial de 2010 —, mas provavelmente não por muito tempo. Ainda assim, não será fácil ocupar o vazio deixado por Busquets.

Um de seus possíveis substitutos parece estar bem integrado à seleção. Rodri, do Manchester City, já não é nenhum novato (tem 26 anos), e apresenta boas perspectivas de se firmar como volante titular da Espanha.

Também é possível que De la Fuente siga o exemplo de Luis Enrique e continue escalando Rodri como zagueiro. Nesse caso, outra opção para a posição de volante seria Martín Zubimendi (23 anos), da Real Sociedad.

Os pilares do novo treinador

A passagem de Luis de la Fuente pelas categorias de base da seleção espanhola fez com que ele conhecesse em primeira mão os jovens futebolistas que podem fazer a transição para a seleção principal.

Nos últimos Jogos Olímpicos (entre julho e agosto de 2021), em que a Espanha foi medalha de prata, um dos nomes convocados por De la Fuente foi Pedri. E parece não haver dúvidas de que o meia do Barcelona será peça fundamental do novo sistema.

Considerando o momento em que a Furia se encontra, a realização de mudanças é praticamente um imperativo. No entanto, o elenco atual é muito jovem. Isso vale não só para Pedri (20 anos) mas também para Nico Williams (20) e Alejandro Balde (19).

Os jovens talentos mais indicados a adquirir a responsabilidade de liderar os demais jogadores serão aqueles que, embora ainda tenham caminho por percorrer, já tenham passado da fase de promessas do mundo do futebol.

De quem será a baliza?

Nos últimos anos a escalação da Espanha foi Unai Simón e mais dez. A chegada de uma nova comissão técnica dá lugar a dúvidas sobre quem será o goleiro titular. David de Gea não foi opção para Luis Enrique, que levou Robert Sánchez e David Raya para o Catar.

O provável é que Simon, do Athletic de Bilbao, mantenha-se no onze inicial. Mas, considerando que técnicos diferentes têm preferências diferentes (principalmente para essa posição), a princípio nada impede que De Gea, do Manchester United, volte a ser chamado.

Como se vê, tudo o que temos por enquanto são conjecturas. Será preciso esperar até março para obter uma ideia mais clara dos critérios de Luis de la Fuente — bem como das consequências de tais escolhas na postura da seleção espanhola.

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