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Pierre-Emerick Aubameyang (Marseille/Marselha)
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Qual deveria ser o foco do Marselha?

Com resultados aquém do esperado em 2023–24, os «olympiens» podem ter que reajustar suas expectativas em breve.

Dois meses atrás, o Olympique de Marseille (também conhecido como Marselha ou OM) era considerado o mais forte candidato a destronar o Paris Saint-Germain na Ligue 1.

Já tendo trocado de treinador desde então, os olympiens agora buscam se reestruturar dentro de campo a despeito da constante tensão a que parecem estar sempre sujeitos.

Entendendo o contexto

Após o terceiro lugar na Ligue 1 2022–23, o técnico croata Igor Tudor se despediu do Marselha em comum acordo com a diretoria. Para o seu lugar veio o espanhol Marcelino García Toral, que até então só havia treinado em seu país natal. (Com o Valencia ele venceu a Copa del Rey em 2019.)

O OM disputaria a terceira fase da Liga dos Campeões, e seu grande objetivo para 2023–24 era conquistar a classificação direta à fase de grupos desse torneio. Devido a mudanças no coeficiente das ligas da UEFA, para isso bastava repetir o terceiro lugar no Campeonato Francês.

Quem foi e quem ficou

No verão despediram-se dois nomes emblemáticos: o atacante chileno Alexis Sánchez (eleito o melhor jogador do OM na temporada 2022–23) e o meia Dimitri Payet (vencedor desse mesmo prêmio em 2021–22).

Seguem no clube os dois jogadores do Marselha que terminaram eleitos para o onze ideal do mais recente Campeonato Francês: o zagueiro quinxassa-congolês Chancel Mbemba e o meio-campista Valentin Rongier.

Destacamos também dois convocados por Didier Deschamps (ex-jogador e ex-treinador do OM) para representar os bleus na última Data FIFA: o lateral-direito Jonathan Clauss e o meio-campista Jordan Veretout.

Pelo menos dois outros remanescentes merecem destaque (visto que chegaram à atual temporada como prováveis titulares): o goleiro espanhol Pau López e o meio-campista marroquino Azzedine Ounahi.

Quem chegou

Do Atlético de Madrid vieram dois atletas: o meio-campista centro-africano Geoffrey Kondogbia e o lateral-esquerdo brasileiro Renan Lodi (até então emprestado ao Nottingham Forest).

O atacante gabonês Pierre-Emerick Aubameyang veio do Chelsea, o meia/atacante senegalês Iliman Ndiaye veio do Sheffield United e o atacante senegalês Ismaïla Sarr veio do Watford.

Quando já estávamos no fim de agosto, o atacante argentino Joaquín Correa chegou por empréstimo da Internazionale.

Expectativas frustradas

Com exceção do Paris Saint-Germain, a impressão que se tinha é que ninguém se reforçou melhor que o Olympique de Marseille para esta Ligue 1. Isso se refletia nas cotações de 17 de agosto em «Vencedor Final».

cotaçãoequipe
1,33Paris SG
9,00Marselha
19,00Monaco
26,00Lille
Rennes

Naquele momento o Marselha já havia experimentado o fracasso de cair na Liga dos Campeões antes mesmo da fase de grupos. Em 9 de agosto, os olympiens perderam por 1 x 0 para o Panathinaikos em Atenas; oito dias depois, venceram por 2 x 1 em Marselha mas caíram nos pênaltis.

Em 20 de setembro deu-se o inesperado anúncio da saída de Marcelino. No comunicado oficial do clube falou-se em «razões extraesportivas». Depois, o próprio técnico espanhol afirmou que pediu para sair após intimidações e ameaças por parte de membros de torcida organizada.

Com o interino Jacques Abardonado os marselheses entraram em campo duas vezes antes de anunciarem como novo treinador o italiano Gennaro Gattuso. Este estava sem clube desde janeiro, quando deixou um Valencia que se encontrava a um ponto da zona de rebaixamento em LaLiga.

Na Ligue 1 o ex-meio-campista estreou em 30 de setembro, pela sétima rodada. Nesse dia o Marselha perdeu por 3 x 2 fora de casa para o Monaco. O primeiro triunfo viria na rodada seguinte, um 3 x 0 em casa sobre o Le Havre. Ontem, a equipe perdeu por 1 x 0 para o Nice fora.

A escolha a ser feita

O desempenho no Campeonato Francês não tem sido dos melhores. Quando terminar a nona rodada, o OM se encontrará na melhor das hipóteses em sétimo lugar. Até aqui foram 12 pontos conquistados (1,33 por jogo), doze gols pró e doze contra.

Obter vaga direta na Liga dos Campeões 2024–25 ainda é um objetivo razoável para os marselheses. Mas, se não conseguirem retornar ao G3 sem demora, lutar pelo título lhes parecerá uma quimera (o Monaco pode abrir oito pontos de vantagem hoje). 

Talvez falte elenco para conciliar a Ligue 1 com a Liga Europa, competição essa que está em sua fase de grupos. Tendo empatado com o Ajax fora e o Brighton em casa, daqui a quatro dias o Marselha recebe o AEK (que surpreendentemente é o líder).

Conquistar pela primeira vez a segunda principal competição da UEFA nesta temporada seria heroico. Cotado em 29,00 no mercado «Vencedor Final», o OM aparece atrás de nove outras equipes. (Os favoritos são o Liverpool, a Roma e o Bayer Leverkusen.)

O problema africano

Além de tudo o que se disse na seção anterior, precisamos levar em conta o empecilho que será a Copa Africana de Nações. Antes prevista para meados de 2023, a 34.ª edição do principal torneio entre seleções da CAF será realizada entre janeiro e fevereiro de 2024 na Costa do Marfim.

Como esses meses não são de Data FIFA, é provável que os olympiens percam atletas como Mbemba, Ounahi, Sarr e Ndiaye (também podem desfalcá-los o marfinense Bamo Meïté, o marroquino Amine Harit e o senegalês Papa Gueye) por três ou mais rodadas do Campeonato Francês.

Mesmo que vença todos os jogos nesse período (entre eles a recepção ao Monaco em 28 de janeiro), o OM provavelmente chegará ao fim da temporada mais desgastado fisicamente que a maioria de seus principais rivais na França (que não têm tantos africanos de peso no elenco).

Conclusão

O Olympique de Marseille ainda pode sonhar na Ligue 1 apesar do conturbado início de temporada. Mas, para voltar a ser forte candidato ao título, talvez o clube precise abdicar de ir longe na Liga Europa.

Obter a classificação à fase de grupos da Liga dos Campeões 2024–25 ainda é o mínimo aceitável. Qualquer objetivo além deste requererá uma conjunção de fatores que hoje parece improvável para os olympiens.

As cotações aqui apresentadas estão sujeitas a flutuações.

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