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Juninho Pernambucano (Vasco)
  1. Futebol

Por que Juninho Pernambucano é o maior ídolo do Vasco nos últimos 30 anos

Nas últimas três décadas, nenhum outro jogador representou o Vasco com tanta competência quanto Juninho Pernambucano.

Em 6 de dezembro de 1992, Vasco e Flamengo empataram por 1 x 1 pela última rodada do Campeonato Carioca, em São Januário. Embora àquela altura os anfitriões já tivessem assegurado o título, o resultado serviu para que terminassem a competição invictos.

Esse Clássico dos Milhões ficou marcado também por ser a última partida oficial da carreira de Roberto Dinamite. Com 1110 jogos e 708 gols pelo Vasco, o ex-atacante é tido por muitos como o maior ídolo da história do Gigante da Colina.

Pode-se argumentar que tal estatuto talvez coubesse a outro atacante: Ademir de Menezes, que jogou pelo clube nas décadas de 1940 e 1950. Ainda assim, é evidente que Dinamite foi o jogador-símbolo do Vasco nos anos 1970 e 1980.

Similarmente, deveria ser mais que evidente que nos últimos trinta anos o mesmo se aplica ao ex-meio-campista Juninho Pernambucano.

Nos braços dos torcedores (online)

Em 2020, o portal ge realizou uma enquete para que se escolhesse, numa lista de dez nomes, quem seria o maior ídolo da história do Vasco.

Como era de esperar, o primeiro lugar ficou com Dinamite, com 32,59% dos quase 20 mil votos. Menos previsível foi a presença de Juninho na segunda posição, ainda mais porque a diferença para Roberto foi de apenas 0,05% — oito votos.

A classificação final da enquete nos sugere que a maioria dos votantes era jovem (o que não seria nada surpreendente em se tratando de uma pesquisa pela internet). Só isso explica que Ademir tenha terminado apenas em sétimo lugar.

Independentemente disso, é significativo que Juninho, com 32,54% dos votos, tenha terminado muito à frente de dois astros com os quais jogou: Edmundo (o terceiro colocado, com 16%) e Romário (o quarto, com 5,65%).

Abaixo, elencamos motivos pelos quais não há nenhum exagero no reconhecimento dado aos serviços prestados ao Vasco por Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, apelidado de ''Reizinho da Colina''.

O símbolo de uma era

O último grande período de glórias futebolísticas do Club de Regatas Vasco da Gama se deu entre 1997 e 2000. 

Nessas quatro temporadas, o Almirante conquistou seis títulos de expressão: uma Copa Libertadores (1998), dois Campeonatos Brasileiros (1997 e 2000), uma Copa Mercosul (2000), um Torneio Rio-São Paulo (1999) e um Campeonato Carioca (1998).

Aquela era se caracterizou por constantes mudanças de time-base de um ano para o outro. Diversos jogadores importantes no título nacional de 1997, como Carlos Germano, Evair e Edmundo, não faziam parte do elenco campeão nacional de 2000.

Um dos poucos nomes presentes em todas essas conquistas — e quase sempre como titular — foi Juninho Pernambucano (que até 2000, quando chegou o seu xará paulista, era conhecido simplesmente como Juninho).

Decerto que isso não bastaria para fazer dele o grande símbolo daqueles anos do Vasco. Por isso é importante notar como o Reizinho se mostrou decisivo tanto com a bola nos pés quanto por sua postura dentro e fora de campo.

Momentos marcantes

O ex-meia marcou gols memoráveis na Copa Intercontinental de 1998 (perdida para o Real Madrid), na ida e na volta das finais do Rio-São Paulo de 1999 (contra o Santos) e no último jogo das finais do Campeonato Brasileiro de 2000 (contra o São Caetano).

E evidentemente não há como ignorar o jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores de 1998, contra o River Plate, em Buenos Aires. Juninho entrou no segundo tempo e, de falta, marcou o gol do empate por 1 x 1 que garantiu o Vasco nas finais.

Para muitos torcedores, no entanto, o seu momento mais marcante com a camisa do Almirante não foi nenhum gol ou assistência, mas sim um gesto muito peculiar realizado por ele no derradeiro jogo da Copa Mercosul de 2000, contra o Palmeiras, em São Paulo.

No fim do segundo tempo, os cariocas haviam empatado um encontro em que foram ao intervalo perdendo por 3 x 0. Já quase nos acréscimos, foi possível ver Juninho batendo no peito e demandando vibração à sua torcida, que naquele momento pouco se fazia ouvir.

O camisa 31 foi prontamente atendido pelos torcedores vascaínos presentes no estádio Parque Antarctica. Poucos minutos depois, Romário marcaria o último gol daquela histórica virada por 4 x 3.

A moral da história

Esse meio-campista pernambucano teve duas passagens por São Januário: a primeira entre 1995 e 2001, e a segunda entre 2011 e 2013. Ao todo, foram 393 jogos e 76 gols com a cruz pátea ao peito.

Aqui falou-se de números de títulos, jogos e gols, e a importância de tais estatísticas é inegável. Mas, para que um jogador se torne um dos grandes ídolos de um clube, demonstrar respeito e afeto por tal instituição é fundamental.

E é nesses dois aspectos que Juninho Pernambucano ainda hoje se mostra muito acima de quase todos os seus concorrentes a ídolo do Vasco da Gama.

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