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Perspectivas para João Félix e para o Atlético de Madrid

O atacante português João Félix chega ao Chelsea por empréstimo do Atlético Madrid na esperança de se revalorizar no cenário do futebol internacional.

[Traduzido e adaptado de ''Joao, cedido al Chelsea hasta final de temporada''.]

Em 11 de janeiro, João Félix foi emprestado pelo Atlético de Madrid ao Chelsea para a disputa do restante da temporada. Com isso, a expectativa é de que em junho o jogador português e o clube espanhol se sentem à mesa para discutir o futuro.

Como foi a operação?

Essa operação guarda muitas semelhanças com a de Saúl Ñíguez em 2021. Também ele era naquele momento um dos atletas mais talentosos do elenco dos Colchoneros e também ele foi emprestado aos Blues.

A diferença mais evidente entre um caso e outro é que, enquanto o espanhol ficou em Stamford Bridge por praticamente uma temporada inteira (já que chegou ainda em agosto), o português ficará por não mais que seis meses.

Os londrinos queriam incluir a possibilidade de tê-em definitivo, enquanto os madrilenhos queriam ser pagos uma quantia além do salário do jogador. No fim das contas, decidiu-se que o Chelsea pagaria 11 milhões de euros pelo empréstimo sem opção de compra.

Era o que João pedia há tempos

Um dos motivos para a saída de João Félix foi a sua falta de entendimento com o técnico argentino Diego Simeone. O clube possivelmente teve então opções interessantes para vender o atleta, mas a direção esportiva dos Rojiblancos nunca quis que ele se fosse.

Em 25 de novembro, durante a Copa do Mundo, o jornal espanhol Marca noticiou que Félix desejava novos ares e citou não só o Chelsea como o Bayern de Munique, o Paris Saint-Germain e o Manchester United como possíveis destinos para ele.

Em 6 de dezembro, o CEO do Atlético, Miguel Ángel Gil Marín, confirmou o desejo do jogador de 23 anos: ''a relação entre ele e o treinador não é boa, tampouco a sua motivação. Adoraria que continuasse, mas essa não é a intenção do jogador''.

A princípio, parecia que os espanhóis fariam caixa com a realização de uma venda vultosa. Mas, diante das ofertas não tão atraentes que chegaram e da incerteza quanto ao estatuto do atleta (que vinha sendo suplente), o empréstimo foi como uma trégua até junho.

Quando a temporada 2022–23 chegar ao fim, João poderá ter demonstrado em outro clube e com outro treinador (no caso, Graham Potter) se é mesmo a estrela que diz ser. E, a partir daí, os Colchoneros terão uma decisão muito importante a tomar.

Caso ''el Cholo'' Simeone não continue no comando da equipe, abrir-se-á a possibilidade da volta do português; caso contrário, este provavelmente voltará a ser emprestado ou, se tiver se revalorizado o bastante, vendido por algo próximo dos 100 dos milhões de euros.

Vai Félix, vem Depay

Com a saída não só de João Félix mas também a do brasileiro Matheus Cunha (que foi emprestado a outro clube inglês, o Wolverhampton), os espanhóis se viram, de uma só vez, sem dois atacantes bastante talentosos.

A pergunta que se fez àquela altura foi Fará o Atlético de Madrid alguma contratação para o lugar de pelo menos um desses jogadores ou buscará o clube se valer daqueles que já tem na busca de cumprir os objetivos traçados para o restante da temporada?.

Recorde-se que, naquele momento, o único jogador dos Colchoneros com perfil de referência ofensiva era o espanhol Álvaro Morata. Os outros atacantes eram o francês Antoine Griezmann e o argentino Ángel Correa, que atuam mais pelos lados.

Como Simeone costuma escalar a equipe com dois homens de frente, ter à sua disposição apenas três jogadores mais avançados no elenco poderia causar-lhe sérios problemas em caso de suspensões ou lesões.

Foi possivelmente pensando nisso que na última sexta-feira o clube trouxe Memphis Depay, que estava no Barcelona. Segundo o próprio técnico argentino, o holandês tanto pode atuar como atacante de referência como quanto segundo atacante.

Essa solução parece ter sido a melhor possível. Antes disso, especulava-se que o Atlético poderia contratar um centroavante por empréstimo até o fim da temporada — de preferência alguém não muito caro e que tivesse o potencial de se adaptar rapidamente.

Foi noticiado que a transação envolvendo a vinda de Depay pode chegar a 4 milhões de euros. Não parece tanto para um atleta com boas chances de se tornar titular (e talvez até o homem-gol que ''el Cholo'' busca desde a saída de Luis Suárez ano passado).

Em outras palavras, estamos falando de um homem que não vem para ser uma solução temporária. Assim, independentemente da posição em que Depay jogue, o esperado é que o Atleti tenha um final de temporada mais condizente com a grande desta instituição.

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