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Pep Guardiola
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Pep Guardiola e outros possíveis treinadores do Brasil para o próximo ciclo de Copa do Mundo

Considerado um dos maiores técnicos de futebol de todos os tempos, o espanhol Pep Guardiola é o preferido de muitos para treinar a seleção brasileira.

Artigo originalmente publicado em 25 de julho de 2022.

No último mês de fevereiro, Tite anunciou que deixará de ser o treinador do Brasil ao fim da participação da equipe na Copa do Mundo a ser realizada entre novembro e dezembro deste ano, no Catar.

Desde então, a falta de um consenso sobre qual seria o nome mais indicado para sucedê-lo vem fortalecendo a possibilidade de que Canarinho seja comandada em breve por um estrangeiro.

Se tal possibilidade estiver de fato sendo considerada seriamente pela direção da CBF, existe uma única pessoa que atende a todos os requisitos que se esperaria de um técnico da seleção brasileira.

Essa pessoa é o espanhol Pep Guardiola.

O porquê da opção Guardiola

Hoje com 51 anos, o catalão Josep Guardiola vem sendo considerado um dos melhores técnicos do mundo desde o fim da temporada 2008–09, quando teve a sua primeira oportunidade à frente de uma equipe principal.

A equipe em questão era o Barcelona, onde ele próprio havia começado como jogador. Com ele como técnico, os culés não só conquistaram todos os títulos possíveis mas encantaram os amantes do futebol com seu estilo de jogo baseado na posse de bola.

Como essa rara combinação de eficiência e beleza é justamente o que tanto jornalistas quanto torcedores cobram da seleção brasileira a cada vez que ela entra em campo, Guardiola é visto por alguns como o único nome à altura de comandá-la.

Além disso, embora o catalão não esteja imune a acusações duras inclusive de ex-jogadores seus, poucos chegariam ao ponto de considerá-lo uma pessoa de má índole. 

Outros possíveis estrangeiros

Ter tudo isso em mente faz com que percebamos o quão difícil seria para os dois técnicos estrangeiros de mais sucesso no futebol brasileiro nos últimos anos competir com o espanhol nascido em Santpedor.

Estamos falando, é claro, dos portugueses Jorge Jesus e Abel Ferreira. O primeiro teve uma passagem marcante pelo Flamengo entre 2019 e 2020, e o segundo vem comandando o Palmeiras com grande sucesso desde 2020.

Nenhum dos dois conta com a simpatia da imprensa brasileira.

Jorge Jesus foi duramente criticado por ter declarado (ainda que não publicamente) que estava disposto a voltar ao Flamengo pouco antes de o clube demitir o seu compatriota Paulo Sousa, no último mês de junho.

E Abel Ferreira é criticado não só por não ter pudor algum em adotar um estilo de jogo reativo como por ter feito críticas em relação à cultura do futebol brasileiro.

E quanto aos brasileiros?

Embora os técnicos nascidos no Brasil vivam um momento de menor prestígio dentro de seu próprio país, dois nomes que aparecem bem cotados para assumir a Canarinho a partir de 2023 são Cuca e Renato Portaluppi.

Até o ano passado, Portaluppi (também conhecido como Renato Gaúcho), de 59 anos, era o principal candidato a sucessor de Tite, principalmente por ter conquistado a Copa do Brasil de 2016 e a Copa Libertadores de 2017 pelo Grêmio.

Já Cuca, também de 59 anos, se tornou o favorito nessa disputa após ter conquistado, na temporada passada, a chamada ''tríplice coroa'' pelo Atlético-MG: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

Não será nenhuma surpresa se um desses dois for o próximo técnico do Brasil. Mas, como nem um nem outro é tido como um técnico moderno do ponto de vista tático, ambos estão longe de serem unanimidades.

Quanto a Rogério Ceni, de 49 anos, e Fernando Diniz, de 48 (talvez os dois técnicos brasileiros mais promissores), falta-lhes realizar trabalhos de destaque em clubes de Série A por mais tempo antes de serem considerados opções para a seleção.

A opção Guardiola uma vez mais

Voltemos então a Guardiola. O catalão anunciou recentemente que deixará o seu atual clube, o Manchester City (o qual treina desde 2016), ao fim da temporada europeia que está para começar.

Assim, se ele quiser treinar o Brasil e se a CBF também o quiser, tanto um lado quanto o outro terá que esperar até meados de 2023. (Isso se Guardiola não tirar um ano sabático, como fez antes de assumir o Bayern de Munique em 2013.)

Seria inconcebível ver o Brasil com um técnico interino por seis meses ou mais, e isso faria de Cuca ou Renato Portaluppi a opção lógica para treinar a Canarinho logo após a saída de Tite.

Por outro lado, se um brasileiro assumir a seleção e não obtiver bons resultados até o fim da Copa América de 2024, o momento seria bastante propício para que, após décadas, o Brasil tivesse novamente um técnico estrangeiro.

E quem melhor do que Pep Guardiola?

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