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Bruno Henrique (Internacional)
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Para o Inter, o Gauchão é questão de honra

Embora sonhe com protagonismo no Brasil, o Inter não esquece do seu objetivo no Rio Grande do Sul.

Por não disputar a Copa Libertadores em 2024, o Internacional vê este Campeonato Gaúcho como uma oportunidade de chegar ao Campeonato Brasileiro na condição de candidato (e até favorito) ao título.

Fechando o elenco para o Estadual

Em janeiro, o Internacional anunciou a vinda do goleiro Ivan, do zagueiro Robert Renan, do meia Hyoran e dos atacantes Lucas Alario (argentino) e Rafael Santos Borré (colombiano). Ivan se lesionou na estreia, e não se sabe quando volta; Borré, que estava emprestado pelo Eintracht Frankfurt ao Werder Bremen, deve chegar ao Brasil daqui a dois dias.

Embora a atual janela de transferências feche em 7 de março, o prazo para inscrições no Campeonato Gaúcho era 16 de fevereiro. Há um mês buscava-se principalmente um goleiro, devido à lesão de Ivan (que é o segundo na hierarquia); um lateral-esquerdo, para ser o suplente imediato de Renê; e um volante, para formar dupla com o chileno Charles Aránguiz.

Não vieram nem goleiro nem lateral-esquerdo, mas neste último caso se reintegrou Thauan Lara (até então afastado). O volante sonhado ainda é Thiago Maia, do Flamengo, mas houve o retorno de Bruno Gomes, do Coritiba (que esteve no colorado em 2022), e a chegada de Fernando, do Vila Nova. Chegou também o ponta Wesley, que estava no Cruzeiro.

Fevereiro não foi só de vindas: no mesmo dia em que o Inter anunciou a contratação de Wesley, o Corinthians anunciou Pedro Henrique. Tendo se destacado sob o comando de Mano Menezes no Gauchão 2023 (competição da qual foi o artilheiro, com oito gols), o atacante tinha baixas perspectivas de titularidade com o técnico argentino Eduardo Coudet.

Pedro Henrique (Internacional)

Um retorno e uma ausência

Um dos principais nomes do elenco é o meia Mauricio. Por ter servido ao Brasil no último Pré-Olímpico Sul-Americano, o paulista de 22 anos estreou pelo clube nesta temporada apenas em 14 de fevereiro. Naquele jogo (3 x 1 sobre o Brasil de Pelotas), ele entrou durante o segundo tempo; no seguinte (3 x 1 sobre o Novo Hamburgo), nem mesmo foi relacionado.

O próximo compromisso seria contra o Grêmio, pela penúltima rodada do Campeonato Gaúcho; não se esperava ver Mauricio no banco em uma partida tão importante. Dos demais titulares, a princípio o único desfalque por questão física seria o goleiro uruguaio Sergio Rochet. Mas e quanto aos suplentes que poderiam ser escalados por opção técnica?

Sergio Rochet (Internacional)

Uma boa opção na zaga

Antes de respondermos à pergunta acima, eis um resumo do desempenho defensivo colorado neste Gauchão antes do Grenal: sua defesa era a menos vazada (0,45 gol sofrido por jogo) e seu índice xG contra era o menor (0,88 por jogo). E o goleiro Anthoni vinha sendo pouco exigido, visto que tinha a menor média de defesas da competição (1,20 por jogo).

Apesar das estatísticas, o jornalista Tomás Hammes (ge) opinou que a bola aérea defensiva poderia ser um problema no dérbi. Se Coudet concordasse com essa visão, talvez Robert Renan ganhasse mais uma chance. Por ter 1,86 m, o zagueiro de 20 anos é mais alto que os dois então titulares: Vitão (1,85 m) e o argentino Gabriel Mercado (1,80 m).

Dias antes do confronto com o tricolor dos pampas no Beira-Rio soube-se que Mercado sofrera lesão no joelho esquerdo. Assim, Robert Renan tornou-se a escolha óbvia do treinador colorado. Os homens de Eduardo Coudet derrotaram os de Renato Portaluppi por 3 x 2, mas as dúvidas quanto ao sistema defensivo provavelmente persistiram.

Eduardo Coudet

Reavaliando as metas

Três dias após a vitória sobre o seu arquirrival (vitória essa que garantiu o primeiro lugar na fase de grupo do Gauchão), o Inter estreou na Copa do Brasil contra os alagoanos do ASA. O 2 x 0 a seu favor no Municipal de Arapiraca garantiu aos gaúchos a passagem à segunda fase (quando enfrentarão os cariocas do Nova Iguaçu) e uma premiação de R$ 1,8 milhão.

O quão longe o clube esperava chegar nesta edição da Copa do Brasil (competição que conquistou uma vez, em 1992)? A resposta a essa e outras perguntas foi revelada em 18 de dezembro passado, quando o Conselho Deliberativo aprovou o orçamento para os doze meses subsequentes e a diretoria apresentou as metas esportivas para esse mesmo período.

Quando ainda era candidato à reeleição, o presidente Alessandro Barcellos disse que em 2024 priorizaria o Campeonato Brasileiro (vencido pela última vez em 1979); mas, nas metas esportivas para este ano, visava-se «apenas» o G4 da competição. Visavam-se também as semifinais da Copa do Brasil e as quartas de final da Copa Sul-Americana.

No Campeonato Gaúcho, sim, a meta era o título. Estranho seria se não o fosse: 2016 foi a última vez que o Internacional levantou esse troféu, e nos últimos seis anos quem o conquistou foi o Grêmio. Para a torcida colorada, a esperança é de que a vitória no dérbi de domingo passado represente um ponto de virada e o prenúncio de uma nova era.

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