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Hakan Çalhanoğlu (Turquia)
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Os sultões em sua segunda casa

Por tudo que os une à Alemanha, a seleção da Turquia será uma das principais atrações da próxima Eurocopa.

Das 23 seleções que se dirigirão à Alemanha para a disputa da próxima Eurocopa, poucas darão tanto que falar nos dias que antecederão o torneio quanto a Turquia.

Embora não estejam entre os mais bem cotados para o título, os sultões contarão com apoio maciço das arquibancadas. E isso pode levá-los a ir mais longe do que se espera.

Uma grande diáspora

Em 1923, um ano após o fim do Império Otomano, fundou-se a República da Turquia. Nesses cem anos os turcos se estabeleceram em diferentes países europeus, com destaque para a Alemanha. O marco zero desse movimento migratório foi a construção do Muro de Berlim, em 1961.

A barreira entre as zonas Oeste e Leste da capital alemã restringiu o fluxo de imigrantes e resultou em escassez de mão de obra. Naquele mesmo ano, o governo da Alemanha Ocidental assinou um acordo com o governo da Turquia convidando trabalhadores desse país a migrar.

Segundo o Escritório Federal de Estatística da Alemanha (Statistisches Bundesamt), em 2022 os turcos representavam a maior minoria étnica no país: 2.835.000 pessoas (3,4% da população). Era esperado que isso se refletisse na cultura futebolística de ambas as nações.

Os turco-alemães

Entre os alemães de ascendência turca que já defenderam a Nationalelf destaca-se principalmente o ex-meio-campista Mesut Özil. Hoje, os nomes mais conhecidos são outros dois meio-campistas: Emre Can (Borussia Dortmund) e Ilkay Gündogan (Barcelona).

Também há os que, apesar de nascidos em solo alemão, optaram por representar os sultões. Os ex-meio-campistas Hamit Altintop e Nuri Sahin são exemplos disso, e entre os atletas em atividade há o também meio-campista Hakan Çalhanoglu (Internazionale).

Os últimos doze meses

Apesar do fracasso em se classificarem ao mais recente Mundial de Seleções, as estrelas crescentes chegaram a 2023 ainda sob o comando do alemão Stefan Kuntz (que, até onde se sabe, não tem ascendência turca).

Em 20 de setembro, após empate em casa com a Armênia pelas Eliminatórias do Campeonato Europeu e derrota fora de casa para o Japão em amistoso, a Federação Turca de Futebol anunciou a saída de Kuntz.

No dia seguinte anunciou-se a vinda do italiano Vincenzo Montella. Com ele a equipe obteve duas grandes vitórias fora de casa: sobre a Croácia, pelas Eliminatórias da Eurocopa; e sobre a Alemanha, em amistoso.

A Turquia terminou em primeiro no grupo D do processo qualificatório para o torneio da UEFA. Em segundo ficou a Croácia e em terceiro o País de Gales —duas seleções que estiveram em Catar 2022—.

Experiência e juventude

No elenco atual o grande nome é o já citado Çalhanoglu. Aos 29 anos, este meio-campista tem o estatuto de titular incontestável tanto em sua seleção quanto na Internazionale de Simone Inzaghi.

Quatro anos mais jovens que Çalhanoglu são dois outros nomes que podemos esperar ver na Eurocopa: o zagueiro Merih Demiral, do Al-Ahli, e o meio-campista Salih Özcan, do Borussia Dortmund.

A grande promessa é Arda Güler, de 18 anos, que em julho trocou o Fenerbahçe pelo Real Madrid. Mas suas sucessivas lesões o impediram de entrar em campo pelos merengues de Carlo Ancelotti.

Dos que atuam na Süper Lig destacamos o goleiro Mert Günok (34 anos), do Besiktas; o meia Kerem Aktürkoglu (25 anos), do Galatasaray; e o zagueiro/lateral Ferdi Kadioglu (24 anos), do Fenerbahçe.

Estilo de jogo

Montella é um dos grandes ídolos da Roma, clube que defendeu por 258 vezes e pelo qual marcou 102 gols. Por ter sido ele um atacante, pode-se pensar que o ponto forte da sua Turquia é o ataque; mas, por ser ele italiano, pode-se pensar que o ponto forte dos sultões é a defesa.

A julgar pelas suas experiências anteriores, ser pouco vazado não está entre as suas principais preocupações. Todos os clubes que comandou (Roma, Catania, Fiorentina duas vezes, Sampdoria, Milan, Sevilla e Adana Demirspor) tiveram com ele média superior a 1,00 gol sofrido por jogo.

Mas, segundo o português Mário Branco em entrevista ao jornal O Jogo, o ponto forte desta Turquia é a defesa. O diretor esportivo do Fenerbahçe disse ainda que Montella tenderá a utilizar na Eurocopa um 4-2-3-1 com «seis ou sete jogadores defensivamente muito responsáveis».

Perspectivas

Os sultões têm ganhado espaço na imprensa lusa desde 2 de dezembro, quando se deu o sorteio dos grupos do Campeonato Europeu. Coube à Turquia o grupo F, que terá Portugal como cabeça de chave. Nele também estarão a Tchéquia e o vencedor de um dos play-offs de março.

Independentemente de qual será a quarta seleção desse grupo (Geórgia, Luxemburgo, Grécia ou Cazaquistão), a expectativa é que os portugueses (7.º lugar no ranking da FIFA) terminem em primeiro e os turcos (37.º lugar) disputem com os tchéquios (39.º lugar) a segunda posição.

Mesmo que terminem em terceiro, os turcos apresentam perspectivas bem razoáveis de passar de fase. As 24 seleções estarão divididas em seis grupos, dos quais não só as duas primeiras colocadas se classificam às oitavas de final mas também as quatro melhores terceiras colocadas.

As cotações para que a Turquia avance à fase eliminatória são de 1,33, o que representa uma probabilidade de 75%. Parecem justas essas perspectivas quando notamos não só o desempenho da equipe desde a chegada de Montella como a força que receberá das arquibancadas.

Na fase de grupos, as estrelas crescentes jogarão duas vezes em Dortmund —cidade de 22.154 turcos— e uma vez em Hamburgo —cidade de 44.280 turcos—. E, onde que quer joguem se passarem às oitavas de final, sua apaixonada torcida os fará se sentir sempre em casa.

A cotação aqui apresentada está sujeita a flutuações.

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