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Isco (Sevilla)
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Os próximos passos para o Sevilla e para Isco

O jogador malaguenho rescindiu contrato com os hispalenses, que têm diversos assuntos a resolver nesta janela de inverno.

[Traduzido e adaptado de ''Isco, el primero en salir del Sevilla''.]

Na quarta-feira 21 de dezembro tornou-se oficial a saída de Francisco Román Alarcón Suárez, mais conhecido como Isco, do Sevilla. O atleta e o clube chegaram a um acordo para rescindir um contrato que ia até o final da temporada seguinte.

Essa foi apenas a primeira das várias saídas esperadas na equipe do bairro de Nervión neste mercado de inverno. Antes do Natal falava-se também que nomes como Marcos Acuña, Papu Gómez e Yassine Bounou tampouco permaneceriam.

Outra forma de interpretar o anúncio da despedida de Isco é pela queda de desempenho de um atleta que em dado momento foi tido como potencial capitão da seleção principal da Espanha e um dos melhores futebolistas do mundo.

Já faz um tempo, no entanto, que este meia de 30 anos vem sendo frequentemente relegado ao banco de suplentes e tendo poucos minutos de jogo. Levando em conta a situação em que se encontra agora, que caminhos lhe restam?

Uma ficha indesejada para o Sevilla

O mercado de inverno começou relativamente cedo para o Sevilla, do qual já há algumas semanas muitos anúncios vinham sendo esperados. E o primeiro, a saída de Isco, representou a liberação de um atleta cujo salário não era pequeno.

A seguir vêm os casos de Marcos Acuña e Papu Gómez, que, sem terem se destacado muito pelo clube, fizeram ótimo Mundial com a Argentina. Em Nervión não se entende como isso se passou, ainda mais porque a equipe está lutando contra o rebaixamento em LaLiga.

Por isso e por causa do grande número de jogadores estrangeiros no plantel dos andaluzes, os dois argentinos acima mencionados podem ser os próximos a fazer as malas — com as perspectivas de vendas que rendam algum dinheiro aos hispalenses.

Um caso que tem mais a ver com senso de oportunidade é o de Yassine Bounou, o Bono. O goleiro marroquino fez uma Copa do Mundo espetacular, e, sendo hoje reserva no Sevilla, vendê-lo seria uma maneira de fazer caixa para buscar reforços em outras posições.

De fato, o que mais se espera por parte de ''Monchi'' Verdejo e seus companheiros de direção técnica é que tragam futebolistas para salvar a temporada. A contratação mais pedida é a de um zagueiro, mas também se fala de jogadores que atuem pelos flancos.

E agora, Isco?

Isco se despediu do Real Madrid em maio passado, e em agosto foi anunciado como reforço do Sevilla. Ali ele se reencontrou com Julen Lopetegui, que foi seu técnico nos Merengues e que apostou muito nele na passagem de ambos pela Andaluzia.

Com a saída de Lopetegui (em 5 de outubro, após uma derrota para o Borussia Dortmund pela Liga dos Campeões), e vendo-se que o jogador vinha apresentando baixo rendimento, todos os caminhos levavam a uma saída forçada mas tida como necessária.

Para o lugar do treinador basco veio o argentino Jorge Sampaoli, e Isco não contou com a abonação do novo comandante. Assim, o atleta preferiu buscar outro rumo, ao passo que o clube preferiu se reforçar usando, em parte, o dinheiro que seria gasto com o meia.

A partir daí a dúvida passou a ser O que será de Isco?. Ele, que anos atrás despontava como uma estrela, um craque de nível internacional — e que em algumas de suas temporadas com os Merengues campeões da Europa confirmou tais prognósticos.

Mas agora, que este malaguenho já conta com 30 anos, há muitas dúvidas quanto à possibilidade de outra equipe competitiva querer contar com seus serviços. Ainda mais se considerarmos seus fracos números nas temporadas mais recentes.

Tomemos como exemplo sua breve passagem pelos Blanquirrojos. Na primeira parte de 2022–23, o Sevilla disputou ao todo 2.610 minutos em 29 jogos; Isco esteve presente em 1.265 desses minutos e foi titular em 16 desses jogos.

Os números e o nível de atuação deste meia não foram muito melhores em 2021–22, quando já nem mesmo entrava em campo. Naquela temporada, ele atuou por apenas 406 minutos pelos Blancos (quando em 2020–21 foram 1.092 minutos).

A essa altura, parece-nos que os clubes de primeiro escalão que em algum momento do verão passado se mostraram interessados em Isco devem ter chegado à conclusão de que contratá-lo não teria mesmo valido a pena.

Isso nos leva a pensar que, daqui em diante, talvez só reste a ele a transferência para algum destino um tanto exótico. Exemplos disso na Europa seriam a Turquia ou a Grécia, e em outros continentes os Estados Unidos ou o Catar.

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