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Leônidas da Silva (Brasil)
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Os principais jogadores brasileiros anteriores a Pelé

A era pré-Pelé apresentou ao mundo do futebol grandes jogadores que nem sempre têm o devido reconhecimento dos fãs de hoje deste esporte.

[Artigo originalmente publicado em 13 de setembro de 2022.]

Mais de quatro décadas depois de sua aposentadoria, Pelé continua sendo amplamente considerado o maior futebolista de todos os tempos.

Antes que o Rei despontasse, no entanto, o Brasil já havia produzido diversos jogadores de alto nível. Mencionamos a seguir os principais deles.

Friedenreich

O atacante Arthur Friedenreich, nascido em São Paulo em 18 de julho de 1892, foi o grande nome da era do futebol amador no país (isto é, até 1933). Defendeu diversos clubes entre 1909 e 1935, mas destacamos aqui a sua segunda passagem pelo Paulistano (de 1917 a 1929) e a sua passagem pelo São Paulo (de 1930 a 1935).

Conquistou o Campeonato Paulista em sete ocasiões (seis pelo Paulistano e uma pelo São Paulo) e foi artilheiro dessa competição por nove vezes. Já pela seleção brasileira, conquistou o Campeonato Sul-Americano (o antigo nome da atual Copa América) em 1919 — quando também foi um dos artilheiros — e em 1922.

A propósito, foi graças ao Sul-Americano de 1919, realizado no Brasil, que Friedenreich ficou conhecido como ''El Tigre''. Na final, contra o Uruguai, tendo sido ele o autor do único gol do jogo (já na segunda prorrogação, visto que na época não se havia inventado a disputa de pênaltis), os uruguaios assim o apelidaram.

Leônidas da Silva

Leônidas da Silva nasceu em 6 de setembro de 1913, no Rio de Janeiro. É conhecido como quem mais fez por popularizar a desafiante técnica conhecida como ''bicicleta''. Numa carreira que se estendeu de 1929 a 1950, destacamos os dois últimos clubes que ele defendeu: Flamengo (de 1936 a 1941) e São Paulo (de 1942 a 1950).

Foi vencedor do Campeonato Carioca por três vezes (a primeira pelo Vasco, a segunda pelo Botafogo e a terceira pelo Flamengo) e artilheiro dessa competição por duas vezes. Do Campeonato Paulista foi campeão por cinco vezes (sempre pelo São Paulo), embora não tenha sido o seu artilheiro máximo em nenhum ano.

Seu apelido ''Diamante Negro'' lhe foi dado pelo jornalista francês Raymond Thourmagem, admirado com as atuações do atacante pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938. E não é para menos: naquele Mundial, disputado na França, Leônidas foi o artilheiro (com sete gols), e posteriormente reconhecido como o melhor jogador do torneio.

Zizinho

Enfim chegamos a ''Mestre Ziza'', o ídolo da adolescência de Pelé. Registrado como Tomás Soares da Silva, este meio-campista nasceu em 14 de setembro de 1921, em São Gonçalo (RJ). Foi profissional entre 1939 e 1962, com passagens marcantes por Flamengo (1939 a 1950), Bangu (1950 a 1957) e São Paulo (1957 a 1959).

Dos títulos que conquistou por clubes, os mais relevantes hoje são o de tricampeão carioca pelo Flamengo, de 1942 a 1944, e de campeão paulista pelo São Paulo, em 1957. Pela seleção, sua grande conquista foi a do Campeonato Sul-Americano de 1949 — competição em que é o maior artilheiro histórico, com 17 gols, junto do argentino Norberto Méndez.

No ano seguinte, foi um dos astros da Copa do Mundo de 1950, realizada em solo brasileiro. De fato, apesar da traumática derrota do Brasil para o Uruguai na partida decisiva (um encontro que entrou para a história como Maracanazo), Zizinho foi considerado o melhor jogador da competição.

Outros grandes nomes

Os três jogadores acima citados eram de características ofensivas. Isso torna relativamente simples apontar o maior zagueiro brasileiro da era pré-Pelé (e talvez de todos os tempos): Domingos da Guia. O ''Divino Mestre'', que jogou de 1929 a 1950, foi tido como o melhor jogador do Sul-Americano de 1945 e um dos melhores do Mundial de 1938.

Dos que brilharam ao lado de Zizinho na Copa do Mundo de 1950, não haveria como não citar o atacante Ademir de Menezes, que, como artilheiro do torneio (com nove gols), bem poderia ter sido considerado também o melhor jogador. De qualquer forma, o ''Queixada'' foi considerado o craque do Campeonato Sul-Americano de 1949.

Já como parte da geração que sucedeu à da derrota de 1950, podemos citar o lateral-direito Djalma Santos e o ponta-direita Julinho Botelho. Ambos foram considerados os principais destaques do Brasil no Mundial de 1954, na Suíça, e certamente teriam conseguido um reconhecimento ainda maior se a equipe não tivesse sido eliminada nas quartas de final.

Djalma, por sinal, esteve também nas duas primeiras Copas conquistadas pela Canarinho: a de 1958, na Suécia, e a de 1962, no Chile. Mas àquela altura a era Pelé já havia começado. E, quando o Rei se despediu da seleção, em 1971, já estava mais do que claro que a história do futebol brasileiro — e mundial — seria dividida entre antes e depois dele.

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