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Iga Świątek
  1. Tênis

Os objetivos de Iga Świątek para 2023

A polonesa, número 1 do mundo, tentará não só manter sua posição no ranking da WTA como alcançar um estatuto mais elevado na história do tênis feminino.

[Traduzido e adaptado de ''Los objetivos de Swiatek en 2023''.]

Iga Świątek vem de um 2022 quase perfeito. Desde que a australiana Ashleigh Barty anunciou a aposentadoria (em março), a tenista polonesa não teve rivais à altura e dominou o circuito da WTA — um trajeto que ela pretende repetir em 2023.

Na última temporada, Świątek chegou a nove finais e conquistou oito títulos. Os principais foram o Aberto da França (quando derrotou a americana Coco Gauff na final) e o Aberto dos Estados Unidos (em final com a tunisiana Ons Jabeur).

Destacam-se também os seus quatro troféus em torneios WTA 1000: Doha (contra a estoniana Anett Kontaveit), Indian Wells (contra a grega Maria Sakkari), Miami (contra a japonesa Naomi Osaka) e Roma (contra Jabeur).

Além de tudo isso, a polonesa alcançou entre fevereiro e julho de 2022 a maior sequência de invencibilidade do tenista profissional feminino no século XXI. Foram 37 triunfos consecutivos antes da derrota para a francesa Alize Cornet em Wimbledon.

Austrália, o primeiro objetivo

Com todas as atenções voltadas para si, Świątek lutará para defender a liderança no ranking do WTA daqui a poucos dias, com a primeira rodada do Aberto da Austrália — torneio essa que ela ainda não conquistou.

Ano passado, esta tenista hoje com 21 anos teve o seu melhor desempenho no Grand Slam australiano ao chegar à fase de semifinal. (Sua algoz foi a americana Danielle Collins.) Ao todo, foram doze vitórias e quatro derrotas nesta competição.

Mas, por conta do seu nível no restante da temporada passada, a polonesa chega como uma das mais fortes candidatas à conquista neste mês de um dos quatro torneios mais importantes do tênis.

A campeã de 2022 foi Ashleigh Barty, que, como vimos, não é mais uma tenista profissional. Assim sendo, as principais ameaças às ambições de Świątek na Austrália em 2023 devem ser a já mencionada Jabeur, a francesa Caroline Garcia e a bielorussa Aryna Sabalenka.

A conquista de pelo menos um Grand Slam

Independentemente do que se passar no Aberto da Austrália, uma das principais metas da atual número 1 da WTA para 2023 é seguir conquistando Grand Slams. Com os dois do ano passado já são três, e neste ano ela poderá se igualar a alguns mitos do tênis.

Naomi Osaka e a espanhola Arantxa Sánchez Vicario são duas tenistas com quatro Grand Slams de simples na carreira. E tanto a russa Maria Sharapova quanto a suíça Martina Hingis têm cinco Grand Slams.

Já para alcançar as recordistas nesse ranking, Świątek precisaria se manter em alto nível por um bom tempo. No top 3 temos a alemã Steffi Graf, com 22 conquistas, a americana Serena Williams, com 23, e a australiana Margaret Court, com 24.

Mas, voltando a 2023, não seria nada absurdo ver a polonesa terminar o ano empatada com Sharapova e Hingis. Para isso, como vimos, ela precisaria conquistar a mesma quantidade de Grand Slams da temporada passada.

O Aberto da França é aquele em que ela aparenta ter mais chances de sucesso, dado que foi campeã em Paris em 2020 e 2022. E Wimbledon parece ser aquele em que tem menos chances, tendo em vista que nunca passou da terceira rodada deste torneio.

Dois outros objetivos

É o número de Grand Slams no currículo o principal fator determinante da importância de um tenista (homem ou mulher) na história deste esporte. Świątek está ciente disso — o que não lhe impede de pensar em dois outros objetivos para este ano.

O primeiro deles diz respeito à conquista do prestigiado WTA Finals. Em 2021 ela foi eliminada na fase de grupos, após uma vitória e duas derrotas; em 2022 ela venceu os três jogos no seu grupo, mas foi derrotada na semifinal (por Sabalenka).

2023 bem pode ser o seu ano. Depois de 2014, quando Serena Williams conquistou seu quinto e último WTA Finals, esse torneio teve apenas campeãs inéditas. (A mais recente foi a francesa Caroline Garcia.)

O segundo objetivo diz respeito ao seu desempenho global: manter-se no topo do ranking do tênis feminino. Neste momento, Świątek tem mais que o dobro de pontos da segunda colocada, Jabeur (11.025 vs. 5.180).

A meta é não só terminar o ano como número 1 do mundo mas também, se possível, manter-se ali durante toda a temporada. Isso significa que esta nativa da Varsóvia precisará defender muito bem os pontos conquistados em 2022.

Conquistar dois Grand Slams e vencer 37 jogos seguidos num período de menos doze meses é algo difícil de igualar. Mas, considerando o quão jovem Iga Świątek ainda é e o quão rápido vem evoluindo, dela tudo se pode esperar.

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