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Kaká (Brasil)
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Os melhores jogadores da Série A - Kaká

Ricardo Izecson Dos Santos Leite, mais conhecido como Kaká, foi um dos melhores jogadores de sempre da liga italiana de futebol e no mundo.

Sua curta carreira foi enfeitada por inúmeros prêmios individuais, mas poucos troféus.

Na verdade, o brasileiro teve sorte de ter até mesmo uma carreira. Aos 18 anos, como resultado de um acidente na piscina, ele sofreu uma fratura da coluna vertebral que poderia tê-lo paralisado e colocou sua vida futura como jogador de futebol em risco. Kaká, claro, se recuperou completamente e brilhou no futebol.

Em 2002, o astro Rivaldo alertou o mundo para ter atenção a um jovem do São Paulo e recomendou que o AC Milan assinasse Kaká.

O percurso brilhante no AC Milan

Em 2003, Kaká assinou pelo recém campeão europeu que não conquistava o título da Série A há cinco anos e isso foi imediatamente corrigido. Kaká marcou 10 gols e foi nomeado o Jogador do Ano da Série A. Incrivelmente, esse foi o único Scudetto que ele conquistou.

A segunda temporada de Kaká veria o AC Milan chegar a outra final da Liga dos Campeões com uma equipe repleta de estrelas e vencedores da copa do mundo. O XI titular contra o Liverpool tinha Dida, Cafu, Stam, Nesta, Maldini, Pirlo, Gattuso, Seedorf, Kaká, Crespo e Shevchenko.

O clube de Milão fez 3 a 0 ainda no primeiro tempo. Kaká foi imperioso, encontrava espaço em todo o campo e suas corridas de fundo lhe permitiram encontrar Shevchenko ou Hernán Crespo. Mas na segunda parte, o clube britânico empatou o placar em apenas seis minutos, e venceu o título nos pênaltis.

A temporada de 2006-07 não podia ter começado pior para o AC Milan que perdeu Shevchenko para o Chelsea e ganhou apenas cinco de suas 16 partidas iniciais.

No entanto, na Liga dos Campeões, a história era bem diferente.

Vencedor da Liga dos Campeões 2006-07

Os cinco gols de Kaká nos quatro primeiros jogos da fase de grupos os lançaram para o favoritismo. E, nas últimas etapas da competição, o brasileiro mostrou toda a sua classe.

Nas quartas de final contra o Bayern de Munique, ele ganhou - e marcou - um pênalti na primeira volta. Na segunda partida, ele foi fundamental nos dois gols que afastaram o time de Ottmar Hitzfeld e poderia mesmo ter marcado mais dois.

Nas semifinais, Old Trafford foi palco de um dos melhores momentos de Kaká.

Os anfitriões começaram bem, assumindo uma liderança precoce, mas o brasileiro era um perigo constante. Aos 22 minutos, um magnífico primeiro toque e uma explosão de aceleração o levou a passar por Gabriel Heinze para marcar de um ângulo apertado com seu pé esquerdo. E, apenas 15 minutos depois, fez o gol da virada. Ultrapassando Darren Fletcher e jogando a bola sobre Heinze, ele mergulhou sua cabeça entre Heinze e Patrice Evra, que chocaram, e com todo o tempo do mundo, passou por Edwin van der Sar.

Foi um momento que resumiu perfeitamente Kaká. Sua magia vinha de sua enorme consciência do jogo por inteiro, velocidade de pensamento e talento no pé. Como disse Andrea Pirlo: "Durante dois ou três anos, ele foi o melhor jogador do mundo". Havia um ponto em que as equipes não tinham a menor ideia de como detê-lo". Mesmo assim, o Milan perdeu por 3-2. Na segunda rodada, Kaká apontou o gol de abertura e o ritmo e criatividade do brasileiro levaram à vitória por 3-0.

Na final, contra o Liverpool, Kaká foi abafado por Javier Mascherano, mas após sua substituição, bastaram seis minutos para o brasileiro encontrar espaço, passar a bola para o segundo e vitorioso gol da equipe,

Com um total de dez gols, Kaká foi o melhor artilheiro do torneio.

O declínio depois da glória

Em 2007, Kaká estava no auge de sua carreira e os prêmios conquistados são prova disso. Ele ganhou o Ballon d’Or, Jogador Mundial do Ano da FIFA, Jogador Mundial do Ano da FIFPro, Jogador do Ano da UEFA e ainda Jogador do Ano da Série A.

A temporada 2008-09 seria a última de Kaká com uma camisa do AC Milan até um retorno na temporada de 2013 para uma temporada final em San Siro. Seus 16 gols nessa temporada ajudaram a devolver o clube à elite européia antes de partir para o Real Madrid, onde seu tempo foi prejudicado por uma lesão grave, e sua carreira se eclipsou.

Os críticos afirmam que seu auge durou 'apenas' dois ou três anos, mas para os fãs de futebol e especialmente a torcida rossoneri que belo auge foi.

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