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Nicolò Barella (Itália)
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Os ajustes dos «azzurri» rumo à Eurocopa

Com Luciano Spalletti a Itália mostra a ofensividade esperada, mas ainda lhe falta consistência.

Em 2022–23 Luciano Spalletti comandou o Napoli rumo ao seu terceiro scudetto com um jogo ofensivo que muito pouco tem a ver com a cultura futebolística pela qual a Itália se tornou conhecida.

Não surpreendeu que fosse ele o escolhido para suceder a Roberto Mancini no comando da azzurra, mas são inegáveis as diferenças em termos de filosofia com o hoje treinador da Arábia Saudita.

O que não mudou tanto foram os resultados, já que a Itália sofreu para se garantir na próxima Eurocopa. Aqui focaremos em seus principais atletas e em suas chances de reconquistar o troféu.

Luciano Spalletti (Itália)

O antes e o depois

Foi de cinco dias o intervalo entre o momento que a Federazione Italiana Giuoco Calcio (FIGC) anunciou a renúncia de Roberto Mancini ao cargo de técnico da seleção principal e a contratação de Luciano Spalletti como seu sucessor. Era agosto, isto é, haviam-se passado dois meses desde o terceiro lugar na Liga das Nações.

Pelas Eliminatórias da Eurocopa a azzurra havia entrado em campo duas vezes: derrota para a Inglaterra (casa) e vitória sobre Malta (fora). Nas seis partidas sob o comando de Spalletti foram três vitórias (Ucrânia, Malta e Macedônia do Norte), dois empates (Macedônia do Norte e Ucrânia) e uma derrota (Inglaterra).

Fazendo jus à vocação ofensiva do novo treinador, os do bel paese tiveram com ele média de 2,16 gols marcados por jogo (13/6); ao mesmo tempo, apresentaram média de 1,17 gol sofrido (7/6). Eis o principal motivo de ter sido preciso aguardar até a última rodada (0 x 0 com a Ucrânia) para confirmar a classificação ao Europeu.

Mudanças e permanências

Em sua primeira convocação, no dia 1 de setembro, Spalletti deixou de fora três nomes que tinham presença quase certa nas listas de Mancini: o zagueiro Leonardo Bonucci e os meio-campistas Marco Verratti e Jorginho. O ítalo-brasileiro do Arsenal voltaria a ser convocado em novembro, mas os outros dois nunca mais o foram.

Naquela primeira lista do atual treinador viu-se pela primeira vez o nome do zagueiro Nicolò Casale, da Lazio. Outros destaques foram as inclusões do meio-campista Manuel Locatelli, da Juventus (que não era chamado desde junho de 2022), e do atacante Mattia Zaccagni, da Lazio (que não era chamado desde março de 2022).

Uma das marcas da era Mancini foi a aposta nos jovens, e nisso Spalletti mostra-se mais reticente. Por exemplo: com ele Simone Pafundi, atacante de 17 anos da Udinese, nunca teve oportunidade. Mas também é fato que com ele Destiny Dougie, lateral-esquerdo de 21 anos do Tottenham, conquistou sua primeira convocação.

O atual treinador valorizou veteranos como Giacomo Bonaventura, meio-campista de 34 anos da Fiorentina, e Matteo Darmian, lateral/zagueiro de 34 anos da Internazionale. Até por isso pareceu significativa a não inclusão de Ciro Immobile, atacante de 33 anos da Lazio, na mais recente convocatória (a de novembro).

Mantiveram-se com prestígio jogadores como o goleiro Gianluigi Donnarumma (Paris Saint-Germain), o zagueiro Alessandro Bastoni (Inter), o lateral-direito Giovanni Di Lorenzo (Napoli) e o meio-campista Nicolò Barella (Inter). Um atleta que parece mais importante que antes é o atacante Federico Chiesa (Juventus).

Opiniões

De modo geral, as escolhas de Spalletti parecem ter sido bem aceitas na imprensa. Em novembro, Claudio Savelli, jornalista do Libero, elogiou as escolhas do treinador de 64 anos dizendo que já não havia nomes intocáveis. E tampouco haveria por que havê-los, considerando que não há nenhum grande craque italiano hoje.

Naquele mesmo mês viu-se Dario Santoro, do Virgilio Sport, louvar Spalletti pela definição de um esquema tático (o 4-3-3) e pela fidelidade ao futebol ofensivo que o levou à conquista do scudetto com o Napoli. Santoro finalizou realçando o entusiasmo dos jogadores, que parecem ter «comprado» a ideia de jogo do técnico.

Um sorteio inusitado

No sorteio dos grupos para a Eurocopa viu-se uma situação curiosa: a Itália, 9.ª colocada no ranking da FIFA, integrava o pote 4. Entre seus adversários haverá outras duas seleções de top 10, a Espanha (8.ª) e a Croácia (10.ª). A outra equipe será a Albânia (62.ª), que terminou à frente de Tchéquia e Polônia no torneio qualificatório.

Na hierarquia do mercado «Vencedor Final» os azzurri aparecem atrás de seis outras seleções (17,00), mas das três citadas no parágrafo anterior só estão atrás da roja (8,00). A ordem das cotações relativas ao mercado «Apostas no Grupo» confirma essa impressão: Espanha 1,66, Itália 3,75, Croácia 5,00 e Albânia 21,00.

Em 2022 a Itália ficou fora da Copa do Mundo pela segunda vez seguida. Em 2024 voltará à Alemanha, o mesmo país onde, em 2006, conquistou o mundo pela quarta e última vez. Dentro de campo já não haverá Gianluigi Buffon, Fabio Cannavaro ou Andrea Pirlo, mas nem por isso as esperanças de título esmorecem.

As cotações aqui apresentadas estão sujeitas a flutuações.

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