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Kaká (Milan)
  1. Futebol

Os 15 anos da eleição de Kaká como o melhor jogador do mundo

Há quinze anos, Kaká se tornava o último brasileiro a ser considerado o melhor jogador de futebol do mundo.

Artigo originalmente publicado em 8 de agosto de 2022.

Em 2007, o brasileiro Kaká foi eleito o melhor jogador do mundo pela primeira e única vez na carreira tanto pela FIFA quanto pela revista France Football.

Embora ambos os prêmios lhe tenham sido conferidos em dezembro daquele ano, o meia-atacante os recebeu principalmente pelo que fez ao longo da temporada europeia que começou no segundo semestre de 2006 e terminou no primeiro semestre de 2007.

A fim de melhor contextualizar essa nossa retrospectiva, voltemos então ao verão europeu de 2006.

Antecedentes

Em 2005–06, o clube que Kaká defendia, o Milan, terminou em terceiro lugar na Serie A (tendo perdido trinta pontos devido ao escândalo de manipulação de resultados conhecido como ''Calciopoli'') e foi eliminado nas semifinais da Liga dos Campeões da UEFA.

Ainda em maio, o principal atacante dos rossoneri, o ucraniano Andriy Shevchenko, foi vendido ao Chelsea. Para o seu lugar, os italianos trouxeram o brasileiro Ricardo Oliveira (ex-Betis), que acabou não correspondendo às expectativas do técnico Carlo Ancelotti.

Isso teve grande influência no papel que Kaká assumiria em 2006–07: algumas vezes, jogava como meia (sua posição de origem); outras, como segundo atacante.

Concorrentes

Na fase de grupos da Liga dos Campeões, Kaká marcou cinco gols, mostrando a todos que ali estava um forte candidato a melhor do mundo. Quanto aos seus principais concorrentes, estes seriam duas futuras lendas do futebol.

Um era o português Cristiano Ronaldo, do Manchester United (que completaria 22 anos em fevereiro de 2007); o outro o argentino Lionel Messi, do Barcelona (que havia completado 19 anos em junho de 2006).

Como o Barcelona foi eliminado já nas oitavas de final da principal competição entre clubes da UEFA, a escolha do vencedor dos dois grandes prêmios individuais de 2007 seria muito influenciada pelo resultado do encontro do Milan com o Manchester United nas semifinais.

E foi nesses dois duelos que o meia-atacante brasileiro viveu os seus momentos de maior destaque na temporada — e talvez em toda a carreira.

Na ida, em Manchester, os donos da casa venceram por 3 x 2, mas o personagem do jogo foi Kaká, que marcou os dois gols dos visitantes. Na volta, em Milão, os anfitriões venceram por 3 x 0, e o primeiro gol foi marcado pelo brasileiro.

A consagração

A Liga dos Campeões 2006–07 seria decidida em 23 de maio, em Atenas, numa reedição da final de dois anos antes.

O encontro de 2005 ficou conhecido como o ''milagre de Istambul''. Os italianos chegaram ao intervalo com 3 x 0 a favor, mas no segundo tempo os ingleses empataram a partida; nos pênaltis, vitória do Liverpool.

Diversos jogadores que estiveram na Turquia naquele dia estariam também na Grécia, e Kaká era um deles. Desta vez, o Milan confirmou o seu favoritismo e venceu por 2 x 1. (O herói do jogo foi Inzaghi, que marcou os dois gols dos italianos.)

Quando, em 16 de dezembro, os milaneses derrotaram o Boca Juniors na final do Mundial de Clubes, Kaká já havia recebido o Ballon d'Or da France Football. No dia seguinte, foi a vez de o brasileiro receber o prêmio de Jogador do Ano da FIFA.

Os premiados desde então

2007 foi o último ano antes do início de uma longa hegemonia no futebol. Isso porque foi preciso esperar onze anos para ver outro jogador além de Cristiano Ronaldo ou Messi eleito como o melhor do mundo.

Em 2018, o vencedor foi o croata Luka Modrić. Em 2020, o polonês Robert Lewandowski foi o premiado pela FIFA num ano em que a France Football não concedeu o seu prêmio. No ano passado, Lewandowski novamente recebeu o FIFA The Best, e Messi o Ballon d’Or.

Quanto a Neymar, este terminou em terceiro por duas vezes: em 2015 (quando os prêmios da FIFA e da France Football eram um só) e em 2017 (tanto em The Best quanto no Ballon d’Or).

Perspectivas para 2023

O desempenho do principal jogador do Brasil na atualidade parece pouco para um país que, antes de Kaká, teve em Romário (1994), Ronaldo (1996, 1997 e 2002), Rivaldo (1999) e Ronaldinho Gaúcho (2004 e 2005) os melhores do mundo.

Em 2022, tudo indica que o vencedor será o francês Karim Benzema; para 2023 em diante, a esperança é de que Vini Jr. se junte a Neymar entre os favoritos às premiações aqui mencionadas.

No momento, são dois os principais concorrentes dos brasileiros: o francês Kylian Mbappé, do Paris Saint-Germain, e o norueguês Erling Haaland, do Manchester City.

Pode algum outro nome se inserir nessa disputa? Em condições normais não. Mas a vitória de Modrić há quatro anos mostra que a Copa do Mundo traz elementos diferentes a essa nossa equação.

Em outras palavras: é provável que ano que vem sejam os jogos de seleções, mais do que os de clubes, o fator determinante para a eleição do melhor jogador de futebol do planeta.

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