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Robert Arboleda (São Paulo)
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Onde o São Paulo precisa se reforçar?

Quando chegarmos ao inverno, a força do elenco «tricolor» será posta à prova.

No segundo semestre de 2023, a Copa do Brasil tornou-se para o São Paulo não apenas a sua última oportunidade de conquistar um título na temporada como a única chance de conquistar vaga direta na Copa Libertadores.

Nesse início de 2024, o estatuto do tricolor do Morumbi ainda é uma incógnita. Tendo mantido a base da temporada anterior, o time é claramente forte. Mas será o seu elenco bom o bastante para o Campeonato Brasileiro?

A hierarquia nacional

Cerca de um mês atrás, poucas pessoas na imprensa esportiva apontariam o São Paulo como um dos favoritos à conquista do próximo Campeonato Brasileiro. Estes seriam, uma vez mais, as três equipes que vencerem essa competição nas seis últimas temporadas: o Atlético Mineiro (2021), o Flamengo (2019 e 2020) e o Palmeiras (2018, 2022 e 2023).

Já o São Paulo, apesar do título da Copa do Brasil, estaria num segundo pelotão junto do Fluminense (campeão da Copa Libertadores) e do Grêmio (vice-campeão da Série A). Com alguma boa vontade incluiriam-se nesse grupo o Botafogo (pelo seu fantástico primeiro turno no último Brasileirão) e o Internacional (pelos reforços que trouxe).

Tais conjecturas se justificam por uma palavra: elenco. Conforme veremos a seguir, com o seu time titular o tricolor paulista pode derrotar qualquer um; mas, num calendário como o brasileiro (em que não é raro uma equipe realizar mais de 70 jogos no ano), ter um grupo de atletas com pelo menos dois nomes confiáveis por posição pode fazer toda a diferença.

Do otimismo à euforia

Alisson (São Paulo)

Nas três primeiras rodadas do Campeonato Paulista, o São Paulo venceu duas vezes e empatou uma mesmo com Thiago Carpini preservando atletas. Na rodada seguinte, o tricolor superou pela primeira vez o Corinthians na Neo Química Arena (2 x 1); cinco dias depois, pela Supercopa Rei, a equipe empatou com o Palmeiras no Mineirão (0 x 0) e conquistou o título nos pênaltis.

O otimismo em relação ao clube da fé chegou ao ápice no primeiro compromisso após os dérbis, quando, com um onze quase todo reserva, o time derrotou sem grandes dificuldades o Água Santa no Morumbi (3 x 0). Após o jogo, Bruno Giufrida (ge) escreveu «o São Paulo mostrou a quem ainda talvez relutasse que tem um elenco forte para a temporada». Mas até que ponto?

Carências indisfarçáveis

Jonathan Calleri (São Paulo)

Em primeiro lugar cabe a observação de que, em termos individuais, o time-base não está necessariamente mais forte do que em 2023. Por mais úteis que venham sendo os volantes Luiz Gustavo e Damián Bobadilla e os atacantes Erick e Ferreira, nenhum desses quatro reforços conquistou a titularidade. (Luiz Gustavo é quem parece ter mais chances de consegui-lo.)

Não veio ninguém para a lateral esquerda, e isso preocupa. Caio Paulista, que terminou a temporada passada como o titular, transferiu-se para o Palmeiras; Welington, o novo dono da posição, está no último ano de contrato e talvez não chegue a um acordo com a diretoria quanto à renovação. E seu suplente imediato é o pouco experiente Patryck Lanza (21 anos).

Também busca-se alguém para suprir as ausências do centroavante argentino Jonathan Calleri. Não avançaram as negociações por Pedro Raul (que trocou o Toluca pelo Corinthians); e, por falta de interesse do clube em mantê-los, foram embora tanto Erison quanto David. Hoje a alternativa a Calleri é Juan (21 anos), que ainda busca se firmar.

Um futuro problema

Nahuel Ferraresi (São Paulo)

Para a zaga, apesar da venda de Lucas Beraldo para o Paris Saint-Germain, a diretoria entendia que as principais opções eram boas o bastante: além do equatoriano Robert Arboleda havia Diego Costa, o argentino Alan Franco e o venezuelano Nahuel Ferraresi. Mas ainda em janeiro concluiu-se que faltava um zagueiro cujo pé preferencial fosse o esquerdo.

É provável que tanto Arboleda quanto Ferraresi estejam na Copa América a ser disputada entre 20 de junho e 14 de julho. Nesse período o Campeonato Brasileiro (que começa em abril) não será interrompido; logo, se não vier nenhum zagueiro até 7 de março, Carpini provavelmente dará mais chances a Matheus Belém (20 anos) e/ou improvisará Luiz Gustavo no setor.

Revisitando a hierarquia

As cotações atuais do mercado «Vencedor Final» da Série A 2024 nos mostram três favoritos, o Flamengo (3,50), o Palmeiras (4,00) e o Atlético Mineiro (6,00); dois bons candidatos, o Fluminense (10,00) e o Internacional (11,00); e três «azarões», o São Paulo (17,00), o Grêmio (19,00) e o Corinthians (21,00).

Conquistar o Campeonato Paulista faria o tricolor do Morumbi tornar-se pelo menos um bom candidato à conquista do Campeonato Brasileiro. Mas, se não se reforçar satisfatoriamente para as posições aqui mencionadas, o clube preferirá focar suas energias na Copa do Brasil ou na Copa Libertadores.

As cotações aqui apresentadas estão sujeitas a flutuações.

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