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Barcelona

O atual campeão espanhol tem muito que resolver para salvar o que resta da temporada 2023–24.

Em 14 de janeiro o Barcelona sucumbiu por 4 x 1 perante o Real Madrid, em Riade, pela final da Supercopa de España. Àquela altura os blaugranas já pareciam a um passo da crise, em parte devido à lesão de jogadores importantes. Mas existem outros fatores que os levaram à atual situação, e é em tais fatores que focaremos neste artigo.

Uma reposição frustrada

Em 10 de maio do ano passado, Sergio Busquets anunciou que a temporada 2022–23 seria a sua última a serviço do Barcelona. «Busi», como também é conhecido, jogava pela equipe principal do Barça desde 2008. E pelo menos desde 2009 era um jogador importantíssimo (tanto no clube quanto na seleção espanhola).

Era evidente que seria muito difícil encontrar um meio-campista defensivo minimamente capaz de suceder ao antigo camisa 5. Na imprensa noticiou-se que os blaugranas buscaram primeiro Martín Zubimendi (Real Sociedad) e depois o alemão Joshua Kimmich (Bayern de Munique), antes de acertarem com Oriol Romeu.

Romeu, hoje com 32 anos, parecia uma escolha coerente: é catalão de nascença e foi revelado pelo próprio Barcelona (embora quase não tenha jogado pela equipe principal). Além disso, em 2022 ele voltou ao futebol espanhol depois de sete anos no futebol inglês e fez uma excelente LaLiga pelos também catalães do Girona.

As expectativas em relação ao novo reforço não se confirmaram. Romeu começou como titular, mas passou a ser menos utilizado a partir de novembro. Esse teria sido um dos motivos de o técnico Xavi Hernández ter supostamente pedido ao diretor esportivo do clube, o luso-brasileiro Deco, um meio-campista para janeiro.

Embora tenhamos chegado ao inverno já sabendo que o meia Gavi (lesionado) seria desfalque até o fim da temporada, a prioridade do Barça era mesmo contratar um meio-campista não tão ofensivo. Há interesse recíproco entre o clube e Aleix García, do Girona; mas, se essa transferência se concretizar, provavelmente será no verão.

Um artilheiro em baixa

O Barcelona terminou o primeiro turno com a melhor média por jogo em finalizações (16,8) e finalizações da grande área (10,0); seu ataque, porém, era apenas o quarto mais produtivo (36 gols). É quase inevitável associar isso ao baixo aproveitamento recente de Robert Lewandowski, o artilheiro de LaLiga 2022–23 (23 gols).

Mesmo atuando em dezessete das dezenove primeiras partidas em LaLiga 2023–24, e mesmo terminando esses cinco primeiros meses como o atleta com maior média de finalizações (3,5 por jogo), o polonês só chegou às redes oito vezes. E, segundo o site Sofascore, foi ele quem mais perdeu grandes oportunidades de gol: quinze.

Dessa maneira, no espaço de um ano «Lewa» passou de indiscutível a contestado. Isso explica o porquê de, aos 35 anos, o camisa 9 do Barcelona ver sua titularidade ameaçada pelo recém-chegado Vitor Roque. O brasileiro (que está a um mês de completar 19 anos) participou de cinco jogos, mas sempre como suplente.

Uma casa que não é um lar

O Barcelona terminou o primeiro turno com o quarto melhor aproveitamento como mandante. Em dez partidas os blaugranas conquistaram oito vitórias e sofreram suas únicas duas derrotas na Liga até então: em 28 de outubro (11.ª rodada), 2 x 1 para o Real Madrid; em 10 de dezembro (16.ª rodada), 4 x 2 para o Girona.

Existe um dado ainda mais grave do que esses dois reveses: a média de gols sofridos em casa foi superior a 1,0 por jogo (11/10). A lesão do goleiro alemão Marc-André ter Stegen não basta para justificar o imenso contraste em relação a 2022–23, quando no Camp Nou a equipe teve média de 0,2 gol contra por jogo (4/19).

Devido às obras em seu estádio próprio, o Barça tem atuado no Olímpic Lluís Companys (também conhecido como Olímpico de Montjuïc). Esse recinto pertencente à Câmara Municipal de Barcelona é onde os azuis e grenás seguirão mandando seus jogos até o fim da temporada (e provavelmente até o fim de 2024).

A última esperança

A temporada 2023–24 tornou-se ainda mais difícil de tolerar para os torcedores culés cinco dias atrás, com a derrota para o Athletic por 4 x 2 fora de casa que resultou na eliminação da Copa del Rey. E anteontem a situação tornou-se mesmo intolerável com a derrota por 5 x 3 para o Villarreal, em casa, pela 22.ª rodada de LaLiga.

Na conferência de imprensa após essa mais recente partida em Montjuïc, Xavi anunciou que não será o técnico do Barcelona na próxima temporada. Isso soou como uma admissão de que o Campeonato Espanhol é dado como perdido. (Dez pontos o distanciam do Real Madrid, que tem o mesmo número de jogos.)

Lesões, dificuldades no mercado, rendimentos individuais abaixo do esperado e a necessidade de atuar como mandante em um estádio que não é o seu explicam a crise blaugrana. A equipe tem quase a obrigação de superar o Napoli entre fevereiro e março, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões; ir além disso seria um grande feito.

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