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Ricardo Horta (Braga)

Tendo caído de pé na Liga dos Campeões, os «gverreiros do Minho» podem ir longe na Liga Europa.

Das 89 edições já realizadas do Campeonato Português (chamado de Primeira Liga desde 1999–2000), só três terminaram com um campeão que não fosse o Benfica, o Porto ou o Sporting: a de 1945–46 (Belenenses) e a de 2000–01 (Boavista).

Nas últimas dez temporadas, porém, o Sporting Clube de Braga terminou duas vezes em terceiro: em 2019–20 e em 2022–23. Além disso, nesse período os gverreiros do Minho conquistaram por duas vezes a Taça de Portugal (em 2015–16 e em 2020–21).

Em 2023–24 viu-se o retorno deste clube do Norte de Portugal à Liga dos Campeões da UEFA. O terceiro lugar no grupo C deu aos minhotos a passagem à Liga Europa. ¿Estarão eles dispostos a fazer o que for preciso para ir longe nessa competição?

Uma porta estreita em Portugal

O Braga terminou a Liga Portuguesa anterior nove pontos atrás do vencedor, o Benfica. Mesmo assim, para a nova temporada o treinador Arthur Jorge não escondeu que almejava muito mais ao declarar em entrevista à SportTV: «Eu também quero ser campeão nacional». 

Essa talvez ainda pareça uma ambição irrealista para um clube como o Braga, mas havia quem concordasse com Arthur. Em 11 de agosto (dia em que começaria o campeonato), o site da SIC Notícias publicou uma matéria em cuja manchete lia-se «um título, quatro candidatos».

Nas primeiras cinco rodadas o desempenho foi ruim: duas vitórias, um empate e duas derrotas. A partir dali os arsenalistas venceram quase todos as partidas antes de sucumbirem por 1 x 0 perante o Benfica no estádio Municipal de Braga em encontro válido pela 14.ª rodada.

Restam ainda 60 pontos por disputar. Hoje os minhotos encontram-se na quarta posição, com 29 pontos (2,07 por jogo). O líder é o Sporting, com 34, seguido pelo Benfica, com 33, e o Porto, com 31. Em «Vencedor Final» a equipe está cotada em 21,00 (5% de probabilidade).

Uma segunda chance na Europa

Após superar os sérvios do TSC e os gregos do Panathinaikos em fases qualificatórias da Liga dos Campeões, o Braga caiu no grupo de Napoli, Real Madrid e Union Berlin. Só por terem chegado à última rodada ainda vivos na competição os homens de Artur Jorge já merecem aplausos.

Contra os italianos foram duas derrotas, contra os espanhóis também. Graças ao empate com e à vitória sobre os alemães, os portugueses terminaram em terceiro e avançaram aos play-offs de acesso às oitavas de final da Liga Europa. Seus adversários serão os azeris do Qarabag.

No mercado «Vencedor Final» dessa outra competição da UEFA, o Braga está cotado em 41,00 (2,44% de probabilidade). Entre os que estão à sua frente há o Benfica (21,00) e o Sporting (26,00), mas o favoritismo é do Liverpool (3,25), do Bayer Leverkusen (6,50) e do Milan (11,00).

Pontos fortes e fracos

É consensual entre analistas esportivos que o melhor ataque de Portugal é o do Braga. Nesta Primeira Liga os de Arthur Jorge marcaram 36 gols em quatorze rodadas (média de 2,57 por jogo), e a já mencionada derrota para o Benfica foi a única vez em que não chegaram às redes.

O centroavante quinxassa-congolês Simon Banza é hoje o artilheiro do Campeonato Português, com treze gols. Bruma e Ricardo Horta, os dois atacantes mais recuados, foram incluídos na última lista de convocados pelo espanhol Roberto Martínez para defender a seleção portuguesa.

Se o ataque é claramente o ponto forte, a defesa é o setor que gera mais preocupações para seus torcedores. Também nesse aspecto os números são elucidativos: os gverreiros do Minho foram vazados 21 vezes (1,50 por jogo) e em apenas uma partida mantiveram a baliza imaculada.

Tende-se a poupar o goleiro luso-brasileiro Matheus Magalhães de críticas. O grande problema reside nos momentos de recomposição defensiva, pois a equipe costuma jogar com linhas altas. Quem mais sofre com isso é o zagueiro José Fonte, que três dias atrás completou 40 anos.

Pelo que lutar?

Embora o elenco do Braga seja considerado ótimo para os padrões portugueses, dividir-se entre a Primeira Liga e qualquer torneio da UEFA costuma ser difícil até mesmo para os três grandes. Logo, o clube terá uma importante escolha a fazer em fevereiro.

Essa escolha consiste em persistir na luta para terminar pelo menos entre os dois primeiros do Campeonato Português (a fim de voltar à Liga dos Campeões já na próxima temporada) ou perseguir o sonho daquele que seria o seu primeiro grande título internacional.

Ambos os caminhos são duros, mas a Liga Europa traz boas lembranças: em 2010–11 os arsenalistas superaram equipes como Liverpool e Benfica antes de perderem para o Porto na decisão. É possível escrever um roteiro parecido com um final diferente em 2023–24.

As cotações aqui apresentadas estão sujeitas a flutuações.

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