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Tiquinho Soares (Botafogo)
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O Fogão e as primeiras finais de 2024

O Botafogo estreará na «Pré-Libertadores» com muitas novidades em relação ao elenco que terminou 2023.

Ainda sob o efeito do colapso na Série A, o Botafogo se reforçou a fim de se garantir na fase de grupos da Copa Libertadores. Haverá tempo para os novos contratados de John Textor levarem o fogão ao primeiro grande objetivo de 2024?

O fantasma do clube-satélite

John Textor

Um dos mais controversos episódios da era John Textor no Botafogo se deu em janeiro do ano passado, quando o ponta-esquerda Jeffinho foi vendido aos franceses do Lyon. O elevado valor da negociação (10 milhões de euros) não mascarou o desconforto pela perda de um titular para outro clube que tem o americano como acionista majoritário.

A impressão de que o Botafogo era apenas um satélite (numa rede que inclui ainda os ingleses do Crystal Palace e os belgas do RWD Molenbeek) reforçou-se na última pré-temporada com a venda de mais dois atletas para o Lyon: o goleiro Lucas Perri e o zagueiro Adryelson. E mesmo Jeffinho só retornou ao glorioso (por empréstimo) porque não se firmou nos gones.

Reforços e lacunas de janeiro

Jefferson Savarino (Botafogo)

Em janeiro chegaram, além de Jeffinho, o goleiro John (antes no Valladolid por empréstimo do Santos), os zagueiros Lucas Halter (antes no Goiás por empréstimo do Athletico) e o argentino Alexander Barboza (Libertad) e o ponta venezuelano Jefferson Savarino (Real Salt Lake). Todos esses naquele momento pareciam futuros titulares do técnico Tiago Nunes.

Mas também no mês passado foram embora atletas que, mesmo não tendo terminado 2023 muito prestigiados, teriam sido úteis nos primeiros meses de 2024. Nesse grupo destacamos o lateral-direito argentino Leonel Di Plácido (Lanús), o volante Gabriel Pires (hoje no Fluminense) e o centroavante hispano-brasileiro Diego Costa (hoje no Grêmio).

Sem Di Plácido, e com Rafael lesionado e o uruguaio Mateo Ponte no Pré-Olímpico Sul-Americano, quem seria o lateral-direito titular em janeiro? Sem Gabriel Pires, poderiam Newton ou Kauê suprir ausências de Marlon Freitas ou Tchê Tchê? E, sem Diego Costa, poderia Janderson ou Matheus Nascimento firmar-se como o suplente de Tiquinho Soares?

Adaptações táticas

Júnior Santos (Botafogo)

Foi com essas e outras dúvidas que o Botafogo estreou no Campeonato Carioca, em 17 de janeiro. Tanto nesse dia (1 x 0 sobre o Madureira) quanto três dias depois (2 x 0 sobre o Bangu) Tiago Nunes utilizou o 3-4-3. Mas àquela altura não havia como saber se seria esse o seu esquema tático preferencial, devido à já citada falta de laterais-direitos.

Também chamou a atenção a mudança de posicionamento de atletas. Com Jeffinho como o lógico titular na ponta esquerda e Savarino como o possível novo dono da ponta direita, a princípio não haveria espaço nem para Victor Sá (que é predominantemente um ponta-esquerda) nem para Júnior Santos (que é predominantemente um ponta-direita).

A solução encontrada por Nunes foi fazer tanto de Sá quanto de Santos alternativas para a ala direita. Na primeira rodada do Campeonato Carioca, quando o alvinegro de General Severiano entrou com o que o seu treinador julgava ser o melhor onze, Victor foi o escolhido; na segunda rodada, com um time teoricamente reserva, Júnior foi titular (e marcou um gol).

Será que, se o 3-4-3 fosse mantido quando houvesse um lateral-direito, Júnior Santos ou Victor Sá seguiria como ala-direita? Isso dependeria do quão ofensivo o time pretendia ser, mas a tendência era que em jogos mais duros Nunes fizesse o que já fazia na ala esquerda. Quem jogava por aquele setor era sempre um lateral: Hugo (hoje titular) ou Marçal (lesionado).

Readaptações táticas e mais reforços

Tchê Tchê (Botafogo)

No início deste mês já parecia que o esquema tático preferencial de Tiago Nunes seria o 4-3-3. Para implementá-lo sem um lateral-direito de origem, o treinador gaúcho improvisou Tchê Tchê naquele setor. Mas em breve veremos em campo o provável novo titular na direita da defesa: o uruguaio Damián Suárez, ex-Getafe, anunciado há três dias.

Desde que Tiago deixou de lado o 3-4-3, o volante Danilo Barbosa deixou de ser improvisado na zaga e passou a ser opção tão válida quanto Marlon Freitas para o meio de campo. Isso torna difícil a vida para os jovens Newton e Kauê, ainda mais levando em conta que o Botafogo já assinou pré-contrato com Allan (hoje a serviço dos emiradenses do Al-Wahda).

Mencionamos outros dois jovens, Janderson e Matheus Nascimento, os quais seriam candidatos a «sombra» de Tiquinho Soares. Durante as primeiras rodadas do Campeonato Carioca nenhum dos dois agradou o suficiente, e na semana passada revelou-se que o fogão assinou pré-contrato com Igor Jesus (de outro clube emiradense, o Shabab Al-Ahli).

No dia 2 de fevereiro anunciou-se o zagueiro Pablo, por empréstimo do Flamengo. Esse reforço passou quase despercebido porque um dia antes o Botafogo anunciara a compra do ponta-direita Luiz Henrique, do Betis, por 16 + 4 milhões de euros. Se descontarmos os efeitos da inflação, trata-se da maior contratação da história do futebol brasileiro.

As primeiras finais de 2024

Tiago Nunes

Para as grandes equipes do Brasil, janeiro tende a ser uma pré-temporada e fevereiro tende a ser importante mas não crucial. No caso do Botafogo, este mês já será de exigência máxima: nas próximas duas semanas o alvinegro enfrenta ou o Aurora ou o Melgar pela segunda fase da Copa Libertadores.

Se passar pelos bolivianos ou pelos peruanos, seu adversário por uma vaga na fase de grupos serão os colombianos do Águilas Doradas ou o Bragantino. A continuidade do glorioso na principal competição da Conmebol pode determinar a continuidade de Tiago Nunes até o fim do semestre.

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