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O fim de uma era na Ferrari

Mattia Binotto deixou a Scuderia após 28 anos, onde era chefe de equipe desde 2019, e seu substituto será Frédéric Vasseur, que saiu da Afa Romeo.

Após muitos rumores, a Ferrari confirmou que Fred Vasseur vai substituir Binotto e se juntar à equipe de Maranello no dia 9 de janeiro para liderar a equipe no Campeonato Mundial de Fórmula 1 da próxima temporada, onde Charles Leclerc e Carlos Sainz serão mais uma vez os pilotos do time.

Objetivos não cumpridos

Binotto foi promovido a diretor da equipe Ferrari no início de 2019, após Sebastian Vettel terminar a temporada como vice-campeão pelo segundo ano consecutivo, seguido de seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen, embora ambos ficassem longe de desafiar o domínio de Lewis Hamilton ao volante da Mercedes.

Com a promoção de Binotto chegou também ao time Charles Leclerc, que aos 21 anos tomou o lugar de Raikkonen para se estabelecer como a promessa futura da equipe italiana. No entanto, e embora a Ferrari tenha mantido sua segunda posição na classificação dos construtores em 2019, seus dois pilotos foram superados não apenas por Hamilton, mas também por Valtteri Bottas e por um Max Verstappen que já estava dando mostras da sua progressão e da da Red Bull.

A temporada 2020 foi um enorme revés para a equipe de Maranello, com Leclerc terminando em oitavo lugar e Vettel em 13º lugar, com apenas 33 pontos, o que fez a Ferrari cair para sexto lugar na classificação dos construtores. A chegada de Carlos Sainz para substituir Vettel coincidiu com uma melhoria acentuada, mas até aí a Red Bull já tinha se cravado como a rival indiscutível da Mercedes, com os dois pilotos da Ferrari bem longe dessa batalha.

Embora a equipe dirigida por Binotto tenha dado um salto considerável de forma, aproveitando a profunda mudança dos regulamentos antes da temporada de 2022, não foi ainda assim suficiente para competir com o Red Bull de Verstappen, vencedor em 15 corridas, contra as três de Leclerc e a única de Sainz.

Apesar de um início de temporada animador, com Leclerc ganhando o Grande Prêmio do Bahrain e Sainz ficando em segundo lugar no pódio, a equipe italiana não conseguiu manter esse nível, afetada pela confiabilidade do F1-75 e vários erros estratégicos que puseram em causa a continuidade do chefe da equipe.

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28 anos na Ferrari

Binotto chegou à Ferrari em 1995 como engenheiro no departamento de motores, onde gradualmente foi ganhando peso até chegar à direção do departamento em 2013.

Três anos depois ele substituiu James Allison como CTO (Chief Technology Officer) da equipe e seu trabalho lá o viu atingir seu auge em 2019, quando assumiu o cargo de Maurizio Arrivabene como chefe da equipe, adotando também a liderança do departamento de Gerenciamento Esportivo.

"Deixo a empresa que amo (...) com a serenidade que vem da convicção de ter feito todo o possível para atingir os objetivos estabelecidos", disse Binotto em sua declaração oficial. "Deixo uma equipe unida e em crescimento. Uma equipe forte e pronta para atingir as metas mais altas".

O futuro

O vazio deixado pelo veterano italiano vai ser ocupado pelo engenheiro francês Frédéric Vasseur, que deixou a direção administrativa da Alfa Romeo há alguns dias.

Ele voltará assim a trabalhar com Charles Leclerc, que foi seu piloto no ano de estreia do monegasco, em 2018, e com quem tem uma boa relação.

Aliás, o piloto o elogiou em entrevista concedida na premiação por seu vice-campeonato de 2022, na semana passada, dizendo que Vasseur “sempre foi muito claro e honesto” e acrescentando que “ele é um ótimo chefe de equipe".

Vasseur estudou aeronáutica e tem atuado em cargos mais administrativos dentro do automobilismo nos últimos 20 anos.

O francês de 54 anos tem um perfil um pouco diferente de seu antecessor, é conhecido por ser brincalhão e tem melhor relação com os outros chefes de equipe.

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, explicou que "essa abordagem e sua liderança” foram as razões para a chamada, dizendo mesmo: “é o que precisamos para que a Ferrari evolua com energia renovada".

Mas o francês enfrentará dois grandes desafios na Ferrari. Além do grande objetivo de conquistar o título que não vem desde o mundial de construtores de 2008, há também a questão dos pilotos.

Esta temporada Carlos Sainz foi crescendo e quer ele que Leclerc quererão se destacar como piloto principal da equipe, por isso a gestão da relação e dos egos dos pilotos será um ponto-chave para o sucesso do francês no novo cargo.

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