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Akram Afif (Catar)
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O Catar defende o legado de 2019

Apesar de sediarem o torneio e de serem os seus atuais campeões, os «grenás» são azarões nesta Copa Asiática.

Entre as mais tradicionais forças da AFC (Confederação Asiática de Futebol) não se encontra o Catar. Além disso, os grenás trocaram de treinador a menos de dois meses da Copa Asiática. Por esses e outros motivos, os quais discutiremos adiante, os anfitriões da competição não estão entre os favoritos ao título.

Antecedentes

Em 2 de dezembro de 2010, a FIFA surpreendeu ao anunciar o Catar como o país-sede da Copa do Mundo que seria realizada doze anos depois. Por uma série de questões políticas e sociais, desde aquele momento até dezembro de 2022 essa decisão do órgão máximo do futebol mundial gerou muita controvérsia.

Do ponto de vista esportivo, o planejamento dos grenás (ou marrons) visando um bom papel em seu primeiro Mundial de Seleções trouxe claros dividendos ao país. Em fevereiro de 2019, a equipe comandada desde 2017 pelo espanhol Félix Sánchez conquistou nos Emirados Árabes o primeiro grande título de sua história: a Copa Asiática.

Na Copa do Mundo, o Catar extrapolou os prognósticos mais pessimistas de seus torcedores ao perder as três partidas (Equador, Senegal e Holanda) e terminar em último lugar entre os 32 participantes da competição. O contrato de Sánchez chegou ao fim no dia 31 de dezembro daquele ano e não foi renovado.

Transições ibéricas

Em fevereiro chegou Carlos Queiroz, que comandou o Irã no Mundial da FIFA. O português dirigiu o Catar por doze partidas: quatro vitórias, três empates e cinco derrotas. A equipe avançou às quartas de final da Copa Ouro (da Concacaf), mas nem isso pareceu o bastante para convencer a Qatar Football Association (QFA).

O contrato de Queiroz ia até o Mundial de 2026, mas em 6 de dezembro a QFA anunciou a rescisão em comum acordo. No mesmo dia ficamos sabendo que os grenás chegarão à Copa Asiática (que começa daqui a cinco dias) novamente sob o comando de um espanhol: Tintín Márquez (que hoje completa 62 anos).

De volta à Catalunha

Márquez parece uma escolha coerente quando se verifica que desde 2018 ele comandava um clube da elite catari, o Al-Wakrah. É provável que tenha chegado à seleção mais familiarizado com os atletas do que o técnico português. Supõe-se que também tenha ajudado o fato de, assim como Sánchez, ser ele um nativo de Barcelona.

É claro que mesmo entre dois treinadores vindos de uma mesma região (no caso, a Catalunha) pode haver muitas diferenças em termos de estilo de jogo. Mas o Catar de Félix Sánchez apresentou em 2019 um futebol ofensivo, e parece-nos razoável esperar isso também do Catar de Tintín Márquez (ainda mais devido ao fator casa).

A espinha dorsal

Em relação aos jogadores cabe dizer que, assim como no Mundial de Seleções, todos atuam em algum clube da Liga das Estrelas do Catar. Destacamos o atacante de 27 anos Akram Afif, de Al-Sadd, que após doze rodadas da edição 2023–24 lidera o ranking de participação direta em gols: treze tentos e oito assistências.

Entre os companheiros de clube de Afif destacamos três jogadores de 33 anos: o zagueiro Pedro «Ró-Ró» Miguel (nascido em Portugal), o zagueiro Boualem Khoukhi (nascido na Argélia) e o meio-campista Hassan al-Haydos. Este, além de ser o capitão do Catar, é o futebolista que mais vezes representou o país (175 partidas).

O atacante Almoez Ali (nascido no Sudão), do Al-Duhail, tem 27 anos e é o maior artilheiro da história dos grenás (50 gols). Há ainda o lateral-esquerdo de 24 anos Homam Ahmed, do Al-Gharafa. Tanto esses dois jogadores quanto os quatro anteriormente mencionados foram titulares nas três partidas do Catar na Copa do Mundo.

O estatuto dos grenás

Mesmo as pessoas que não levam muito a sério o ranking da FIFA (rankings em geral são mesmo controversos) não deveriam ignorar o fato de que nele o Catar é o 58.º colocado e está atrás de cinco outras seleções da AFC: Japão (17.º), Irã (21.º), Coreia do Sul (23.ª), Austrália (25.ª) e Arábia Saudita (56.ª).

Ainda mais importantes são os resultados recentes dos grenás contra outras nações asiáticas. As duas partidas do Catar em outubro, pelo Torneio Internacional da Jordânia, com certeza pesaram para a saída de Carlos Queiroz: empate seguido de vitória nos pênaltis sobre o Iraque (63.º) e derrota por 4 x 0 para o Irã.

Na Copa Asiática, assim como na Copa do Mundo, o país-sede é cabeça de chave. Junto do Catar no grupo A estarão a China (79.ª), o Tajiquistão (106.º) e o Líbano (107.º). Desnecessário dizer que dos comandados de Tintín Márquez não se espera nada além de 100% de aproveitamento contra essas equipes.

E depois? Como vimos, os cataris não são tidos nem mesmo como os melhores do Oriente Médio. Do que podemos ter certeza é que eles farão tudo o que lhes for possível para aproveitar essa segunda chance de não decepcionar a torcida. Nesta Copa Asiática os grenás defenderão o título, mas acima de tudo a honra.

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