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MotoGP: Revisão da temporada 2022

A batalha pelo título de MotoGP de 2022 durou até a última corrida da temporada em Valência, mas Francesco Bagnaia acabou comemorando seu primeiro campeonato na categoria rainha do motociclismo.

Precisando apenas terminar dentro do top 14 no Circuito Ricardo Tormo para garantir o título, o italiano Bagnaia passou por alguns momentos difíceis para terminar em nono lugar na prova, com o rival Fabio Quartararo não conseguindo melhor do que o quarto lugar.

Assim, Pecco se sagrou campeão com uma margem de 17 pontos para o francês, tornando-se o primeiro campeão da Itália desde o lendário Valentino Rossi, em 2009.

A satisfação para o ás Ducati foi dupla, já que ele também se tornou o primeiro italiano a ser coroado campeão mundial em uma moto de sua terra natal, desde o também lendário Giacomo Agostini, em 1972.

De fato, desde 1974, ele é apenas o segundo piloto a triunfar para um fabricante não japonês, tendo o australiano Casey Stoner conquistado o título para a Ducati em 2007.

O quê: temporada 2023 de MotoGP
Onde: 21 corridas espalhadas pelo mundo
Quando: 26 de março - 26 de novembro 2023

A virada de Bagnaia

O campeão de Moto2 de 2018, parecia ter poucas ou nenhumas chances de lutar pelo título depois de cair na terceira volta do GP da Alemanha, em meados de junho, com Quartararo recebendo a bandeira axadrezada para estender sua liderança no campeonato.

Existia então uma diferença de 91 pontos entre os dois pilotos e poucos teriam previsto a virada que ocorreu na segunda metade da temporada.

No entanto, o jovem italiano, de 25 anos, conseguiu vencer as quatro corridas seguintes para voltar à disputa, manteve esse espírito de luta durante o restante da temporada.

A vitória na Malásia no penúltimo GP da temporada praticamente fechou as contas do campeonato, já que Pecco precisava apenas terminar nas primeiras 14 posições em Valência para ser campeão.

Quartararo em queda

O piloto francês parecia estar no bom caminho para conseguir seu segundo título consecutivo, mas a partir da metade da temporada ele sofreu uma perda de forma chocante e acabou sendo incapaz de travar Bagnaia.

E não foi sem aviso. Já em 2021, Bagnaia venceu quatro das seis corridas finais do calendário para mostrar que seu talento.

Nas primeiras dez corridas de 2022, Quartararo reivindicou três vitórias e outros três pódios, mas os dez Gran Prix seguintes o viram falhar, chegando ao pódio apenas na Áustria e na Malásia.

Ele terá muito que analisar antes do arranque da próxima temporada, e muito que discutir com sua equipe, já que sem dúvida sua Yamaha fica bem atrás da Ducati do rival, prejudicando suas chances.

Espargaró desce para o quarto lugar

Durante a primeira metade do ano, parecia que Aleix Espargaró poderia conquistar mais um campeonato para Espanha, mas, tal como Quartararo, sua forma caiu totalmente com o passar da temporada e acabou ficando em quarto lugar na classificação geral.

Após quatro terceiros lugares consecutivos, o espanhol conseguiu subir ao pódio apenas uma vez mais nas 12 corridas seguintes, e terminar 53 pontos atrás de Bagnaia.

Bastianini, grandes esperanças para 2023

Enea Bastianini foi o piloto que superou Espargaró para terminar em terceiro lugar na classificação e parece bem determinado a lutar pelo título mundial de MotoGP na próxima temporada.

O piloto de 24 anos conquistou quatro vitórias durante 2022, uma contagem superada apenas pelas seis conquistas do campeão Bagnaia.

O campeão de Moto2 de 2020 fez enormes progressos nesta sua segunda campanha na categoria rainha do motociclismo e sua mudança para a equipe de fábrica da Ducati, se tornando companheiro de equipe de Bagnaia, só deve vê-lo melhorar ainda mais.

Várias mudanças para 2023

A temporada 2023 verá o MotoGP continuar sem a Suzuki, com o fabricante japonês se despedindo em grande estilo com a vitória de Álex Rins em Valência.

Sua saída significa que várias movimentações de pilotos já foram confirmadas, com especial destaque para a promoção de Bastianini como substituto de Jack Miller, que assinou pela KTM.

O australiano substitui Miguel Oliveira, com o piloto português se mudando para Aprilia, para se juntar ao contingente espanhol de Maverick Viñales, Espargaró e Raul Fernandez.

Oliveira terá a chance de se estrear em casa, já que o Circuito Internacional do Algarve inaugura a próxima temporada, no final de março 2023, enquanto

Índia e Cazaquistão recebem suas primeiras corridas de MotoGP.

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