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Luka Modrić (Real Madrid)
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Modrić e o concorrido meio de campo do Real Madrid

Prestes a iniciar aquela que muito possivelmente será a sua última temporada pelos «merengues», o croata busca se manter relevante dentro de campo.

Em 26 de junho passado, o Real Madrid Club de Fútbol anunciou que foi estendido o contrato do meio-campista Luka Modrić, de 37 anos, até 30 de junho de 2024.

Tudo leva a crer que a próxima temporada será a última deste lendário croata pelos espanhóis —os quais defende desde 2012 e pelos quais conquistou tudo—.

A dúvida é se, perante a concorrência de meio-campistas de grande técnica e de menos idade, o camisa 10 dos blancos conseguirá ter os minutos em campo que deseja.

Sete homens para três vagas

Embora Modrić seja por si só uma lenda do futebol, é um tanto difícil falar de seus anos no Real Madrid sem lembrar também de Casemiro e Toni Kroos. Essa trinca de meio-campistas foi titular nas últimas quatro Ligas dos Campeões conquistadas pelos merengues (2016–18 e 2022).

Considerando o quão importante Casemiro era defensivamente, sua ida ao Manchester United no verão europeu passado representou sério problema para o técnico Carlo Ancelotti. O recém-contratado Aurélien Tchouaméni, além de jovem, era um volante de mais chegada ofensiva que o brasileiro.

Ancelotti manteve o habitual esquema 4-3-3, mas no meio de campo as rotações eram frequentes. Kroos foi titular quase sempre, enquanto Modrić o foi cada vez menos —principalmente quando Federico Valverde passou a atuar nesse setor (para que Rodrygo fosse escalado na ponta direita)—.

Passamos a ter, então, Kroos e Valverde como os dois meio-campistas de presença mais habitual. A terceira vaga podia ser de Modrić, Tchouaméni, Eduardo Camavinga ou Dani Ceballos. Eis o principal motivo de o croata só ter sido titular em 19 das 33 partidas que disputou em LaLiga 2022–23.

Para os jogos grandes (principalmente pela Liga dos Campeões) parecia quase certo que os escolhidos seriam Valverde, Kroos e Modrić. Mas também isso pode estar prestes a mudar diante de tudo o que se tem visto antes mesmo que abrisse a atual janela de transferências europeia.

A concorrência aumenta

Em 4 de junho, tornou-se oficial a despedida do centroavante Karim Benzema; dez dias depois, anunciou-se a chegada do meia Jude Bellingham (por mais de 100 milhões de euros pagos ao Borussia Dortmund). ¿Qual seria o onze ideal madridista considerando essas duas mudanças?

A lógica indicava Valverde voltando à ponta direita e Rodrygo atuando centralizado. O time poderia ser escalado desta maneira: Thibaut Courtois; Dani Carvajal, Éder Militão, David Alaba e Ferland Mendy; Luka Modrić, Toni Kroos e Jude Bellingham; Federico Valverde, Rodrygo e Vini Jr∴.

Mas, como antecipado pelo jornalista Joel del Río em matéria publicada no site do jornal Marca em 26 de maio («La revolución táctica de Carlo Ancelotti para el Real Madrid 2023/24»), o treinador italiano estava predisposto a desfazer o 4-3-3 em favor de um 4-2-3-1 ou um 4-3-1-2.

Esse último esquema foi o que se viu em cada um dos quatro amistosos disputados nos Estados Unidos nas últimas duas semanas. E, com uma dupla de ataque formada por Vini Jr. mais Rodrygo ou Joselu (ou, quem sabe, Kylian Mbappé), o único papel para Valverde será como meio-campista.

No primeiro amistoso, contra o Milan, Ancelotti escolheu Valverde, Kroos e Camavinga; no segundo, contra o Manchester United, Modrić, Tchouaméni e Camavinga; no terceiro, contra o Barcelona, Valverde, Tchouaméni e Camavinga; e no quarto, contra a Juventus, Modrić, Kroos e Camavinga.

Fatores que jogam contra o croata

Chamou a atenção principalmente a ausência do croata e a do alemão no onze inicial da derrota por 3 x 0 para os blaugranas. Ancelotti se justificou dizendo que gostaria de observar os mais jovens em uma partida de grande exigência. («O que podem trazer Modrić e Kroos eu já sei.»)

A idade é de fato algo que pesa contra Modrić, prestes a completar 38 anos. Kroos tem 33, Ceballos 26, Valverde 25, Camavinga e Bellingham 20. E isso sem falar em outro recém-chegado, Arda Güler, de 18 anos. (O turco vindo do Fenerbahçe se lesionou antes de estrear pelos blancos.)

Além disso, Modrić é menos versátil que Kroos, Tchouaméni e Camavinga. Esses três, como observou Daniel Domínguez em matéria para o site Relevo («La decisión más difícil para Ancelotti...»), podem atuar tanto como «interiores» (meias abertos) quanto como «pivotes» (volantes).

As peças seguem se movendo

Até aqui tivemos apenas indícios. Ancelotti afirmou que a manutenção do 4-3-1-2 dependerá de os próprios jogadores se sentirem confortáveis nesse esquema. Quanto às disputas entre atletas de diferentes gerações, o italiano se mostrou grato por ter «veteranos sem ego e jovens pacientes».

É tentador comparar o momento de Modrić com o de Marcelo em sua derradeira temporada pelo clube (2021–22). O lateral-esquerdo brasileiro foi suplente na conquista de sua última Liga dos Campeões, mas disse que se sentiu muito importante pelo apoio que deu a Rodrygo, Militão, Valverde.

Mas, se fosse para se contentar em exercer papel de mentor, Modrić talvez tivesse feito como tantos outros astros que se foram para a Arábia Saudita nos últimos meses. Se decidiu ficar, é porque ainda acredita que pode fazer muito dentro das quatro linhas. ¿Alguém tem dúvidas quanto a isso?

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