Pular para conteúdo
Registre-se
Roberto Rivellino
  1. Futebol
  2. Brasileirão Série A

Jogadores que estão entre os maiores ídolos de mais de uma torcida no Brasil

Ser um dos grandes ídolos de uma torcida no Brasil já é um feito e tanto, mas alguns jogadores ainda hoje estão entre os maiores de duas delas.

[Artigo originalmente publicado em 27 de agosto de 2022.]

A palavra ídolo é utilizada com frequência ao nos referirmos a um jogador que ficou marcado na história de um clube.

Cabe, no entanto, estabelecer a diferença entre um ídolo de uma época e um ídolo histórico, isto é, um jogador que está entre os maiores de um clube em todos os tempos.

Desnecessário dizer que não é fácil tornar-se um grande ídolo histórico. Mas os nomes listados abaixo conseguiram sê-lo para mais de uma torcida brasileira.

Leônidas da Silva

Tendo começado a carreira no São Cristóvão, este atacante apelidado de ''Diamante Negro'' esteve no Flamengo de 1936 a 1941. Com a camisa do Rubro-Negro da Gávea, marcou 153 gols em 149 jogos e conquistou um Campeonato Carioca (1939).

Seu destino seguinte foi o São Paulo, onde atuou de 1942 até 1950 (quando se aposentou). Nesses nove anos no Tricolor do Morumbi, Leônidas conquistou nada menos que cinco Campeonatos Paulistas (1943, 1945, 1946, 1948 e 1949).

Didi

Conhecido como o inventor da técnica ''folha seca'', o meia Didi, que começou no Americano, jogou pelo Fluminense de 1949 a 1956. No Tricolor das Laranjeiras conquistou um Campeonato Carioca (1951) e uma Copa Rio (1952).

O ''Príncipe Etíope'' teve três passagens pelo Botafogo: entre 1956 e 1959, entre 1960 e 1962 e entre 1964 e 1965. Suas principais conquistas pelo Fogão foram três Campeonatos Cariocas (1957, 1961 e 1962) e um Torneio Rio São-Paulo (1962). 

Carlos Alberto Torres

Este que é talvez o maior lateral-direito da história começou no Fluminense, onde esteve em dois momentos distintos: entre 1963 e 1964 e entre 1974 e 1977. Nesses anos, venceu três Campeonatos Cariocas (1964, 1975 e 1976) e um Torneio de Paris (1976).

O ''Capitão do Tri'' teve duas passagens pelo Santos: de 1965 a 1971 e de 1971 a 1974. Seus principais troféus no Peixe foram dois Campeonato Brasileiros (1965 e 1968), cinco Paulistas (1965, 1967, 1968, 1969 e 1973) e um Torneio Rio-São Paulo (1966).

Rivellino

Rivellino surgiu em 1965 no Corinthians e ali ficou até 1974. Embora não tenha conquistado quase nenhum título de expressão pelo Timão, não há quem não considere o ''Reizinho do Parque'' ainda hoje um dos maiores nomes da história do clube.

No ano seguinte, o meia partiu para o Fluminense, onde conquistou dois Campeonatos Cariocas (1975 e 1976). Aquela equipe, que ficou conhecida como a ''Máquina Tricolor'', tinha em Rivellino a sua maior estrela.

Gamarra

O paraguaio Carlos Gamarra, que começou no Cerro Porteño, chegou ao Internacional em 1995. Esteve apenas três anos no Colorado, onde conquistou um único Campeonato Gaúcho (1997), mas ali se tornou um dos maiores zagueiros do mundo.

Após uma breve passagem pelo Benfica, Gamarra chegou ao Corinthians em 1998. Seus dois anos no Parque São Jorge bastaram para que se eternizasse na história do Timão ao conquistar um Campeonato Brasileiro (1998) e um Paulista (1999).

Alex

Revelado pelo Coritiba, Alex foi para o Palmeiras em 1997, e lá conquistou uma Copa do Brasil (1998), uma Copa Mercosul (1998), uma Copa Libertadores (1999) e um Torneio Rio-São Paulo (2000). Também esteve no clube, por empréstimo, em 2001 e em 2002.

Ainda em 2002 o meia foi para o Cruzeiro, onde se tornou o grande destaque da conquista do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro de 2003. No ano seguinte Alex conquistou mais um Campeonato Mineiro antes de ir para a Turquia.

Casos controversos

Ao elaborar esta lista preferimos nos concentrar nos exemplos incontestáveis. Isso explica o porquê de termos deixado alguns nomes de fora.

Não há controvérsias quanto a Raul Plassmann, por exemplo, ser o maior goleiro da história do Flamengo; mas, para muitos, Fábio (hoje no Fluminense) tomou o seu lugar como o maior da história do Cruzeiro.

O ex-meio-campista Toninho Cerezo é sem dúvida um dos maiores ídolos históricos do Atlético-MG, mas talvez não tenha jogado pelo São Paulo por tempo suficiente para ganhar esse mesmo estatuto no clube do Morumbi.

Romário marcou época no Vasco, onde começou a carreira e conquistou diversos títulos; sua maior identificação com o Flamengo, no entanto, faz com que alguns torcedores do Gigante da Colina ainda hoje se sintam desconfortáveis em ter o ''Baixinho'' como ídolo.

Há também o caso de Edmundo, sem dúvida um grande ídolo tanto no Vasco quanto no Palmeiras; mas não é certo que o ''Animal'' esteja no onze ideal de todos os tempos de ambas as instituições.

Uma última observação: nos restringimos aqui a atletas que foram grandes ídolos de dois dos doze tradicionais grandes clubes do país. Querendo ou não, são esses os clubes que mais contribuíram para tornar o Brasil a maior potência do futebol mundial.

A bet365 utiliza cookies

Nós utilizamos cookies para oferecer um serviço melhor e mais personalizado. Para mais informações, consulte a nossa Política de Cookies