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Paulo Coelho
  1. Futebol

Ilustres homens de letras brasileiros e suas paixões por clubes de futebol

Alguns dos grandes escritores do Brasil chamam a atenção também pela sua relação com um determinado clube de futebol.

Onde quer que o futebol seja uma parte importante da cultura nacional é possível encontrar exemplos de escritores amantes desse esporte.

Selecionamos aqui a relação entre alguns homens de letras brasileiros e seus respectivos clubes do coração.

João Cabral de Melo Neto e o América-PE

Começamos falando de um dos maiores poetas da língua portuguesa, nascido em Recife em 1920 e falecido no Rio de Janeiro em 1999, e cuja obra mais conhecida é Morte e vida severina (1955) — adaptada para o teatro e depois para o cinema e a TV.

A relação de João com o futebol era intensa. Em 1935, atuou como meio-campista no time juvenil do clube pelo qual torcia, o América do Recife, e nesse mesmo ano (de fato, no mesmo torneio) foi campeão juvenil por outro clube da cidade, o Santa Cruz.

Dos seus poemas futebolísticos, vale mencionar ''O torcedor do América F.C.'' e as homenagens aos jogadores Ademir de Menezes e Ademir da Guia. Segundo sua viúva, Marly de Oliveira, o assunto preferido de João em seus últimos dias de vida era o América.

Ariano Suassuna e o Sport

Nascido em 1927 em João Pessoa, Ariano Suassuna exerceu diversos papéis enquanto homem de letras, mas tem como sua obra mais conhecida a peça teatral Auto da Compadecida (1955) — adaptada com sucesso para a TV e o cinema.

Embora fosse natural da Paraíba, mudou-se ainda novo para a capital do Pernambuco, Recife, onde se apaixonou pelo Sport. É por esse motivo que frequentemente era visto trajando as cores do Leão da Praça da Bandeira — o vermelho e o preto.

Em 2015, um ano após o seu falecimento, o Sport instituiu em sua homenagem a Taça Ariano Suassuna. Tendo sido realizado quatro vezes, este era um torneio de pré-temporada no qual a equipe brasileira recebia alguma de outro país sul-americano.

Ziraldo e o Flamengo

Ziraldo

Ziraldo nasceu em 1932 em Caratinga, Minas Gerais, e, como escritor e cartunista, se consagrou como autor infantil. É ele o criador do Menino Maluquinho, que surgiu como livro em 1980 e depois se tornou revista em quadrinhos e foi adaptado para diversas mídias.

Tendo se tornado flamenguista graças ao rádio, homenageou o Rubro-Negro da Gávea com O mais querido do Brasil em quadrinhos (2009). Seria um erro, no entanto, chamá-lo de fanático, pois Ziraldo também celebrou em quadrinhos outros clubes — inclusive o Vasco.

A sua afeição pelo Flamengo se faz notar de forma mais evidente no seu trabalho como ilustrador: em 2012, ele criou a logomarca oficial para o centenário do futebol do clube; e, em 2016, foi convidado para criar um painel no CT Ninho do Urubu.

Paulo Leminski e o Athletico-PR

O curitibano Paulo Leminski nasceu em 1944 e faleceu em 1989. É mais conhecido como compositor e poeta, embora uma de suas obras mais significativas seja um livro de prosa experimental, Catatau (1975).

Este paranaense tem uma história quase inacreditável relacionada a futebol: embora fosse torcedor declarado do Atlético, em 1985 aceitou um pedido do jornalista Zé Beto, da Placar, para escrever uma homenagem ao título do Campeonato Brasileiro do Coritiba.

De qualquer forma, a torcida do Furacão o idolatra. Entre as faixas que os rubro-negros já utilizaram para homenagear Leminski, encontra-se uma na qual a sua imagem aparece junto do título de um de seus livros de poesia: Distraídos venceremos (1987).

Paulo Coelho e o Vasco

Paulo Coelho

Este carioca nascido em 1947 é bastante conhecido por ser o autor de O alquimista (1988), um dos livros mais vendidos no mundo em todos os tempos. Outras de suas obras célebres são O diário de um mago (1987) e Veronika decide morrer (1998).

Embora seja um típico cidadão do mundo, Paulo Coelho afirma que o Vasco é o único clube pelo qual sofre. Em 2015, chegou a postar no Twitter que, se o Gigante da Colina fosse rebaixado no Brasileirão (o que acabou acontecendo), ficaria nu na neve.

Antes de se tornar famoso com seus livros, Paulo foi coautor de diversas canções com o lendário Raul Seixas. Uma delas é ''Eu nasci há dez mil anos atrás'' (1976), que na voz da torcida vascaína nas arquibancadas virou ''Eu nasci amando o Vasco demais''.

Outros casos de amor

A fim de não repetir nomes de clubes, preferimos não entrar em detalhes aqui a respeito da paixão do paraibano José Lins do Rego pelo Flamengo e a do mineiro Carlos Drummond de Andrade pelo Vasco.

Outros que merecem ser lembrados são o colorado Luis Fernando Verissimo e o santista José Roberto Torero. Mas, como se vê, faltaria-nos espaço para fazer justiça a todos os escritores brasileiros infectados pelo que o inglês Nick Hornby chamaria de ''febre de bola''.

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