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Gerson (Flamengo)
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Gerson e o sonho de voltar à seleção

Em sua melhor fase desde que voltou ao Brasil, o «coringa» se posiciona novamente como candidato a representar o selecionado nacional.

No início deste ano deu-se o retorno de Gerson ao Flamengo após uma temporada e meia no futebol francês.

Desde então este polivalente meio-campista vem se afirmando como o principal atleta do rubro-negro da Gávea.

A pergunta a que buscaremos responder neste artigo é Será isso o bastante para que o vejamos de volta à seleção?.

O «coringa» cria asas

Em janeiro de 2023, o Flamengo oficializou o repatriamento de Gerson. O atleta, então com 25 anos, foi comprado do mesmo clube para o qual havia sido vendido em junho de 2021: o Olympique de Marseille. O valor desembolsado para readquiri-lo, como destacou o jornalista Paulo Vinicius Coelho, foi o maior já pago por um clube brasileiro.

Por aqueles dias foi publicada no ge uma retrospectiva de Fred Gomes sobre os meses em que esse fluminense de Belford Roxo esteve em Marselha. Embora àquela altura já fosse conhecido como «coringa» por sua versatilidade tática, Gerson se tornou ainda mais polivalente no futebol francês sob o comando do argentino Jorge Sampaoli.

Se entre 2019 e 2020 pudemos vê-lo em quase todas as posições no meio de campo do urubu comandado pelo português Jorge Jesus, entre 2021 e 2022 ele jogou não só como segundo volante e meia nos olympiens mas também como ala e falso 9. Como resumiu Gomes, só lhe faltou exercer as funções de goleiro, zagueiro e lateral-direito.

Um recomeço difícil

Era bastante lógico que Gerson fosse utilizado principalmente como segundo volante em seu retorno ao Brasil. Foi principalmente como um camisa 8 que ele se destacou em sua primeira passagem pelo rubro-negro da Gávea. E foi para exercer tal função que Tite o incluiu em duas listas de convocados para a seleção principal em 2021.

O primeiro trimestre deste ano foi difícil para ele, em parte devido a questões de ordem disciplinar. Por mais controversa que tenha sido a sua expulsão contra o Al-Hilal em 7 de fevereiro pela semifinal do Mundial de Clubes, não podem ter sido obra do acaso os quatro cartões amarelos seguidos que recebeu entre fevereiro e março.

Mas o principal problema foi de ordem física. Como Fred Gomes destacou em fins de março, o «coringa» se lesionou no tornozelo direito em 15 de fevereiro e passou por situações que intensificaram esse problema. Gomes observou ainda a sua falta de ritmo de jogo, pois, com o croata Igor Tudor no comando do OM, Gerson era reserva.

Um reencontro afortunado

Até aquele momento o Flamengo tinha como treinador Vítor Pereira, demitido em 11 de abril. Pela sua evolução física, Gerson provavelmente apresentaria um desempenho melhor a partir de então mesmo se o português tivesse permanecido. Mas não há dúvidas de que a contratação de Sampaoli só reforçou a sua importância e elevou a sua confiança.

Em meados de junho, Fred Gomes e Thayuan Leiras fizeram um resumo da ótima fase de Gerson. O belford-roxense passou a ter mais liberdade para atacar e, como consequência, marcou três gols e deu quatro assistências nas suas onze partidas desde a chegada do técnico argentino. (Nas dezesseis anteriores foram duas assistências e nenhum gol.)

Após a 10.ª rodada do Campeonato Brasileiro (a última antes da parada de junho para jogos de seleções), Gerson só estava atrás do atacante Tiquinho Soares, do Botafogo, na disputa pelo prêmio Bola de Ouro da ESPN. Embora ainda estejamos no início do segundo semestre de 2023, tudo indica que será ele o craque do Flamengo na temporada.

A concorrência na canarinho

A partir daí podemos traçar perspectivas quanto a um possível retorno de Gerson à seleção brasileira. Se considerarmos que ele ainda é acima de tudo um segundo volante, seus principais concorrentes hoje seriam Bruno Guimarães, do Newcastle, e Fred, do Manchester United (embora este não venha sendo convocado por Ramon Menezes).

O «coringa» não veste a camisa verde e amarela desde novembro de 2021. Em maio daquele ano, quando era enorme a cobrança por parte de jornalistas esportivos para vê-lo na seleção (sua primeira convocação viria apenas em agosto), Gustavo Hofman publicou em seu blog na ESPN uma análise sobre pontos fortes e fracos de Gerson.

Hofman comentou que, a fim de dar a Neymar maior liberdade, quem quer que fosse o segundo volante do Brasil seria bastante exigido defensivamente. Nisso Fred (e também Douglas Luiz, do Aston Villa) levava vantagem sobre Gerson. Outro ponto a favor do atleta do Manchester United era uma maior capacidade de acelerar o jogo.

Superando a desconfiança

Os dois pontos acima refletem a percepção de que a Série A ainda está bastante atrás das grandes ligas europeias em termos de intensidade e velocidade (as duas palavras de ordem do futebol moderno). É por isso que os jornalistas mais atentos a questões táticas têm sempre ressalvas a fazer em relação a atletas que se destacam por aqui.

No caso de Gerson, essa situação se agrava por ele ter feito pouco sucesso na Roma e na Fiorentina entre 2016 e 2019. A fim de superar quaisquer ressalvas que ainda haja a seu respeito e realizar o sonho de voltar a defender o Brasil, o «coringa» precisará ser muito regular neste seu ano de retorno ao futebol brasileiro.

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