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Fórmula 1: Terá a Mercedes resolvido os problemas?

Os silver arrows estão a ter resultados satisfatórios em Miami, depois das melhorias aplicadas ao W13.

George Russell foi o mais rápido na segunda sessão de treinos livres, algo que o jovem piloto acredita se deve mais ao tipo de pista e às condições desta, do que aos melhoramentos introduzidos no monolugar da Mercedes esta semana.

Numa tentativa de melhorar o seu desempenho decepcionante até agora nesta temporada e erradicar os problemas, os silver arrows fizeram alterações nas asas do monolugar, que revelaram na sessão de 'show and tell' de Miami, que é agora característica em todas as provas.

Na asa dianteira têm uma nova placa cujo desenho melhora a sua eficiência, ao reduzir a diferença de pressão entre as superfícies superior e inferior na ponta da asa. A segunda alteração parece ser a principal, com uma asa traseira totalmente nova e mais pequena para reduzir o downforce.

De oito vezes campeões consecutivos de construtores, a Mercedes parece estar fora das contas para o título deste ano e tem 10/1 odds de dar a volta e vencer pela nona vez.

Na lista dos pilotos, George Russell e Lewis Hamilton estão, neste momento, 37 e 58 pontos respectivamente, atrás do líder Charles Leclerc que tem 11/10 odds de ser campeão.

O problema do efeito oscilatório

O porpoising tem sido a principal dor de cabeça para a Mercedes, não permitindo que os seus pilotos retirem o potencial do W13, com a equipa a admitir que por vezes o carro não está apto a ser conduzido.

Por isso mesmo, Andrew Shovlin, responsável da Mercedes garante que têm trabalhado bastante para tentar diminuir este efeito e que até o conseguirem fazer com sucesso, não faz sentido actualizar outras áreas do W13.

“Sendo realistas, pensamos que isto será algo que vamos abordar por etapas, em vez de um grande momento”, explicou, acrescentando que é fundamental testar em pista todas as potenciais soluções.

Também Toto Wolff deixou claro que “sem qualquer teste, cada fim de semana de corrida é um pouco uma experiência ao vivo”, porque “não se pode replicar a oscilação que vemos na pista no túnel de vento”, acrescentando que “é como nos velhos tempos, é um pouco de tentativa e erro para perceber o que é que realmente acontece”.

O homem forte da escuderia britânica adiantou que iam haver actualizações ao carro este fim de semana, mas lembrou que a solução não se encontra de um dia para o outro: “o desempenho do carro, não o vamos desbloquear de um fim de semana para o outro”.

Planear o futuro

Além do porpoising, o W13 tem tido dificuldades em levar os pneus à temperatura ideal, mas este problema parece ter sido ultrapassado no circuito de Miami, devido às altas temperaturas aliadas às curvas lentas.

“Esta é a primeira corrida realmente quente da época. Por isso, com certeza, isso tem sido um grande factor”, afirmou Russell que tem 10/1 odds de vencer amanhã, enquanto o seu companheiro de equipa Lewis Hamilton tem 16/1 odds da vitória.

Em declarações ao jornal austríaco Österreich, Wolff afirmou que a equipa precisa de compreender e resolver todas os problemas com este carro, dado que tudo o que estão a testar e a aprender agora, serve de base para o próximo ano.

“Quanto mais cedo sairmos disto, melhor”, concluiu.

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