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Fórmula 1: O que é o tão falado Halo?

Saiba tudo sobre o Halo, a proteção do cockpit criada para trazer segurança aos pilotos na F1 e que tem salvado vidas no esporte.

Em 2018, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) decidiu que todos os carros da Fórmula 1 deveriam adaptar a proteção de cockpit e implementou o halo como peça obrigatória aos carros para maior segurança dos pilotos.

O dispositivo, que traz uma proteção extra aos pilotos protegendo sua cabeça contra possíveis atritos, gerou muitos debates e, na época, nove das dez equipes da grid votaram contra o acessório. No entanto, atualmente o halo está estabelecido com o aval das construtoras e vem evitando situações graves.

Desde então o halo tem sido instalado em vários esportes motorizados, desde as Fórmulas 2, 3 e E além da Indy Lights.

Mas como ele surgiu e como funciona? Saiba toda a informação sobre o halo.

O que é o halo?

Halo é um sistema de proteção que consiste em uma barra curva, feita de titânio, colocada para proteger a cabeça do piloto e para suportar impactos em casos de capotamento. Ela envolve a cabeça do motorista e é conectada por três pontos ao chassi do veículo, ficando exatamente na frente dos participantes da F1, no cockpit.

Essa foi uma das razões por que o halo gerou tanta polêmica com muita gente defendendo que obstrui a visão do piloto. Hoje em dia, e após muitos testes, foi comprovado o contrário: o halo ajuda na distribuição da luz favorecendo a visibilidade.

Quanto pesa o halo da Fórmula 1?

A peça foi desenvolvida com uma alta resistência à tração e uma desejável resposta na relação de resistência/peso. A peça ainda é feita de titânio, para suportar impactos de até 12 toneladas. Essas características fazem com que o acessório pese 14 kg, embora na versão original pesasse apenas sete. Isto porque a cada temporada, a FIA analisa o desempenho da peça a partir dos acidentes com os pilotos e faz atualizações de segurança.

Benefícios técnicos do halo

Introduzir alterações está sempre sujeito a críticas e um acessório tão grande não seria exceção. Assim, a FIA realizou inúmeros testes durante 2016 e 2017, examinando três cenários fundamentais em caso de colisão, antes de oficializar o uso da peça, no ano seguinte.

Alguns dos benefícios apresentados foram:

- em caso de colisão entre dois veículos: o halo foi capaz de suportar 15 vezes a carga estática da massa total e de reduzir significativamente o potencial de ferimentos para o piloto.

- em acidentes entre o carro e objetos externos, como destroços, os testes mostraram que o halo consegue desviar grandes objetos além de fornecer maior proteção contra detritos menores.

- em colisões entre o carro e o ambiente circundante, o acessório mostrou ser capaz de evitar, em muitos casos, o contato do capacete com uma barreira ou um muro.

Note-se que o halo não é fabricado pelas construtoras, mas é desenvolvido por três fabricantes externos, escolhidos e aprovados pela FIA, e tem a mesma especificação para os veículos de todas as equipes.

A importância do halo em acidentes recentes

A peça tem-se mostrado fundamental e são vários os exemplos de situações em que salvou a vida de um piloto.

Uma dessas ocasiões foi no GP da Itália, em 2021, quando Max Verstappen e Lewis Hamilton chocaram, com o carro do holandês passando por cima do piloto da Mercedes e se não fosse pelo halo, o pneu do Red Bull teria acertado a cabeça ou o pescoço de Hamilton.

Assim, o heptacampeão mundial não teve ferimentos e ficou apenas com dores no pescoço após o choque, com o chefe da equipe Mercedes, Toto Wolff, afirmando que o halo “salvou 100% a vida de Hamilton”. Também o piloto britânico, originalmente um dos opositores da peça, agradeceu seu uso: “Honestamente me sinto abençoado hoje. No fim das contas, o Halo salvou meu pescoço. Acho que nunca fui atingido na cabeça por um carro antes, o que me deixou um pouco assustado, e eu estou no automobilismo há muito tempo. Então muito grato por ainda estar aqui”.

Esta temporada, a Fórmula 1 teve mais um exemplo da importância do halo. No Grande Prêmio da Inglaterra, George Russell, da Mercedes, tocou na roda direita de Zhou Guanyu logo na largada e o Alfa Romeo capotou, deslizando de ponta-cabeça para fora da pista, onde passou por cima da barreira de pneus para bater em alta velocidade nas grades de proteção.

Graças ao halo, o piloto chinês não teve ferimentos graves nem sequer ficou inconsciente, tendo tido alta do hospital no próprio dia.

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