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Luís Castro
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Existe futuro para Luís Castro no Botafogo?

Perto de completar um ano à frente do Alvinegro de General Severiano, Luís Castro se vê no momento mais delicado até aqui.

[Artigo originalmente pulicado em 20 de março de 2023.]

No próximo 25 de março fará um ano desde que Luís Castro foi anunciado como o técnico do Botafogo. Escolhido a dedo pelo próprio John Textor — o americano proprietário da SAF —, o português chegou como parte de um projeto de reestruturação.

Se as oscilações no desempenho do time até o ano passado pareciam parte natural desse processo, os resultados e o futebol apresentados no primeiro trimestre de 2023 vêm fazendo com que Castro seja cada vez mais questionado interna e externamente.

Preparando o terreno

Antes de Castro havia Enderson Moreira. Este, embora tenha comandado o Botafogo campeão da Série B de 2021, foi demitido em 11 de fevereiro do ano passado. Nas semanas seguintes a equipe teve como técnico interino o auxiliar Lúcio Flávio.

Em 17 de abril se deu a estreia oficial do atual comandante, em vitória sobre o Ceará pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Nessa volta à elite nacional, o Fogão foi o 11.º colocado, com 53 pontos conquistados (46% de aproveitamento).

31 desses pontos vieram quando o mando de campo era do adversário, e os demais (naturalmente) quando o mando era do Glorioso. Isso fez com que o time terminasse simultaneamente como o terceiro melhor visitante e o terceiro pior mandante.

Apesar de seus 38% de aproveitamento em casa, o Alvinegro de General Severiano chegou à última rodada da Série A ainda com chances de se classificar à Copa Libertadores. Esse era, portanto, o grande objetivo a ser perseguido para o ano seguinte.

Circunstâncias indesejadas

Na primeira janela de transferências do ano passado foram contratados treze jogadores, e na segunda mais dez. Não é de surpreender que, ao fim de 2022, não tenha sobrado quase ninguém do time que conquistou a segunda divisão de 2021.

Nesta primeira janela de 2023 chegaram menos reforços, mas a princípio o único grande nome que não permaneceria seria o atacante Júnior Santos. O Botafogo quis prorrogar o seu empréstimo junto ao Sanfrecce Hiroshima; o clube japonês só aceitava vendê-lo.

Em fins de janeiro viu-se a saída de Jeffinho. O então titular da ponta esquerda foi vendido para os franceses do Lyon, que têm Textor como acionista majoritário. Embora esta tenha sido a maior venda da história do Botafogo, a torcida se sentiu compreensivelmente traída.

Também houve questões de ordem médica. O meia Lucas Fernandes sofreu uma lesão muscular antes do primeiro jogo da temporada e só reestreou no fim de fevereiro, em derrota para o Flamengo já pela nona rodada do Campeonato Carioca.

Ainda mais grave foi o caso de Patrick de Paula. Nesse mesmo clássico contra o Flamengo, o volante (que enfim parecia ter se firmado no onze inicial) sofreu lesão no joelho esquerdo que o deixará fora de qualquer partida até 2024.

Os desafios dentro de campo

A estreia dos titulares em 2023 foi em 19 de janeiro, na vitória por 2 x 1 sobre o Volta Redonda pela segunda rodada do estadual. Em 29 de janeiro o Botafogo jogou o seu primeiro clássico, quando derrotou o Fluminense por 1 x 0 (gol de Victor Sá).

As coisas pareciam estar se encaixando até 16 de fevereiro, quando o time perdeu para o Vasco por 2 x 0 em jogo atrasado pela quinta rodada da Taça Guanabara. O compromisso seguinte foi a já mencionada derrota para o Flamengo, por 1 x 0, em 25 de fevereiro.

Nesses dois reveses seguidos os homens de Castro revelaram falta de autorregulação emocional. Contra o Corvo, Adryelson e Rafael foram expulsos; contra o Urubu (que jogou com um time reserva), Joel Carli, Tiquinho Soares e Marçal receberam o vermelho.

Outro problema vem sendo a enorme dificuldade de fazer gols. Nas onze rodadas da primeira fase do estadual, os da Estrela Solitária chegaram às redes adversárias 13 vezes (1,18 por jogo). Não admira não terem se imposto contra equipes claramente inferiores.

Os dois principais exemplos do que acabamos de dizer foram o 1 x 1 com o Sergipe que classificou os cariocas à segunda fase da Copa do Brasil e o 1 x 0 a favor da Portuguesa da Ilha do Governador que acabou com as chances do Botafogo no campeonato estadual.

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Dias contados?

Com tudo o que se passou de fevereiro para cá, Luís Castro chegou com pouca credibilidade ao encontro com o Brasiliense, na quarta-feira passada, pela Copa do Brasil. A vitória nesse jogo pelo inverossímil placar de 7 x 1 parece ter lhe dado uma sobrevida.

De modo geral, o ponto forte vem sendo a defesa. A derrota para o Vasco foi a única vez em 2023 que o Alvinegro levou mais de um gol em um mesmo duelo, e em quatorze partidas até aqui foram apenas sete sofridos (o que equivale a 0,50 por jogo).

Esses últimos dados nos sugerem que ainda há tempo até o início da Série A (em meados de abril) para o time evoluir. Mas, por ora, talvez seja mais sensato deixar de lado qualquer conversa sobre um possível retorno à Libertadores já no ano que vem.

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