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Europeu: Momentos clássicos 3

Enquanto esperamos por junho, revemos algumas das histórias mais marcantes da competição continental, como o bicampeonato da Espanha em 2012.

Antes da nova edição do Europeu, recordamos a glória espanhola, quando La Roja se tornou a primeira seleção a vencer três grandes torneios internacionais consecutivos.

Então campeões europeus e mundiais, o time chegou no torneio da Polônia e Ucrânia como favorito e todos os olhos estavam voltados para a geração de ouro da Espanha, comandada por Vicente del Bosque.

Grupo difícil

Sorteada no Grupo C ao lado de Itália, Croácia e República da Irlanda, a oposição da Espanha na fase de grupos testaria suas credenciais de favorita do torneio, ainda que não se tratasse exatamente de um "Grupo da Morte".

Sem dois membros importantes do elenco que foi campeão mundial - David Villa e Carles Puyol, ambos lesionados - Fernando Torres foi escalado para o torneio em detrimento de Roberto Soldado e Gerard Piqué passou a ser o parceiro de Sergio Ramos na zaga.

Mas quem seria o líder da equipe de Del Bosque? Contra a Itália, em Gdansk, Cesc Fàbregas foi escolhido à frente de Torres e Álvaro Negredo para desempenhar o papel de artilheiro, e provou ser uma aposta acertada, quando marcou o gol do empate e evitou o pior na partida de estreia.

Depois do empolgante confronto com os italianos, a Espanha goleou a Irlanda por 4 a 0, e Torres justificou sua escolha com um gol em cada tempo. Com pouco menos de mil passes, o jogo foi uma demonstração de precisão brutal da Espanha na posse de bola, e da capacidade de quebrar os adversários com seu ciclo incessante de movimentos.

O domínio territorial se repetiu contra a Croácia, mas a equipe de Slaven Bilic foi um osso bem duro de roer.

Sem conseguir marcar até aos 87 minutos, os espanhóis pareciam prestes a perder a liderança do Grupo, até que a magia de Andrés Iniesta – constante durante todo o torneio - quebrou a determinação da Croácia. Segurando sua corrida para não ficar em fora de jogo, ele pegou o passe de Fabregas e o entregou a Jesus Navas para o gol da vitória.

Franceses derrotados

No primeiro encontro competitivo entre as duas equipes desde que a França venceu nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2006, a Espanha queria a revanche e Les Bleus estavam desesperados para acabar com o reinado espanhol.

Precisa e decidida com a bola, La Roja era capaz de desarmar o bloco francês sempre que quisesse, com uma série de passes hipnotizantes.

Em uma partida repleta de talentos individuais, Xabi Alonso se destacou abrindo o placar com uma cabeçada no primeiro tempo e completando a vitória com um pênalti para garantir a vaga da Espanha nas semifinais.

Duelo de vizinhos

Agora, o adversário era Portugal, e essa não era uma partida em que a Espanha pudesse exibir sua marca tiki-taka, mas uma em que precisava ser prática e neutralizar o incrível Cristiano Ronaldo.

O que se seguiu foi um jogo tenso e nervoso, em que os homens de Del Bosque estavam tendo dificuldades para controlar o jogo contra a alta energia dos portugueses.

Na prorrogação, La Roja reagiu e se impôs, mas acabou frustrada na frente do gol e o jogo seguiu para os pênaltis.

O primeiro na disputa foi Xabi Alonso... mas Patrício salvou. O espanhol procurou Iker Casillas para salvá-lo e o companheiro de equipe do Real Madrid fez isso mesmo, mergulhando para a direita para defender o pênalti de João Moutinho.

Cinco pênaltis foram marcados em seguida, antes de Bruno Alves dar um passo à frente, nervoso. O zagueiro acertou a trave, deixando para Fàbregas a responsabilidade de garantir a passagem de sua equipe para a final em Kiev, que ele não desperdiçou.

A grande final

"Eles são chatos", afirmaram os críticos ao discutir a evolução da Espanha no Europeu de 2012. Apesar de estar à beira de uma histórica terceira vitória consecutiva em um grande torneio, La Roja era alvo de críticas por seu estilo possessivo de jogo.

Com uma média de 1,8 gols, e metade de sua contagem feita no jogo contra a República da Irlanda, era fácil entender as críticas, mas a filosofia da Espanha era simples: manter a bola longe do adversário. E se eles minimizam o número de chances que o adversário pode criar ao reter a bola, então um gol é suficiente para vencer, como ficou evidente no Mundial, com a vitória de 1 a 0 em todas as quatro partidas eliminatórias.

Talvez acirrada pelas críticas, o desempenho da Espanha na final foi tudo menos entediante e o mundo pôde testemunhar La Roja em seu melhor momento.

As constantes trocas de bola, a movimentação indetectável e os passes precisos travaram totalmente a Itália. Iniesta brilhou, ditando os procedimentos em harmonia com seu cúmplice Xavi, e criando a brilhante jogada do gol inaugural de David Silva.

A Espanha dobrou a vantagem minutos antes do intervalo, e a Itália se esforçou para permanecer na disputa, mas suas esperanças foram frustradas quando Thiago Motta, seu terceiro substituto, se lesionou, forçando a equipe de Cesare Prandelli a jogar a última meia hora com 10 homens.

Pouco antes do final da partida, Xavi tomou a iniciativa e arquitetou os dois gols seguintes de seu time para cravar a goleada final.

A melhor de todos os tempos?

Nenhum país havia vencido três grandes torneios consecutivos ou feito o bis no Europeu, mas com uma equipe de talentos excepcionais e uma mentalidade de elite, Del Bosque forjou uma potência incomparável, reformulando os elementos táticos do futebol internacional com seus métodos não convencionais.

A Espanha, que sempre ficava aquém das expectativas, chegou ao topo e a seleção de 2008-2012 entrou para a história como o time internacional mais dominante de sempre.

Europeu

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