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''El Cholo'' Simeone segue fazendo história

Já se passaram mais de 4000 dias desde que Simeone tornou-se o técnico do Atlético de Madrid — quase 11 anos de ''jogo a jogo'' na pele.

[Traduzido e adaptado de ''El Cholo sigue haciendo historia''.]

Muita água rolou desde aquele 23 de dezembro de 2011, quando o Atlético de Madrid tinha sido eliminado apenas dois dias antes pelo Albacete (que na época disputava a segunda divisão espanhola) na quarta fase da Copa del Rey.

Na época o torneio era disputado em jogos de ida e volta, e as equipes grandes tinham a opção de fazer o segundo jogo em casa. Pois o Albacete não só venceu na ida, por 2 x 1, como na volta — 1 x 0 no antigo estádio Vicente Calderón.

Gregorio ''Goyo'' Manzano foi então despedido do comando técnico atleticano, visto que tampouco na liga as coisas iam bem (estavam em sexto naquele momento). O comando da equipe passaria para um argentino que foi ídolo da torcida em seus tempos de jogador.

Diego Simeone chegou em Madri depois de seis meses dirigindo o Racing de Avellaneda, onde perdeu apenas dois de dezenove jogos e se classificou à Copa Sul-Americana de 2021 — quebrando um jejum de nove anos da Academia sem ir a um torneio internacional.

Veni, vidi, vici

Seu primeiro jogo à frente dos Colchoneros foi em 7 de janeiro de 2012, um 0 x 0 com o Málaga no Rosaleda. É verdade que a vitória não veio, mas o resultado não só lhes valeu um ponto como empoderou a sua defesa.

Com o tempo, o onze inicial do Atlético de Simeone passaria a ser conhecido por todos: Thibaut Courtois; Luis Perea, Diego Godín, Álvaro Domínguez e Filipe Luís; Tiago, Gabi, Juanfran, Diego e Eduardo Salvio; Radamel Falcao García.

A estreia no Vicente Calderón, essa sim, foi com vitória. Em 15 de janeiro, a equipe derrotou o Villarreal por 3 x 0 (dois gols de Falcao García e um de Diego).

Aquela temporada não poderia ter terminado melhor. Na Liga Europa, os madrilenhos deixaram para trás equipes como Lazio, Beşiktaş, Hannover 96 e Valencia antes de chegar à final, em 9 de maio, na Romênia, contra o Athletic de Bilbao de Marcelo Bielsa.

Não era apenas mais um jogo: era o regresso do Atleti a uma final europeia e um duelo entre dois treinadores argentinos (sendo Bielsa uma das grandes referências de Simeone na carreira).

Dois gols de Falcao García e um de Diego deram ao Atlético de Madrid a sua segunda Liga Europa. Isso mostrou o acerto dos seus dirigentes na escolha do técnico criado no bairro bonaerense de San Nicolás.

Em 31 de agosto viria a conquista da Supercopa da Europa. Em partida realizada em Mônaco, os comandados de Simeone golearam o Chelsea por 4 x 1, com três gols de Falcao García e um de Miranda.

Fiel a uma filosofia

Desde o primeiro dia em que pronunciou o seu célebre ''jogo a jogo'' (22 de janeiro de 2012, quando de vitória sobre a Real Sociedad fora de casa por 4 x 0), essa filosofia continua firmemente estabelecida no imaginário colchonero — mesmo quatro mil dias depois.

O impacto da era Simeone vai além dos títulos conquistados. Trata-se de um legado gigantesco se compararmos onde o Atlético de Madrid se encontrava antes de sua chegada e onde se encontra agora.

Há uma década a equipe arrebata títulos do Real Madrid e do Barcelona. Vide a Copa del Rey 2012–13, em final com os Merengues, ou a Liga 2013–14, após empate fora de casa na última rodada com os Blaugranas (que teriam sido os campeões se tivessem vencido).

Mas o Atlético se fez grande também na Europa, o que já é outra coisa. Os Colchoneros são um rival que todos querem evitar na Liga dos Campeões, tendo protagonizado eliminatórias lendárias, por exemplo, contra o Liverpool e o Manchester City.

Apesar disso, é justamente a maior das competições entre clubes da UEFA o espinho cravado em grande parte da torcida e inclusive em Simeone. A equipe perdeu as finais de 2014 e 2016, e em ambas as ocasiões para ninguém menos que o Real Madrid.

O Atlético hoje

Certamente o Atleti e ''el Cholo'' passam por seu momento mais difícil, tendo em vista a prematura eliminação na Liga dos Campeões e o atual quinto lugar em LaLiga (a treze pontos do líder). Sem falar que a equipe vem de uma temporada sem títulos.

O time também demonstra ter dúvidas em relação ao seu jogo, e os resultados vêm sendo muito distantes do que deveria ser a realidade do clube — vide as derrotas para o Cádiz e o Mallorca na liga. Assim, a Copa del Rey deve ser o foco para o restante de 2022–23.

Há que observar também os problemas com alguns jogadores, entre eles peças-chave como o atacante português João Félix. Inclusive já há torcedores que chegaram a duvidar da continuidade de Simeone. Este, apesar de tudo, tem contrato até 2024.

Títulos de Diego Simeone como técnico do Atlético de Madrid

. LaLiga: 2013–14 e 2020–21
. Copa del Rey: 2012–13
. Supercopa da Espanha: 2014
. Liga Europa: 2011–12 e 2017–18
. Supercopa da Europa: 2012 e 2018

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