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Conseguirá Nenê elevar o padrão do Papo?

Sem sua principal referência técnica, o Juventude tem alternado bons e maus momentos.

Em 2023, apesar de seus mais de 40 anos, Nenê foi peça importante para o retorno do Juventude à elite do futebol nacional. Nos primeiros dois meses de 2024, com o meia se recuperando de lesão, o papo oscilou bastante. Conseguirá o «garotinho» liderar a equipe jaconera nos maiores desafios deste primeiro trimestre?

O Ju com e sem Nenê

Durante e após a mais recente Série B, discutiu-se se (e até que ponto) havia uma dependência do Juventude em relação a Nenê. Embora tenham lutado pelo acesso durante a maior parte do segundo turno —e de fato tenham terminado entre os quatro primeiros—, em matéria de gols marcados (42) os alviverdes terminaram apenas em oitavo. Já o seu principal meia, mesmo tendo participado de apenas 28 rodadas (de um total de 38), terminou em quarto no ranking dos atletas com mais participações diretas em gols (quatorze).

Dito isso, parece exagero falar em relação de dependência da equipe em relação ao «garotinho» de 42 anos: com ele em campo, os de Caxias do Sul conquistaram 56% dos pontos possíveis (47/84); sem ele, conquistaram 60% dos pontos (18/30). Mas a importância de um atleta não pode ser mensurada apenas quantitativamente; Nenê é uma referência dentro e fora de campo e foi o grande líder do ponto de vista técnico entre os jogadores que começaram a Segunda Divisão de 2023 sob o comando de Pintado e a terminaram sob o comando de Thiago Carpini.

Alternativas à «dependência»

Como é comum entre clubes recém-promovidos à Série A, o Juventude reforçou-se bastante na primeira janela de transferências da nova temporada. É verdade que foram-se embora não apenas Thiago Carpini mas também alguns dos atletas titulares durante a Série B (como o lateral-esquerdo Reginaldo e o volante Jean Irmer); mas chegaram, além do técnico Roger Machado, mais de dez reforços (como o ponta Lucas Barbosa e o centroavante Gilberto).

De todas as novidades, a que mais merece atenção levando em conta o assunto deste artigo é Jean Carlos. Hoje com 32 anos, o meia vindo do Ceará seria com quase toda a certeza o titular nos primeiros jogos da temporada porque Nenê encontrava-se lesionado desde 29 de outubro. E, mesmo após o retorno do camisa 10, era bem possível que o camisa 20 se mantivesse entre os titulares —desde que apresentasse um futebol convincente em janeiro e fevereiro—.

Bom início e queda de rendimento

Nas primeiras seis rodadas (de um total de onze) do Campeonato Gaúcho, Roger Machado e seus homens tiveram bom aproveitamento. Afora a derrota fora de casa para o São José, pela terceira rodada (1 x 0), a única partida em que o papo não conquistou os três pontos foi a derrota fora de casa para o Grêmio, pela quarta rodada (1 x 0).

Parecia muito bem encaminhado o objetivo de terminar entre os quatro primeiros colocados da primeira fase e, assim, chegar às quartas de final (que se disputa em jogo único) com a vantagem de jogar em casa e pelo empate. Mas, nas cinco rodadas finais, os alviverdes conquistaram apenas três pontos (três empates e duas derrotas).

Por terem perdido em casa para o Internacional na última rodada (2 x 1), os de Caxias do Sul terminaram a fase de grupos em quinto lugar. Além disso, àquela altura o time estava sem vencer havia seis jogos, porque se classificou à segunda fase da Copa do Brasil graças a um sofrido empate fora de casa (0 x 0) com os cearenses do Iguatu.

As duas grandes esperanças

Os jogos contra Iguatu e Inter foram os primeiros de Nenê em 2024. Em ambas as partidas o camisa 10 entrou por volta dos 65 minutos de jogo ao mesmo tempo em que Jean Carlos era substituído. Mas àquela altura o camisa 20 já havia provado o seu valor: terminou a primeira fase do Gauchão empatado com outro jogador do Juventude, o ponta Erick Farias, em primeiro no ranking de assistências (quatro). Logo, Roger poderia até escalar Jean Carlos e Nenê juntos nas quartas de final, contra o Guarany, em Bagé.

Na partida realizada anteontem o treinador do papo adotou uma postura teoricamente mais conservadora, com apenas Jean Carlos entre os titulares. Mas os visitantes se impuseram no estádio Estrela d’Alva por 4 x 0, e Nenê dessa vez nem sequer saiu do banco de suplentes. Nas semifinais (a serem disputadas em jogos de ida e volta) será a vez de encarar ninguém menos que o Internacional; antes disso, porém, os gaúchos de Caxias do Sul recebem os paraenses do Paysandu pela segunda fase da Copa do Brasil.

Escolhas cruciais

Nenê já aparenta ter condições de atuar por pelo menos 60 minutos, de modo que suas chances de ser escalado em um dos jogos decisivos dos próximos seis dias é considerável. Será que o «garotinho» conseguirá fazer ainda mais do que Jean Carlos vem fazendo (o que não é pouco)? Além disso, será que a torcida jaconera enfim terá a oportunidade de ver os dois meias em campo ao mesmo tempo?

Apenas Roger Machado pode responder a essas perguntas. Mas, considerando o quanto o técnico do papo vem sendo contestado ultimamente, sua permanência em Caxias do Sul está longe de ser uma garantia após o Campeonato Gaúcho. E, se o Juventude for eliminado da Copa do Brasil nesta semana, é quase certo que veremos outro homem à beira do gramado quando o Campeonato Brasileiro começar.

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