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Pep Guardiola (Manchester City)
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Como jogará o City com De Bruyne e Haaland de volta?

Sem o belga e o norueguês, Pep Guardiola encontrou diferentes papéis para outros atletas dos «Cityzens».

Em 2023–24, o treinador espanhol Pep Guardiola quase não pôde ter as suas duas maiores estrelas em campo ao mesmo tempo. Neste artigo especulamos sobre o futuro do Manchester City quando Kevin de Bruyne e Erling Haaland estiverem 100%.

As estrelas alfa e beta saem de cena

No dia 11 de agosto, quando o Manchester City visitou o Burnley pela 1.ª rodada da Premier League (vitória por 3 x 0), o belga de 32 anos Kevin De Bruyne precisou ser substituído no 23.º minuto ao sentir novamente o tendão que o levou a abandonar a final da Liga dos Campeões 2022–23 também no primeiro tempo.

Em 6 de dezembro, Erling Haaland atuou os 90 minutos da visita ao Aston Villa pela 15.ª rodada (derrota por 1 x 0). Dias depois ficamos a saber que o norueguês de 23 anos —autor de dezenove gols em 22 partidas na atual temporada— ficaria pelo menos algumas semanas fora devido a lesão em um dos pés.

Álvarez, um 2 em 1

Os infortúnios mencionados nos parágrafos anteriores realçaram a importância de um atleta que nem saiu do banco de suplentes na vitória sobre a Inter de Milão em Istambul. Estamos nos referindo ao atacante argentino Julián Álvarez, hoje com 23 anos (completa 24 ainda este mês), no clube desde o início da temporada anterior.

Nos quatro meses entre a lesão sofrida por De Bruyne e aquela sofrida por Haaland, Pep Guardiola fez de Álvarez uma espécie de «camisa 10» para servir (ou pelo menos abrir espaços) ao centroavante noruguês; mas, a partir do momento em que este se lesionou, foi o argentino quem se tornou a referência ofensiva.

Se considerarmos os compromissos de que tomou parte enquanto meia (nem sempre titular) entre 16 de agosto e 6 de dezembro, Álvarez apresentou média de 0,65 participação direta em gols por jogo (13/20). Nos de que participou como centroavante titular após a lesão de Haaland, sua média nesse quesito subiu para 1,14 (8/7).

Foden, um novo «dez»

Com Julián Álvarez atuando como atacante vimos o seu antigo papel passar a ser exercido por Phil Foden. Este atleta de 23 anos (presença habitual nas convocações da seleção inglesa) vinha sendo principalmente um ponta-direita, mas tem recebido muitos elogios desde que passou a atuar como meia centralizado.

Foden foi quase certamente o homem do jogo nas duas últimas partidas dos celestes em 2023: o 3 x 1 fora de casa sobre o Everton, em 27 de dezembro (quando marcou um gol e deu três passes-chave), e o 2 x 0 em casa sobre o Sheffield United, em 30 de dezembro (quando deu duas assistências e seis passes-chave).

Essas grandes atuações por parte de um jogador que já foi comparado a Andrés Iniesta levaram o ex-lateral-direito do Manchester City e hoje comentarista Micah Richards a defender que Foden deveria ser mantido em posições centrais do campo mesmo depois que De Bruyne estivesse plenamente recuperado.

Reajustes táticos

Em 7 de janeiro vimos o belga voltar aos gramados, no segundo tempo do 5 x 0 em casa sobre o Huddersfield Town (pela FA Cup), quando deu uma assistência. Seis dias depois, De Bruyne entrou no segundo tempo do 3 x 2 fora de casa sobre o Newcastle (pela Premier League), quando marcou um gol e deu uma assistência.

O próximo compromisso dos Cityzens será daqui a cinco dias, em visita ao Tottenham pela quarta fase da Copa da Inglaterra. As declarações de Guardiola após a mais recente vitória no St James’ Park deram a entender que De Bruyne outra vez será opção no banco de suplentes e Haaland outra vez não será relacionado.

Como jogarão os celestes uma vez que tanto o belga quanto o norueguês tenham se recuperado plenamente? Ainda haverá espaço para Álvarez entre os titulares (seja como atacante seja como meia)? E será que o catalão manterá Foden em zonas centrais do campo (mesmo que um pouco mais recuado)?

Alguém vai sobrar

As questões do parágrafo anterior só podem ser respondidas a partir de uma compreensão do esquema tático habitual do Manchester City. Se Guardiola seguir dando preferência ao 4-2-3-1, será quase impossível a titularidade de Álvarez como centroavante após o retorno de Haaland (provavelmente em fevereiro).

Nada mudará em relação às perspectivas de Álvarez para o ataque caso o treinador catalão volte ao 3-2-4-1 da temporada passada; nesse caso, porém, voltará a haver mais um homem além de De Bruyne exercendo o papel de meia centralizado. (Em 2022–23 esse homem foi o alemão Ilkay Gündogan, hoje no Barcelona.)

O português Bernardo Silva tanto pode atuar na ponta direita quanto em zonas mais centrais; em um e outro caso, é improvável que perca o estatuto de titular. E a essa altura não só Jack Grealish mas talvez até o belga Jérémy Doku pareçam escolhas mais lógicas do que Foden numa hipotética concorrência pela ponta esquerda.

Guardiola terá, muito em breve, um daqueles problemas que todo técnico gosta de ter. Se nenhum de seus maiores astros se lesionar gravemente daqui até maio, veremos com frequência Julián Álvarez ou Phil Foden entre os habituais suplentes. Não é à toa que os Cityzens contam com o plantel mais caro da Premier League.

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