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Giuliano
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Com ou sem Giuliano, o Santos é forte

Mesmo nos jogos em que não teve sua principal referência técnica, o «peixe» mostrou-se competitivo.

Giuliano foi o primeiro reforço anunciado pelo Santos para a temporada 2024, e em pouco tempo mostrou que seria o diferencial da equipe do ponto de vista técnico. Mas o alvinegro praiano sabe que não pode depender dele.

Um novo (e legítimo) «10»

Na temporada 2023, quem vestiu a camisa 10 do Santos Futebol Clube foi Yeferson Soteldo. Se considerarmos apenas seus atributos técnicos, o venezuelano é digno do número imortalizado por Pelé e depois utilizado por nomes como Giovanni e Paulo Henrique Ganso. Mas, por atuar como ponta, o «pequeno polegar» pouco se assemelha a esses atletas.

Em dezembro, após o rebaixamento para a Série B, Soteldo foi emprestado ao Grêmio. Naquele mesmo mês, o Santos anunciou a vinda de Giuliano; em janeiro, este recebeu das mãos do lendário Clodoaldo a camisa 10. O paranaense de 33 anos de fato tem tudo o que se espera de um meia clássico: visão de jogo, domínio de bola, passe, drible e finalização.

Ainda assim, sua chegada foi vista com desconfiança devido à temporada irregular que havia feito pelo Corinthians (quando por vezes não era levado em conta nem quando o meia titular, Renato Augusto, estava indisponível). Conseguiria ele repetir o bom futebol que o levou à seleção brasileira em seus tempos de Internacional (2009–10) e Grêmio (2014–16)?

Convencendo a torcida

Bastaram os dois primeiros jogos do Campeonato Paulista para Giuliano mostrar que 2024 seria um ano diferente tanto para ele quanto para o Santos. Em 20 de janeiro, o camisa 10 deu a assistência para o gol do venezuelano Rómulo Otero no 1 x 0 fora sobre o Botafogo de Ribeirão Preto; e, no dia 25, marcou dois gols no 3 x 1 em casa sobre a Ponte Preta.

Três dias depois, o Santos visitaria o Palmeiras. O técnico Fábio Carille considerou melhor deixar Giuliano entre os suplentes para não sobrecarregá-lo do ponto de vista físico. Naquela derrota por 2 x 1 no Allianz Parque, o paranaense entrou após o intervalo e sofreu lesão muscular que o deixaria fora por algumas semanas. Como o peixe se viraria sem ele?

Encarando o timão

O outro meia no elenco era Juan Cazares, que já havia sido titular contra o Palmeiras e o seria também nas partidas seguintes. Com o equatoriano, o Santos venceu o Água Santa por 1 x 0 (fora) e o Guarani por 2 x 0 (casa) antes de receber o Corinthians (que vinha de quatro derrotas e iria à Vila Belmiro sob o comando interino de Thiago Kosloski).

Naquele 7 de fevereiro o alvinegro praiano venceu por 1 x 0, mas presenciou o alvinegro paulistano ter mais posse de bola e mais finalizações no segundo tempo. Após o jogo, Carille foi perguntado se via o Santos como um dos favoritos ao título. Eis a resposta: «Estou muito feliz, mas ainda há coisas para melhorar. Vejo equipes mais prontas neste momento.».

Encarando o clube da fé

Uma das equipes que àquela altura pareciam mais prontas era o São Paulo, que no dia 4 de fevereiro conquistou a Supercopa Rei batendo o Palmeiras nos pênaltis. Não seria exagero, portanto, dizer que o grande teste para Carille e seus homens nesta primeira fase do Campeonato Paulista seria o San-São disputado no Morumbi em 14 de fevereiro.

Para este clássico, o técnico dos visitantes não só continuaria sem Giuliano como tampouco teria Cazares, que se lesionou ainda no primeiro tempo contra o Corinthians. As estatísticas da partida sugerem superioridade do clube da fé, que teve mais posse de bola (58%) e mais que o triplo de finalizações do peixe (20 contra 6). Ainda assim, este venceu por 1 x 0.

Enfim favorito?

Antes do início do Campeonato Paulista já seria questionável apontar o Santos como candidato ao título, que dirá favorito. Mas, após os triunfos em dois dos três clássicos —e a classificação às quartas de final com cinco rodadas de antecedência—, não há dúvidas de que o alvinegro praiano será uma das equipes a serem batidas na fase eliminatória.

Mesmo considerando que o desempenho durante a vitória sobre o São Paulo não foi de encher os olhos da torcida, Yago Rudá (ge) não se conteve e escreveu que o Santos passou «[d]e rebaixado no Brasileirão para time a ser batido no Campeonato Paulista». Carille discordava: «Está muito bom e muito legal [...], mas Palmeiras e São Paulo estão à frente».

Pontos fortes e uma incógnita

Para defender a tese de Rudá podemos citar atletas em boa fase. Na baliza, João Paulo ainda é dos melhores no Brasil; nas laterais, Aderlan (pela direita) e Felipe Jonathan (pela esquerda) têm se mostrado eficazes; na zaga, Gil e Joaquim têm sido sólidos; no meio-campo, João Schmidt e Diego Pituca formam dupla de volantes digna de Série A.

Mas ainda não sabemos se o principal centroavante será o argentino Julio Furch, Willian Bigode ou o colombiano Alfredo Morelos. Eis como Giuliano os analisou na pré-temporada: «Com o Furch, já deu para ver que faz o pivô e abre espaço; o Willian abre mais espaço saindo da área para a entrada dos meias; Morelos gosta de finalizar e faz o “facão”.»

Talvez Carille só escolha o seu «9» quando tiver o seu «10» plenamente recuperado. Giuliano voltou a treinar, mas não foi relacionado para a vitória de ontem (1 x 0) sobre o São Bernardo no Morumbi pela antepenúltima rodada da fase de grupos do Paulistão. Sem ele, o Santos manteve-se como candidato ao título; com ele, será um dos favoritos.

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