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Chico Buarque
  1. Futebol

Cantores brasileiros que poderiam ter sido jogadores de futebol

Entre casos conhecidos e outros nem tanto, há bons exemplos de músicos brasileiros que poderiam ter seguido um rumo muito diferente.

O futebol e a música são as duas principais expressões da cultura brasileira e aquilo que mais fazem o país ser reconhecido e admirado no exterior.

Alguns jogadores de futebol chegaram mesmo a fazer parte da indústria fonográfica. O exemplo mais marcante disso é o do lateral-esquerdo Júnior, cuja gravação do samba ''Povo feliz'' (de Memeco e Nonô do Jacarezinho) fez enorme sucesso em 1982.

Ainda que seja praticamente impossível trilhar o caminho inverso, podemos encontrar músicos que, antes da fama, consideraram ser jogadores de futebol. E entre eles estão alguns dos cantores mais famosos do Brasil.

Jorge Ben Jor

Desde o sucesso de ''Mas que nada'' em 1963, este carioca (antes conhecido apenas como Jorge Ben) é uma das figuras mais emblemáticas da música brasileira. Algumas de suas faixas mais marcantes são ''País tropical'', ''Chove chuva'', ''Taj Mahal'' e ''W/Brasil''.

Não é segredo nenhum que o que Jorge queria mesmo era ser jogador de futebol. Tampouco é segredo a sua torcida pelo Flamengo — e o escudo do Rubro-Negro da Gávea aparece de forma proeminente na capa de seu álbum de 1969.

São várias as músicas suas cujo tema é o futebol ou que pelo menos mencionam esse esporte. Aqui destacamos duas: ''Fio Maravilha'' (do álbum Ben, de 1972) e ''Ponta de lança africano (Umbabarauma)'' (do álbum África Brasil, de 1976).

Chico Buarque

Francisco Buarque de Hollanda é outro carioca que dispensa apresentações. Tornou-se conhecido nacionalmente no Festival de Música Popular Brasileira de 1966, com a música ''A banda''. Entre seus inúmeros clássicos estão ''Construção'', ''O que será'' e ''Vai passar''.

Chico é um dos mais ilustres torcedores do Fluminense, mas sua relação com o futebol vai muito além disso. É conhecido por ter criado um time, o Politheama, com o qual jogou por décadas com vários outros músicos famosos (um dos quais é o próximo na nossa lista).

Ouve-se menções ao futebol em algumas de suas músicas, mas a sua única canção dedicada a ele é ''O futebol'' (lançada em 1989), ao fim da qual Chico menciona Garrincha, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro.

Fagner

O primeiro dos muitos sucessos nacionais do fortalezense Raimundo Fagner foi ''Canteiros'' (canção feita sobre poema de Cecília Meireles), em 1973. Outros de seus temas marcantes são ''Conflito'', ''Jura secreta'', ''Noturno'' e ''Retrovisor''.

A ligação de Fagner (torcedor do Fortaleza e do Fluminense) com o futebol é intensa e se nota não só pela sua amizade com diversos (ex-)jogadores mas pelo seu talento com a bola nos pés — embora ele mesmo tenha dito que nunca quis seguir essa carreira.

É difícil encontrar canções suas em que se faça qualquer menção ao futebol. Em compensação, a faixa de abertura de seu álbum com Zeca Baleiro (lançado em 2003) é ''Canhoteiro'', uma homenagem ao antigo ponta-esquerda de América-CE e São Paulo.

Diogo Nogueira

Eis aqui mais um carioca. O primeiro álbum do sambista Diogo Nogueira foi lançado em 2007 e incluía o tema ''Fé em Deus''. Outras das principais músicas de seu repertório são ''Pé na areia'', ''Clareou'', ''Além do espelho'' e ''Coragem''.

Seu pai, João Nogueira, foi um famoso sambista que sonhava em ser jogador de futebol. Diogo foi ainda mais longe, já que chegou a ser profissional. Mas, aos 23 anos (quando estava no Cruzeiro-RS), se lesionou seriamente e pôs fim a esse sonho.

Diogo também herdou de João a paixão pelo Flamengo. A canção ''Samba rubro-negro'', composta em 1955 por Wilson Batista e Jorge de Castro, foi gravada pelo pai em 1979 e pelo filho em 2019.

Outras histórias

Talvez devêssemos ter destacado mais um carioca e rubro-negro: Jorge Vercillo. Como ele mesmo diz, quando jogava na base do Flamengo escutou uma fita cassete com o álbum Luz, de Djavan, e a partir dali decidiu seguir a carreira musical.

Embora muitos não o saibam, o próprio Djavan esteve perto de seguir a carreira de atleta. Entre os 12 e os 16 anos, o alagoano de Maceió jogou na base do seu time de coração, o CSA, até que a descoberta do violão o fez optar por outro caminho.

Dos exemplos mais recentes, vale mencionar o de Wesley Safadão. Esse fortalezense, que chegou a jogar na base do Ceará, certa vez disse que antes de começar a cantar ''comia com a bola, dormia com a bola''.

O fascínio que esse esporte exerce no Brasil é mesmo inegável. Daí o porquê de até músicos famosos se identificarem com o que o cruzeirense Samuel Rosa canta num dos grandes sucessos do Skank: ''Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?''.

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