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Brasil, 20 anos de decepções

Consumada a eliminação brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, a Canarinho segue sem chegar a uma final desde 2002.

[Traduzido e adaptado de ''Brasil, 20 años de decepciones''.]

Vinte anos se passaram desde o último título Mundial do Brasil. O país seguiu revelando jogadores de nível internacional, mas a cada quatro anos o roteiro se repete: ao favoritismo pré-torneio segue-se uma eliminação que frustra as expectativas de seus torcedores.

Em 2022, mesmo sendo a principal candidata ao título, a Canarinho foi superada pela Croácia nos pênaltis e caiu nas quartas de final. E, na única vez nesses vinte anos em que chegou à semifinal, a seleção foi goleada — em casa — pela Alemanha.

Eis os resultados do Brasil nas últimas cinco edições do torneio:

Copa do Mundofase em que foi eliminadoadversário que o eliminou 
Catar 2022quartas de finalCroácia (1 x 1, derrota nos pênaltis)
Rússia 2018quartas de finalBélgica (2 x 1)
Brasil 2014semifinalAlemanha (7 x 1)
Alemanha 2006quartas de finalFrança (1 x 0)

Neymar não é o suficiente

Nos últimos três Mundiais a equipe teve Neymar, mas nem isso foi garantia de sucesso. No Catar, o craque do Paris Saint-Germain até marcou o que pareceu ser o gol decisivo contra a Croácia, mas pouco depois os europeus deixaram o jogo novamente empatado.

Em 2018, na Rússia, os brasileiros chegaram com um plantel com vários astros, dos quais os principais eram Neymar e Philippe Coutinho. Não era uma equipe considerada tão superior às demais quanto a de 2022, mas ainda assim estava entre as favoritas.

Sucedeu-se, no entanto, que uma grande Bélgica os mandou para casa nas quartas de final. Naquele dia, o Brasil foi incapaz de superar (a não ser uma vez) o goleiro Thibaut Courtois, que se tornou o herói do jogo.

Em 2014, a situação era muito diferente. Neymar vinha sendo o homem do torneio que a Canarinho disputava em casa, e tudo parecia ir bem até a famosa falta cometida nas quartas de final pelo colombiano Juan Camilo Zúñiga sobre o camisa 10 brasileiro.

Aquele foi um golpe anímico muito duro para a equipe, e seus reflexos puderam ser vistos no confronto seguinte, com a Alemanha — um encontro que será para sempre quando se falar da história dos Mundiais de seleções.

O golpe mais duro

O 7 x 1 a favor dos germânicos no Mineirão feriu o orgulho de todos os brasileiros. Jogando em casa e tendo chegado à semifinal da Copa do Mundo, tudo parecia conspirar para que a Verde-Amarela voltasse a reinar no cenário internacional.

Mas a ilusão dos anfitriões não foi muito além do apito inicial. Os gols se sucederam um após o outro naquela que foi uma das maiores humilhações na história do futebol. Desde então, o Brasil não foi capaz de dar um passo à frente e conquistar o mundo outra vez.

As quartas de final são um engasgo

Após o título de 2002, a Canarinho quase sempre caiu nas quartas de final. (A exceção, como acabamos de ver, foi em 2014.)

Em 2010, o carrasco foi a Holanda. Tendo superado o Chile por 3 x 0 nas oitavas de final, o Brasil chegava como o favorito ao encontro com a Laranja Mecânica. Enquanto a defesa do time comandado por Dunga tinha Lúcio e Maicon, mais à frente havia Kaká e Robinho.

No fim, esses jogadores se viram derrotados por 2 x 1. Embora Robinho os tenha colocado em vantagem aos 10 minutos, dois gols de Wesley Sneijder os privaram de chegar às semifinais. Aquele Brasil não era o melhor possível, e esse revés demonstrou isso.

Já em 2006, os sul-americanos pareciam destinados ao título. O conglomerado de estrelas que aquela seleção possuía era incomparável, com Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Kaká e Roberto Carlos — todos campeões quatro anos antes, na Coreia do Sul e no Japão.

Foi a França quem lhes arrebatou o sonho do hexa, com Thierry Henry como o autor do único gol do jogo. Naquele momento não haveria como o saber, mas essa foi apenas a primeira das decepções que seriam vividas nos dezesseis anos seguintes.

Logo após a eliminação de 2022, Tite se despediu como o técnico da seleção pentacampeã (algo que ele próprio havia antecipado ainda em fevereiro passado, fosse qual fosse o desempenho no Catar da equipe por ele comandada).

O futuro é auspicioso, tendo em vista nomes como Vini Jr., Rodrygo, Lucas Paquetá e a promessa Endrick. Mas, por ora, predomina a dor de saber que, no último 9 de dezembro, perdeu-se uma maravilhosa oportunidade de voltar a se banhar em ouro.

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