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Aleksandar Mitrović (Sérvia)
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As seleções que mais decepcionaram nas primeiras semanas do Mundial

Enquanto Bélgica, Uruguai e Alemanha nem conseguiram passar da fase de grupos, a Espanha só se saiu bem contra a Costa Rica.

[Traduzido e adaptado de ''Dalla Germania alla Spagna: le squadre che hanno deluso''.]

A partir do momento em que a Copa do Mundo do Catar chegou à sua fase eliminatória, pudemos fazer um balanço das seleções que mais frustraram expectativas. Da Alemanha à Espanha, chegando até a Dinamarca, selecionamos seis.

1.º lugar: Alemanha

Eis a maior surpresa negativa. Tendo caído na fase de grupos em Rússia 2018, a Alemanha efetuou uma troca de comando técnico — Joachim Löw por Hansi Flick — e formou uma equipe muito talentosa. Ninguém imaginava outra eliminação precoce, mas foi o que se viu.

A esquadra germânica não conseguiu se classificar a uma fase eliminatória de Copa do Mundo pela segunda vez consecutiva. Trata-se de um verdadeiro desastre esportivo para uma seleção que foi campeã do torneio por quatro vezes — a última em 2014.

Lembremos ainda que a Mannschaft foi a primeira seleção (depois dos anfitriões, evidentemente) a garantir presença nesse primeiro Mundial no Oriente Médio. Tal confirmação se deu em 11 de outubro de 2021 (exatamente um mês antes do Brasil).

Junte-se ao bom retrospecto o misto de experiência e juventude da equipe e compreende-se a enorme quantidade de elogios que o futebol alemão recebeu nos últimos anos. Temos aqui um bom argumento a favor do provérbio Nem tudo que reluz é ouro.

2.º lugar: Bélgica

Por falar em ouro, a ''geração dourada'' da Bélgica encerrou o seu ciclo da pior maneira possível — e sem vencer nada. Diferentemente da Alemanha, os Diabos Vermelhos caíram em um grupo que parecia amplamente acessível; mas ainda assim fracassaram.

Tendo vencido o Canadá na estreia por 1 x 0 (gol de Michy Batshuayi), os belgas perderam para o surpreendente Marrocos na segunda rodada por 2 x 0 e entregaram o segundo lugar no grupo à Croácia, com quem empataram sem gols na última rodada.

Nessa partida contra os Axadrezados a Bélgica até criou bastante, mas faltou-lhe qualidade de finalização. O atacante Romelu Lukaku, em particular, não estava em seus melhores dias, tendo desperdiçado quatro ótimas oportunidades (todas no segundo tempo).

Do terceiro lugar na Rússia à despedida imediata no Catar. Essa queda desastrosa já começou a redesenhar a cara da seleção: foi-se o técnico Roberto Martínez, foi-se também Eden Hazard — um dos jogadores mais emblemáticos. Será melhor o próximo ciclo?

3.º lugar: Espanha

Sejamos francos: o 7 x 0 sobre a Costa Rica na primeira rodada parecia o prenúncio de uma jornada radiante para os meninos de Luis Enrique. Tanto é assim que houve quem os comparasse aos fenômenos da maravilhosa Espanha campeã mundial de 2010.

Mas a realidade acabou sendo bem diferente. Na segunda rodada, a Furia empatou com a Alemanha, na terceira perdeu para o Japão e nas oitavas de final foi eliminada nos pênaltis (de novo os pênaltis, como na Euro 2020) pelo Marrocos.

Esqueça o tiquitaca. Essa Espanha parecia sem ideais nem brilhantismo. As escolhas disruptivas de Luis Enrique não deram resultado, e a sua despedida do comando da seleção ibérica foi a consequência natural disso.

4.º lugar: Uruguai

O técnico Diego Alonso, sucessor do lendário Óscar Tabárez, não conseguiu levar a Celeste além da fase de grupos. Talento certamente era  o que não faltava à seleção sul-americana, mas poucos jogadores estiveram em sua melhor forma.

Edinson Cavani e Luís Suárez sentiram o peso dos anos, enquanto o astro em ascensão Darwin Núñez, que no verão passado trocou o Benfica pelo Liverpool, não deixou marca. O mesmo vale para Federico Valverde, apesar de sua extraordinária fase no Real Madrid.

5.º lugar: Sérvia

As expectativas em relação aos balcânicos eram altas, tendo em vista os seus resultados de não muito antes do torneio. Apesar disso, a Sérvia terminou em último lugar no grupo C, com apenas um ponto conquistado.

Foi um Mundial a ser esquecido rápido para os de Dragan Stojković, que tinha à sua disposição elementos de valor inquestionável: Aleksandar Mitrović, Sergej Milinković-Savić, Dušan Tadić e Dušan Vlahović (embora este último não estivesse 100% fisicamente).

6.º lugar: Dinamarca

Evidentemente, os Vermelhos e Brancos nunca foram sérios candidatos ao título. Mas conquistar apenas um ponto em um grupo que também tinha França, Austrália e Tunísia é algo que inevitavelmente deixa um gosto amargo na boca.

Tal gosto se torna ainda mais amargo quando nos lembramos que pouco mais de um ano antes a Dinamarca chegou à semifinal da Euro. Sair de uma campanha como aquela e terminar eliminado numa fase de grupos de Mundial é um estrondoso fracasso.

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