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António Oliveira
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António Oliveira e o Corinthians 2.0

Após o sucesso no Cuiabá, o português busca dar ao Corinthians a força prometida pela nova gestão.

Ainda em dezembro do ano passado ouviu-se o futuro diretor de futebol do clube, Rubens Gomes, dizer que o Corinthians brigaria de igual para igual com Palmeiras e Flamengo em 2024.

Após os resultados nas primeiras rodadas do Campeonato Paulista, logo se viu que não seria esse o caso. Pelo contrário: o medo era que o timão lutasse para não voltar à Série B.

Com a chegada do executivo de futebol Fabinho Soldado e o técnico António Oliveira, o alvinegro tem evoluído. Mas será que ainda faz sentido sonhar com um grande Brasileirão?

De Mano para António

O primeiro jogo do Corinthians em 2024 foi um 1 x 0 sobre o Guarani, e o segundo um 1 x 0 a favor do Ituano. Mesmo ciente de que nem todos os reforços trazidos até então tinham estreado, a comentarista do sportv Ana Thaís Matos afirmou «O Corinthians começa a temporada mais com cara de um time que vai brigar para não cair do que de um time que vai brigar por títulos».

Provavelmente nem Ana Thaís esperava ver o timão lutando para não cair já no Campeonato Paulista. No entanto, foi o que ocorreu após o 1 x 0 para o São Bernardo, o 2 x 1 para o São Paulo, o 3 x 1 para o Novorizontino e o 1 x 0 para o Santos. O técnico Mano Menezes já havia sido demitido antes da derrota para o peixe, e o interino Thiago Kosloski o foi logo após esse jogo.

Chegou então António Oliveira, do Cuiabá. Sua estreia seria em 11 de fevereiro, a recepção à Portuguesa pela sétima rodada do Paulistão. O Corinthians chegou àquela partida não apenas em último lugar no grupo C (do qual também fazem parte Bragantino, Inter de Limeira e Mirassol) mas em penúltimo na classificação geral. Em outras palavras: na zona de descenso.

Palavras de ordem de Oliveira

Seria Oliveira o homem ideal para tirar a equipe daquela situação? Hoje com 41 anos, o português estava em sua segunda passagem à frente do Cuiabá. Em ambas (2022 e 2023) ele alcançou o objetivo de manter o dourado na elite do futebol nacional, mas não há comparação entre o ambiente que o rodeava em Mato Grosso e o que o esperava em São Paulo.

No início de 2023, António esteve à frente do Coritiba. Em 6 de janeiro, durante sua primeira entrevista coletiva como treinador do coxa, o lisboeta declarou que buscaria agressividade, intensidade e velocidade. Mas, dias antes de receber o convite para treinar o timão, ele disse em entrevista à Placar que suas palavras de ordem eram estabilidade, organização e equilíbrio.

Não existe necessariamente contradição entre os valores defendidos pelo atual treinador do Corinthians num intervalo de doze meses. Mas, neste que seria o maior desafio de sua carreira, podíamos supor que Oliveira buscaria ser agressivo, intenso e veloz visando principalmente força defensiva. (Felizmente para ele, não é difícil convencer a fiel a abraçar uma filosofia como essa.)

O renascimento de Yuri

Em seu derradeiro jogo à frente do Corinthians, Mano Menezes deixou o centroavante Yuri Alberto entre os suplentes e escalou o recém-chegado Pedro Raul. Embora tenha sido Yuri o autor do gol alvinegro naquela derrota para o Novorizontino, Thiago Kosloski tampouco o incluiu no onze inicial na derrota para o Santos.

Hoje com 22 anos, Yuri conhece António desde 2020. Na época, este comandava o sub-23 do Santos e era auxiliar de Jesualdo Ferreira na equipe principal. Quais seriam os planos do novo treinador do timão para resgatar um jogador que, apesar de sua qualidade técnica, vivia em má fase desde a temporada anterior?

Por suspensão, António não teve o ponta paraguaio Ángel Romero para o jogo com a Portuguesa; então, Yuri foi escalado aberto pela direita, e marcou um dos gols do 2 x 0. Por lesão, o técnico não teve Pedro Raul contra o Botafogo de Ribeirão Preto; então, Yuri foi o centroavante, e marcou um dos gols do 4 x 1.

A terceira partida do Corinthians sob o comando do lisboeta seria contra o Palmeiras, em 18 de fevereiro; Yuri, outra vez como centroavante, marcou aos 87 minutos o primeiro gol da equipe no empate por 2 x 2. Nesse dia ele se lesionou, mas talvez hoje o vejamos entre os relacionado para o duelo com a Ponte Preta.

Recém-chegados

Antes do início do Campeonato Paulista o Corinthians, do recém-empossado presidente Augusto Melo, contratou seis atletas. Desses quem mais têm agradado são o zagueiro equatoriano Félix Torres e o meia argentino Rodrigo Garro.

O volante Raniele, embora não fosse unanimidade, era titular com Mano Menezes; nada mais lógico que o fosse também com António Oliveira, já que ambos se conhecem do Cuiabá. Já o lateral-esquerdo Hugo ainda busca provar seu valor ao português.

Dos primeiros reforços os mais difíceis de avaliar são o zagueiro Gustavo Henrique, o já citado Pedro Raul (um e outro fizeram apenas três jogos até aqui) e o lateral-esquerdo equatoriano Diego Palacios (que se lesionou logo na estreia e segue fora).

Mais reforços e novas perspectivas

Três outros atletas vieram. Já estrearam o lateral-direito Matheus França (comprado do Flamengo) e o ponta Pedro Henrique (a custo zero após rescindir com o Internacional). Falta o meia Igor Coronado (a custo zero após rescindir com o Al-Ittihad).

Apresentado como o executivo de futebol em 10 de fevereiro, Fabinho Soldado busca dois reforços antes que feche esta janela de transferências: um zagueiro (fala-se em Cacá, emprestado pelo Tokushima Vortis ao Athletico) e um segundo volante.

Independentemente do que se passar até 7 de março, as perspectivas para o Corinthians hoje são melhores do que duas semanas atrás. Este novo timão pode até não lutar por títulos, mas tampouco parece um candidato ao rebaixamento.

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