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Aberto da França
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Aberto da França: As maiores surpresas da história

Com mais de 130 anos de história, o Grand Slam de Paris já teve de tudo e nós damos uma olhada em alguns dos resultados mais inesperados das chaves masculina e feminina.

Adaptado de Open de Francia: Las grandes sorpresas de su historia

Os fãs de Rafa Nadal que assistiram à sua partida na quarta rodada no Aberto da França de 2009 continuam se perguntando por que lhes calhou testemunhar a única derrota do maiorquino em solo parisiense entre 2005 e 2015.

Ninguém podia imaginar que, após ser campeão por quatro anos consecutivos, Nadal seria superado por Robin Söderling, que pela primeira vez havia passado da terceira rodada de um Grand Slam e que, apenas algumas semanas antes, havia perdido para o próprio Nadal por uns esmagadores 6-1 e 6-0 em Roma.

Mas essa é apenas uma das muitas surpresas que ocorreram durante a longa história da era aberta do Aberto da França, onde Rafa é rei, com 14 títulos.

As primeiras décadas

Em 1971, Margaret Court dominava o esporte com 21 títulos de Grand Slam em seu nome e chegou ao torneio como campeã das duas edições anteriores, tendo vencido todos os seis majors mais recentes, mas na terceira rodada perdeu surpreendentemente para Gail Chanfreau, que nunca havia passado das quartas de final de simples em um Grand Slam.

A próxima grande surpresa veio cinco anos depois. Björn Borg chegava como bicampeão e cabeça de chave, mas nas quartas de final foi derrotado por Adriano Panatta. O italiano esteve à beira da eliminação na primeira rodada, quando chegou a salvar um match-point, mas acabou vencendo o torneio. Esse foi seu único título de Grand Slam e ele se tornou o único jogador a derrotar Borg no saibro de Paris desde que o sueco ganhou o primeiro de seus seis troféus aí.

Em 1982, com apenas 17 anos, Mats Wilander estreou e venceu o Aberto da França, um feito que só seria imitado 23 anos depois por Rafa Nadal. O mérito adicional do sueco é que ele não era um dos 16 cabeças de chave e, em seu caminho para o título, eliminou quatro dos cinco tenistas do topo do ranking mundial, ainda que Borg, campeão das quatro edições anteriores, e John McEnroe, então número um, estivessem ausentes nesse ano.

Em 1984, John McEnroe já somava três US Open e dois títulos em Wimbledon, mas Paris ainda lhe escapava. Tendo vencido todas as suas partidas da temporada, chegou, pela primeira e última vez, à final do torneio, onde enfrentou Ivan Lendl, vice das quatro finais de Grand Slam que havia disputado até então.

McEnroe venceu os dois primeiros sets, por 6-3 e 6-2, mas Lendl virou e foi campeão, cravando a que o americano considera a mais dolorosa derrota de sua carreira.

1989, o ano dos azarões

Após partilharem seis dos sete torneios disputados entre 1982 e 1988, todos os olhos estavam voltados para Wilander e Ivan Lendl. No entanto, foi Michael Chang que fez história. Na quarta rodada, ele virou uma desvantagem de dois sets contra Lendl e nas semifinais derrotou Andrei Chesnokov, que havia eliminado Wilander. Já na final derrotou Stefan Edberg, o terceiro cabeça de chave, para, aos 17 anos e três meses, se tornar o mais jovem campeão de Grand Slam da história, um recorde que ele ainda mantém.

Mas a chave feminina também surpreendeu. Na época, Steffi Graf já tinha vencido cinco majors consecutivos, e conquistado Paris em 1987 e 1988, mas na final perdeu para a jovem Arantxa Sánchez Vicario, de 17 anos. A alemã chegou a servir no terceiro set para revalidar o título, mas a espanhola cravou a virada e venceu por 7-6, 3-6, 7-5.

Surpresas na era pré-Nadal

Outro tenista lendário, Pete Sampras, nunca conseguiu levantar este troféu, apesar de seus 14 títulos de Grand Slam. O mais longe que ele chegou foi em 1996, quando virou uma desvantagem de dois sets nas quartas de final contra seu compatriota Jim Courier, campeão de 1991 e 1992, para chegar às semifinais, onde perdeu para o russo Yevgeny Kafelnikov.

A experiência de Gustavo Kuerten em Grand Slam antes do Aberto da França de 1997 se resumia a uma derrota na 1ª rodada do ano anterior e uma eliminação na 2ª rodada do Aberto da Austrália na mesma temporada. No entanto, o brasileiro acabou conquistando o primeiro de três títulos em Paris (venceu também em 2000 e 2001).

Até mesmo o sucesso de Andre Agassi, em 1999, foi inesperado, pois, na época, parecia que seu tempo de glória já havia terminado, mas ele conseguiu conquistar o único título major que faltava em sua carreira, iniciando sua segunda era de ouro.

Ainda mais surpreendente foi o triunfo de Gaston Claudio em 2004. O argentino chegou em 44º lugar no ranking e, na final, derrotou seu compatriota Guillermo Coria, apesar de ter começado com uma desvantagem de 6-0, 6-3 e de ter que salvar dois match-points.

Anos turbulentos na chave feminina

O sorteio feminino na última década tem se caracterizando por resultados imprevisíveis.

Jelena Ostapenko nunca havia conquistado um título da WTA antes quando, em 2017, se tornou a primeira mulher desde 1933 a vencer o Aberto da França sem ser cabeça de chave. No entanto, esse marco foi repetido em 2020 com a vitória de Iga Swiatek, então a número 54 do mundo!

Barbora Krejcikova deu um passo adiante em 2021, quando também se tornou a campeã sem ser cabeça de chave, se tornando apenas a terceira mulher na Era Aberta a vencer o torneio, tendo salvo um match-point pelo caminho.

A vez de Djokovic

Em 2015, Novak Djokovic eliminou o invencível Nadal nas quartas de final, antes de perder a final para Stan Wawrinka, mas no ano seguinte o sérvio se redimiu e levantou o troféu que faltava.

Cinco anos depois, Nole repetiu o triunfo e já esta temporada ele derrotou Casper Ruud na final para conquistar seu terceiro troféu no saibro parisiense e 23º Grand Slam da carreira, superando os 22 de Rafael Nadal.

Aos 36 anos, o sérvio não dá mostras de querer abrandar e pode ainda ter mais títulos no seu futuro.

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