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José Sá
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A lusofonia brilha nos «Wolves»

A equipe da elite inglesa em que mais se ouve falar português chegou a 2024 em grande estilo.

Desde a temporada 2018–19, quando retornou à Premier League, o Wolverhampton Wanderers tornou-se objeto de estudo devido ao seu forte vínculo com o futebol português.

Nos cinco últimos anos passaram pelo estádio Molineux jogadores como Rui Patrício, João Moutinho, Matheus Nunes e Diogo Jota e os técnicos Nuno Espírito Santo e Bruno Lage.

Em 2023–24 os lobos mantiveram essa tendência, com quatro portugueses no elenco. Mas agora tampouco se ignora a contribuição de dois brasileiros à lusofonia.

Os lobos lusófonos

Hoje o Wolverhampton tem como treinador o inglês Gary O’Neil, e entre seus jogadores há o goleiro José Sá, o zagueiro Toti Gomes, o lateral/ala-direito Nélson Semedo e o ponta Pedro Neto. Todos foram convocados pelo menos uma vez nos últimos doze meses pelo atual técnico de Portugal, o espanhol Roberto Martínez.

Ao todo há oito portugueses no elenco do clube que em 2016 foi adquirido pelo conglomerado chinês Fosun International, mas quatro deles encontram-se emprestados: os pontas Chiquinho (Famalicão) e Daniel Podence (Olympiacos), o ponta/centroavante Gonçalo Guedes (Benfica) e o centroavante Fábio Silva (Rangers).

De 2019 para cá os lobos tiveram poucos brasileiros, entre eles o lateral-esquerdo Marçal (que em 2022 se transferiu para o Botafogo). Em janeiro de 2023, porém, chegaram o volante João Gomes (comprado do Flamengo) e o atacante Matheus Cunha (emprestado e depois comprado do Atlético de Madrid).

Muitos dribles, mas não só

Duas semanas atrás chegou ao fim a 20.ª rodada da Premier League. O Wolverhampton encontrava-se em 11.º lugar e o seu ataque era o 10.º mais produtivo, com 30 gols pró. Por trás dessa média de 1,50 gol por jogo esconde-se o seguinte dado: os homens de O’Neil chegaram às redes em 90% das partidas.

No fim de outubro Pedro Neto vinha sendo um dos destaques do Campeonato Inglês, visto que liderava o ranking de assistências (sete). Mas no dia 28 daquele mês, durante o 2 x 2 de sua equipe com o Newcastle, o vianense de 23 anos se lesionou e foi substituído. Seu retorno se deu dois meses depois.

Quem até aquele momento não demonstrava grande produtividade ofensiva era Matheus Cunha. Sim, é verdade que em meados de novembro o pessoense de 24 anos era um dos líderes da Liga Inglesa em dribles bem-sucedidos (62); mas, nas doze rodadas disputadas até então, só registrou dois gols e uma assistência.

Por aquela altura O’Neil elogiou-o mas cobrou dele mais eficácia. As palavras do treinador parecem ter espicaçado o brasileiro, que nas oito rodadas seguintes conseguiu quatro tentos e três assistências. Entre os lobos, Matheus agora só tem menos participações diretas em gols que o sul-coreano Hwang Hee-Chan (onze vs. treze).

Controlando a voracidade

Embora tenha terminado a mais recente rodada da Liga Inglesa em 12.º no quesito média de posse de bola (47,8% por jogo), o Wolverhampton era a equipe com maior média de faltas (12,90 por jogo). Além disso, os das Midlands Ocidentais estavam em quarto tanto em cartões amarelos (54) quanto em cartões vermelhos (3).

O seu jogador mais vezes advertido é o meio-campista gabonês Mario Lemina, com sete amarelos e um vermelho. Em seguida aparecem quatro atletas com cinco cartões amarelos, entre eles João Gomes. Este carioca de 22 anos, titular indiscutível, é o símbolo do quão desafiante tem sido para os lobos controlar a voracidade.

João Gomes recebeu seus cinco amarelos nas doze primeiras rodadas de que participou (uma nada invejável média de 0,42 cartão por jogo). Nas seis rodadas desde que voltou de suspensão, o camisa 8 não recebeu mais cartões. Tudo parecia bem até a mais recente partida, pela FA Cup, quando recebeu um vermelho aos 9 minutos.

O desafio está lançado

Dois parágrafos atrás mencionamos a evolução da equipe. Parece-nos que o mau início de temporada teve muito a ver com a saída do treinador anterior, o espanhol Julen Lopetegui, apenas seis dias antes da estreia no Campeonato Inglês. Seja como for, nas cinco primeiras rodadas os Wolves sofreram quatro derrotas.

Notou-se evolução a partir da sexta rodada, quando Gary O’Neil e seus homens deram início a uma série de seis partidas sem perder pela Premier League. Mas o melhor momento se verificou nas três rodadas mais recentes, quando venceram todos os jogos e abriram treze pontos para a zona de rebaixamento.

Não se espera que o Wolverhampton repita 2018–19, quando, com Nuno Espírito Santo, terminou em sétimo e se classificou para a Liga Europa. Mas, com a sua atual legião lusófona, o clube pode almejar o retorno à Europa em temporadas futuras. Sobreviver já começa a parecer pouco para as pretensões dos lobos.

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