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Ronald Koeman (Holanda)
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A Holanda sonha com os pés no chão

Os campeões europeus de 1988 seguem dando motivos para que se preste atenção neles.

Em 2023 a Holanda se impôs contra adversários menos gabaritados e decepcionou contra seleções de primeiro escalão. Com base nisso analisaremos seus pontos fortes e fracos e suas perspectivas de em 2024 conquistar o Campeonato Europeu após 36 anos.

Forças relativas

Três dias atrás a FIFA atualizou pela última vez em 2023 o seu ranking de seleções. A Holanda, que desde 30 de novembro estava em sexto lugar, manteve essa posição.

Duas das seleções à sua frente são Argentina e Brasil. Quanto às seleções da UEFA, as três que aparecem mais bem posicionadas são França, Inglaterra e Bélgica.

Se analisarmos o desempenho da laranja nas quatro grandes partidas que realizou desde o fim de Catar 2022, parecerá exagerado considerá-la a quarta força da Europa.

Pelas Eliminatórias da Eurocopa, os de Ronald Koeman perderam para a França fora e dentro de casa; pela Liga das Nações, perderam para a Croácia e para a Itália em casa.

As outras seis partidas em 2023 foram vitórias (dentro e fora de casa) sobre Gibraltar, Grécia e Irlanda (18 pontos que garantiram o segundo lugar no grupo B das Eliminatórias).

A equipe está cotada em 17,00 para a conquista do Campeonato Europeu. Esse índice representa uma probabilidade de 6%, o que diz muito sobre o atual estatuto dos holandeses.

Mudanças na defesa

Esta é a segunda passagem do ex-meio-campista Ronald Koeman, hoje com 60 anos, à frente da seleção holandesa. Entre 2018 e 2020 ele a conduziu à final da Liga das Nações 2018–19 e à classificação ao Europeu 2020 (disputado em 2021) antes de deixá-la para treinar o Barcelona.

Na Copa do Mundo de 2022 o técnico da laranja mecânica foi o lendário Louis van Gaal (já aposentado), que adotou esquema tático com três zagueiros. Em janeiro deste ano, uma das primeiras decisões anunciadas por Koeman foi a de que o seu esquema preferencial seria o 4-3-3.

Um dos dois zagueiros é sempre o capitão Virgil van Dijk, do Liverpool. Nathan Aké, do Manchester City, também é titular mas às vezes é escalado na lateral esquerda. Nessas circunstâncias quem tende a formar a dupla com Van Dijk é Lutsharel Geertruida, do Feyenoord.

Mais de uma vez viu-se Denzel Dumfries, da Internazionale, ser a primeira escolha para a lateral direita. Daqui em diante Koeman poderá apostar mais em Jeremie Frimpong, que tem se destacado pelo Bayer Leverkusen na Bundesliga (embora mais como ala-direito).

Uma grande esperança

Quando foi convocado por Van Gaal para Catar 2022, Frimpong tinha 21 anos e ainda não havia feito uma única partida pela seleção. Quem se encontrava na mesma situação era Xavi Simons, então com 19 anos.

Simons, revelado pelo Paris Saint-Germain em 2021, pertencia ao PSV desde junho de 2022. No último mês de julho os rouges et bleus acionaram a cláusula de 6 milhões de euros que lhes permitiu tê-lo de volta.

Logo em seguida o PSG emprestou-o ao Leipzig. Nesses quatro meses, Xavi tem sido um dos principais nomes dos touros vermelhos (em parte devido às suas sete assistências em dezesseis jogos na Bundesliga).

Pela laranja, Xavi não tem brilhado tanto: em nove partidas neste ano (oito como titular) nem marcou gols nem deu assistências. Se conseguir dar o clique, é candidato a ser um dos destaques da Eurocopa.

Criando e convertendo

No desenho tático do 4-3-3 da Ronald Koeman, Simons pode aparecer como um dos meio-campistas (no caso, um meia centralizado) ou como um dos atacantes (ponta-esquerda ou ponta-direita).

Se nos restringirmos a atletas que atuam nas principais ligas, outros possíveis meio-campistas são Marten de Roon e Teun Koopmeiners (Atalanta), Tijjani Reijnders (Milan) e Frenkie de Jong (Barcelona).

Aplicando esse mesmo critério em relação às opções para o ataque encontramos Cody Gakpo (Liverpool), Memphis Depay (Atlético de Madrid) e Donyell Malen (Borussia Dortmund).

Os três atletas mencionados no parágrafo anterior podem jogar centralizados numa linha de três atacantes; porém, todos eles sofreram com lesões que os deixaram fora de jogos da seleção.

Quem poderia ser muito útil à laranja é Luuk de Jong, que nesta temporada marcou doze gols em dezesseis partidas na Eredivisie pelo PSV (o líder da competição com 100% de aproveitamento).

Em março passado, De Jong (então com 32 anos) anunciou a aposentadoria da seleção. Em outubro, o ex-jogador Ruud Gullit pediu a Koeman para que conversasse com o atacante do PSV.

Se De Jong não voltar a defender a Holanda, Koeman poderá seguir confiando em Wout Weghorst (Hoffenheim); mas também poderá chamar Joshua Zirkzee (autor de sete gols pelo Bologna nesta Serie A).

Um jogo de cada vez

A Holanda provavelmente não chegará à Eurocopa com uma das cinco principais candidatas ao título mesmo se derrotar a Escócia e a Alemanha em amistosos a serem realizados daqui a três meses.

Isso não exime a laranja mecânica da responsabilidade de mostrar-se no mínimo tão competitiva quanto foi na última Copa do Mundo (quando caiu para a futura campeã, a Argentina, nos pênaltis).

Será bastante lógico ver os holandeses chegarem pela segunda vez seguida às quartas de final de um grande torneio. Mas será uma (bela) surpresa se conseguirem ir um pouco além disso.

A cotação aqui apresentada está sujeita a flutuações.

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