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Salem al-Dawsari (Arábia Saudita)
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A Arábia Saudita mira o topo na Ásia

A contratação do técnico italiano Roberto Mancini é forte indício de que os «falcões verdes» ambicionam voltar a ser a maior potência da AFC.

Já se vão quase trinta anos desde que a seleção saudita, em sua estreia em uma Copa do Mundo, surpreendeu a todos ao conquistar duas vitórias e passar às oitavas de final.

Ainda hoje os falcões verdes são uma das principais forças da AFC (Confederação Asiática de Futebol), mas o protagonismo agora pertence aos japoneses e aos sul-coreanos.

Visando recuperar seu antigo estatuto, a Arábia Saudita fará nos próximos meses o possível para chegar a janeiro de 2024 como boa candidata ao título da Copa da Ásia.

Ascensão. . .

A Copa da Ásia se realiza a cada quatro anos, e sua primeira edição foi em 1956. A Arábia Saudita só se filiou à AFC em 1972, e em 1976 e 1980 a federação de futebol do país decidiu não tomar parte na disputa continental. Apenas em 1984 os falcões estrearam no torneio, e seus resultados nos mostram que nas décadas de 1980 e 1990 nenhuma seleção foi tão bem-sucedida.

anoposição final
19841.ª
19881.ª
19922.ª
19961.ª

. . . e queda

Após sua última conquista, os sauditas foram os vice-campeões tanto em 2000 quanto em 2007 (quando a competição passou a ser disputada em anos ímpares). Dali em diante verificou-se um processo de decadência que culminaria no fracasso em obter a classificação às Copas do Mundo de 2010 e 2014 e na eliminação ainda na fase de grupos das Copas da Ásia de 2011 e 2015.

Ressurgimento

2018 marcou o retorno da Arábia Saudita a um Mundial de Seleções. Mas a goleada sofrida logo na estreia perante a anfitriã, a Rússia, mostrou que ainda faltava muito para os falcões verdes repetirem os seus melhores dias.

Em janeiro de 2019, logo após a eliminação nas oitavas de final da Copa da Ásia, o treinador argentino-espanhol Juan Antonio Pizzi se demitiu. Foi apenas em setembro daquele ano que se anunciou a vinda do francês Hervé Renard.

A equipe fez ótimas eliminatórias para Catar 2022, terminando no topo de um grupo em que também se encontravam Japão e Austrália. E na primeira rodada do Mundial veio o inesquecível 2 x 1 de virada sobre a Argentina.

Em março deste ano, após derrotas para Venezuela e Bolívia em amistosos disputados em Gidá, o próprio Renard pediu demissão (para treinar a França na Copa do Mundo Feminina que começaria quatro meses depois).

Uma nova era

A Federação de Futebol Saudita não agendou nenhuma partida para os cinco meses que se seguiram às derrotas na primeira Data FIFA de 2023. E apenas em 27 de agosto deu-se o anúncio de quem seria o sucessor de Renard: o italiano Roberto Mancini (que duas semanas antes havia se demitido da seleção azzurra).

Mesmo a vinda de um técnico de ponta mostrou-se insuficiente para quebrar a sequência de maus resultados. Em setembro, os árabes realizaram dois amistosos na cidade inglesa de Newcastle upon Tyne. O primeiro terminou em derrota por 3 x 1 para a Costa Rica, o segundo em derrota por 1 x 0 para a Coreia do Sul.

Em sua análise da estreia de Mancini, John Duerden escreveu o seguinte para o site do jornal Arab News: «O ex-técnico da Itália mostrou no passado ser capaz de organizar defesas, e, se puder resolver essas questões nas próximas semanas e meses, então a Arábia Saudita estará no caminho certo».

Mudança de mentalidade

Duerden tocou num ponto de crucial importância. Desde que despontaram no cenário internacional, os falcões verdes se caracterizaram por contar com jogadoreso ofensivamente talentosos (vide o gol de Saeed al-Owairan contra a Bélgica em 1994); mas também por frequentemente se mostraram frágeis do ponto de vista defensivo.

Em sua primeira Copa do Mundo, a Arábia Saudita mostrou-se competitiva contra todos (inclusive a Holanda). Mas, nas suas quatro participações seguintes, sofreu uma goleada por quatro gols de diferença ou mais: em 1998, 4 x 0 para a França; em 2002, 8 x 0 para a Alemanha; em 2006, 4 x 0 para a Ucrânia; e, em 2018, 5 x 0 para a Rússia.

Em 2022 os sauditas novamente caíram na fase de grupos, mas pelo menos suas duas derrotas foram «normais» (2 x 0 para a Polônia e 2 x 1 para o México). A tendência é de evolução se considerarmos que, embora tenham tido muitos treinadores nascidos em outros países (doze deles brasileiros), esta é a primeira vez que têm um italiano.

Mais do que ser um nativo do bel paese, Mancini é adepto do «catenaccio». Seu rigor defensivo é notório: quando treinou o Manchester City (2009–13), disse que não seria problema ver a equipe jogando de forma entediante por dois ou três jogos se terminasse vencendo por 1 x 0. Talvez seja justamente isso o que a Arábia Saudita precisa.

Os próximos passos

Nesta Data FIFA, Mancini e seus homens realizam dois amistosos contra africanos na cidade portuguesa de Portimão: no dia 13, Nigéria; no dia 17, Mali. O grande objetivo é conseguir pelo menos uma vitória (em tese os malineses são os menos fortes) para chegar num clima mais leve à Data FIFA seguinte.

Os primeiros jogos pelas Eliminatórias do Mundial 2026 estão marcados para novembro. No dia 16, recepção a Camboja ou Paquistão; cinco dias depois, visita à Jordânia. Dali até a estreia na Copa da Ásia, em 16 de janeiro, haverá apenas um amistoso: em 3 de janeiro, com a Malásia, na capital catari (Doha).

Será justamente o Catar o país-sede da próxima Copa da Ásia. A Arábia Saudita é a cabeça de chave do grupo F, e não se espera menos que 100% de aproveitamento contra Omã, Quirguistão e Tailândia. Os duelos seguintes, estes sim, revelarão a verdadeira face das águias verdes nesta sua fase «italiana».


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